Respeitem Lula!

"A classe pobre é pobre. A classe média é média. A classe alta é mídia". Murílio Leal Antes que algum apressado diga que o título deste texto é plágio do artigo escrito por Ricardo Noblat (...)

A farsa do "Choque de Gestão" de Aécio "Never"

“Veja” abaixo a farsa que foi o famoso “Choque de Gestão” na administração do ex-governador Aécio “Never" (...)

A MAIS TRADICIONAL E IMPORTANTE FACULDADE DE DIREITO DO BRASIL HOMENAGEIA O MINISTRO LEWANDWSKI

"O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski recebeu um “voto de solidariedade” da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) pela “dedicação, independência e imparcialidade” em sua atuação na corte. (...)

NOVA CLASSE "C"

Tendo em vista a importância do tema, reproduzimos post do sitio "Conversa Afiada" que reproduz trecho da entrevista que Renato Meirelles deu a Kennedy Alencar na RedeTV, que trata da impressionante expansão da classe média brasileira. (...)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

LISTA DE FURNAS: SERÃO OS TUCANOS INIMPUTÁVEIS?

Reproduzimos abaixo uma importante matéria do sítio "Diário do Centro do Mundo" que, diferentemente da "mídia nativa", está aprofundando as investigações sobre a "Lista de Furnas", um escândalo que envolve os principais caciques do PSDB, em especial, Aécio Neves e sua turma de Minas Gerais.

Como as pessoas envolvidas no vazamento da Lista de Furnas foram caladas. 

Postado em 23 set 2015

Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal
Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal
 Esta reportagem é parte do projeto de crowdfunding do DCM sobre a Lista de Furnas. Queríamos agradecer a você por ajudar a alcançar o objetivo — e lembrar que cada quantia a mais será investida em viagens e entrevistas para aprofundar a apuração e realizar novas matérias. Grande abraço.
Em Minas Gerais, uma das formas de entender o que representaram os doze anos do governo de Aécio Neves – sete dele mesmo e cinco de Antonio Anastasia – é conhecer a trajetória do publicitário Marco Aurélio Carone.
Em 2002, Carone se candidatou a governador pelo minúsculo PSDC, mas sua missão, segundo ele conta, não era chegar ao Palácio da Liberdade, mas defender Aécio no enfrentamento com o ex-governador Newton Cardoso, também candidato.
Aécio ganhou e, pela atuação de Carone, o partido dele foi recompensado pelo caixa de campanha de Aécio, e o próprio candidato, alguns anos depois, vendeu o título de seu jornal, Diário de Minas, o mais antigo do Estado, para um grupo ligado a Aécio Neves.
Pela venda, o publicitário diz que recebeu R$ 600 mil. “Queriam comprar o meu silêncio ou pagar por elogios, mas esse produto não estava à venda”, diz Carone.
Com o dinheiro da venda do jornal, o ex-aliado de Aécio contratou um dos jornalistas mais premiados de Minas Gerais, o veterano Geraldo Elísio, o repórter Pica-Pau dos tempos da rádio Itatiaia e Prêmio Esso de Jornalismo em 1977, com uma reportagem publicada em O Estado de Minas que denunciou a prática de tortura na Polícia Militar.
Juntos, eles mantiveram na internet o Novo Jornal, um site de notícias que, em poucos anos, se transformou num dos poucos veículos críticos de Aécio e do governo dele e de Anastasia.
O Novo Jornal chegou a ter mais de um milhão de acessos num dia, com suas reportagens que tratavam de escândalos do grupo de Aécio, entre eles a Lista de Furnas.
“O Novo Jornal foi o primeiro veículo a publicar a perícia da Polícia Federal que comprovou a autenticidade da lista de Furnas”, conta Geraldo.
Era um tema recorrente no site, assim como as denúncias de favorecimento do governo ao grupo de Zezé Perrella, o do Helicoca, e outros que os grandes jornais, rádios e emissoras de TV de Minas nunca noticiaram.
No início de 2014, já com a pré-campanha de Aécio a presidente da República na rua,  Carone foi preso sob acusação de ser o relações públicas de uma organização criminosa destinada a achacar empresários, denúncia que até agora não resultou em condenação, mas suficiente para deixá-lo na cadeia durante nove meses, os três últimos em solitária.
Filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, cassado em 1964, que depois da abertura chegou a presidir o conselho de administração de uma subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, e de uma ex-deputada federal, Carone hoje anda de muletas e tem a expressão cansada, depois que sofreu um enfarte na cadeia.
Geraldo Elísio, o editor do Novo Jornal, teve a casa revirada por um delegado e três investigadores, num mandato de busca e apreensão.
Os policiais queriam documentos para comprovar a denúncia de extorsão, mas o que encontraram, e levaram, foi um computador, com os textos de livros que Geraldo escrevia, entre eles um de memórias.
O advogado Dino Miraglia, que defendia o homem que entregou a lista de Furnas à Polícia Federal, Newton Monteiro, também teve a casa e o escritório revirados, num mandato de busca cumprido até com o sobrevôo de helicóptero da PM.
O escritório de um advogado é inviolável, mas nenhuma voz da OAB local se levantou contra a arbitrariedade.
Depois do episódio, Dino Miraglia abandonou a causa e também sofreu danos pessoais – a esposa entrou com pedido de divórcio.  Hoje, evita falar sobre qualquer assunto referente à Lista de Furnas.
O Sindicato dos Jornalistas do Estado de Minas também não se levantou em defesa do fechamento do Novo Jornal nem da invasão policial à casa de Geraldo Elísio.
Jornalistas com quem conversei contam que, na época, até o jornal do sindicato era bancado pela máquina de publicidade comandada pela irmã de Aécio, Andrea Neves.
Esta é parte de uma história que comecei a apurar dentro projeto do projeto do DCM sobre a Lista de Furnas, a famosa lista, que eclodiu num momento em que as denúncias do mensalão ameaçavam o governo Lula, em 2005.
A lista tem os nomes dos políticos que receberam dinheiro do caixa 2 formado por um diretor de Furnas, Dimas Toledo, com a propina paga por fornecedores da estatal. A maioria é do PSDB, e aparecem na relação Aécio Neves, José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
“Há duas maneiras de você calar um delator. Uma é matando, a outra é assassinando a sua reputação”, disse-me um delegado da Polícia Federal que investigou a lista. “Em Minas, foi criada uma máquina para destruir a reputação dos denunciantes da Lista de Furnas”, acrescentou.
No governo de Aécio, a Polícia Civil de Minas divulgou que a lista era falsa, versão que foi publicada pela revista Veja.  Numa investigação paralela, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, a conclusão foi oposta.
Dimas Toledo, para não sair de Furnas, pressionou Aécio Neves a negociar com Lula sua permanência no cargo. Para isso, mandou entregar a lista com sua assinatura e os valores recebidos por Aécio Neves e por outros políticos.
Desde então, o portador da lista, Newton Monteiro, tem amargado períodos alternados de prisão, embora nunca tenha sido condenado. No total, já passou mais de dois anos preso, teve o carro incendiado e hoje poucos sabem onde mora.
A principal acusação é a de que Newton inventou a lista. Mas dois dos nomes relacionados ali, que são deputados, confessaram que receberam exatamente os valores apresentados na relação, e por caixa 2 de Furnas. Um deles, Roberto Jefferson, fez a confissão em depoimento à Polícia Federal.
Se essas duas confissões não são indícios suficientes da autenticidade da lista, a assinatura de quem fez a relação não deixa dúvidas. A Polícia Federal, contrariando a versão de Dimas Toledo, garante que a assinatura é mesmo do ex-diretor de Engenharia de Furnas.
Ainda assim, é possível que alguém duvide, mas aí convém analisar o perfil dos policiais federais que fizeram a investigação no Rio e contrapô-las ao delegado que chefiou a investigação em Minas. Os policiais federais concluíram pela autenticidade da lista. O de Minas, não.
A Justiça Federal decretou a prisão de quatro empresários, num caso que nada tem a ver com a estatal Furnas, mas que revela um modelo de apuração policial nos anos de Aécio à frente do governo mineiro.
Os empresários são donos de uma empresa de transporte de valores, responsável por abastecer os caixas eletrônicos de dois bancos no estado. A acusação que levou a Justiça a decretar a prisão é a de que eles, durante anos, desviavam parte do dinheiro que deveria ser entregue aos bancos.
Assim como a Lista de Furnas, houve duas investigações paralelas. A Polícia Federal concluiu pelo desvio do dinheiro dos bancos e obteve na Justiça a decretação da prisão dos empresários.
Em Minas, a investigação começou bem antes. Mas nunca foi para  a frente. Quem garante é o delegado de Minas que concluiu o inquérito, quando trocou o governo do Estado, em janeiro, e a antiga cúpula da Polícia Civil foi afastada.
A razão do inquérito ter sido abafado nos anos do governo de Aécio/Anastasia é que, segundo o delegado que herdou a investigação, havia influência da irmã de um dos donos da empresa, Renata Vilhena, a secretária de Planejamento de Aécio Neves que tocou o famoso choque de gestão.
E o que isso tem a ver com Furnas? O delegado acusado pelo colega de negligenciar a investigação da empresa de transporte de valores é o mesmo que concluiu pela “falsidade” da Lista de Furnas e participou do inquérito que levou à prisão do dono do site Novo Jornal, do lobista e delator Newton Monteiro e que também justificou a busca e apreensão na casa do jornalista Geraldo Elísio e do advogado Dino Miraglia.
Uma polícia sem apetite para investigar fatos sensíveis ao grupo político de Aécio é o que explica, em parte, as razões da Lista de Furnas ter se transformado num tema quase proibido. Você não viu nada disso em nenhum veículo da chamada grande imprensa. Mas vai ler aqui, em detalhes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ALÉM DO ÓDIO A DIREITA CONSERVADORA ESTÁ IMPONDO A CENSURA

Até nas cidades mais bucólicas do interior a direita raivosa, golpista e fascista está conseguindo disseminar o ódio, a vingança e o preconceito. Corroborando essa afirmativa citamos um exemplo particular.
Os artigos aqui postados, de autoria deste articulista são também publicados em um jornal (seção Opinião) regional que abrange mais ou menos 20 cidades totalizando, aproximadamente, 200 mil habitantes. Para nossa surpresa e depois de mais de 190 textos publicados, o Diretor-presidente do periódico nos informou que está sendo pressionado para que o conteúdo dos nossos textos seja modificado, pois, segundo as "reclamações" os textos têm muita conotação "partidária". Diante das dificuldades financeiras do jornal e para não prejudicá-lo resolvemos suspender, temporariamente, o envio dos nossos artigos e para justificar tal medida enviamos o seguinte texto para o jornal.



ATÉ BREVE..!


Este modesto articulista já publicou neste importante e democrático jornal de integração regional, mais de 195 textos. Seguramente, noventa por cento deles têm conteúdo político, para alguns são meramente artigos partidários, mas de qualquer maneira, o jornal sempre respeitou a nossa liberdade de expressão.

Em todos os nossos textos sempre tivemos como objetivo central apresentar contrapontos aos antagonismos odiendos produzidos pela oposição e pela mídia, que, sabidamente, após as vitórias das forças populares em 2002, iniciaram um verdadeiro bombardeio contra os governos trabalhistas de Lula e Dilma, utilizando como arma, os factoides, as mentiras, as denúncias infundadas, a deturpação dos fatos, etc. E se todo esse poderio não bastasse, a oposição ganhou um reforço de peso: parte do Poder Judiciário, do MPF e da PF, fato que, aparentemente, legitima os ataques, mas que na verdade ilude os incautos cidadãos e coloca em xeque, não apenas as forças progressistas, mas sim a incipiente democracia brasileira.

E são esses complôs denunciados por blogs, sítios independentes e por intelectuais que sempre procuramos repercutir em nossos textos para estabelecer o contraditório aos ataques da oposição e da “mídia nativa”. Porém, e para nossa surpresa, esse contraponto passou a incomodar as elites conservadoras da nossa região e isso, seguramente, graças à bem sucedida campanha de ódio, violência e de criminalização dos movimentos sociais e dos Partidos de esquerda disseminada pela imprensa, pela oposição e por setores fascistas da sociedade.

E corroborando tal afirmativa, pedimos vênia, para registrar o diálogo que tivemos com o nosso amigo Márcio Muniz Fernandes, Diretor-Presidente desse periódico, que nos relatou que o jornal vem recebendo cartas e e-mail de cidadãos contrários aos nossos textos e de anunciantes ameaçando retirar suas propagandas do jornal caso essas matérias continuem com conotações “partidárias”, o que claramente denota CENSURA, não por parte do jornal, mas sim, dessa pequena elite de nossa região que domina o poder financeiro. Imagina se essa moda pega, veremos colunistas do calibre de Luís Fernando Veríssimo e tantos outros articulistas, infinitamente, mais influentes do que esse despretensioso escriba serem, sumariamente, demitidos pelos seus patrões, os barões da mídia.
    
Assim, e ciente das enormes dificuldades financeiras e da pressão que o jornal “Correio do Papagaio” vem sofrendo por parte desses setores conservadores, resolvemos que os textos de nossa autoria serão publicados apenas em sítios especializados e no nosso blog (amidiaepolitica.blogspot.com), e assim que essa coação cessar voltaremos a dialogar com os amigos leitores do CP, pautando-nos, como sempre foi, na conversa franca, direta, fraterna e democrática.

E para finalizar deixamos para reflexão os sábios ensinamentos do grande Filósofo Voltaire: "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo". Até breve!    

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O NEOFASCISMO TUPINIQUIM

Resumidamente, o Fascismo é entendido como um movimento político que se desenvolveu na Itália em 1920, em reação ao movimento democrático que surgiu com a Revolução Francesa e como uma violenta oposição às concepções liberais e socialistas.

Passados quase cem anos, estamos testemunhado nas redes sociais, na imprensa, nos restaurantes e nas ruas do Brasil movimentos e ações semelhantes ao fascismo. O modus operandi de banalizar e disseminar o ódio, o preconceito, a violência, a tentativa de criminalização dos Partidos de esquerda e dos movimentos populares são fortes sinais de tal afirmativa. Somando-se a isso, assistimos, incrédulos, outras ações muito próximas ao fascismo, como, por exemplo, a negação à presunção de inocência, as prisões cautelares como instrumentos de tortura psicológica e a obsessiva tentativa de provocar o impeachment da Presidenta Dilma e impedir, a qualquer custo, uma nova candidatura do ex-presidente Lula e tudo isso com a complacência e conivência de parte do Poder Judiciário, da PF e do MPF.

Os incontáveis e perversos ataques contra o ex-presidente Lula evidenciam essa abjeta luta. Agora surge uma nova ofensiva, desta feita coube ao Delgado da PF Josélio Azevedo de Souza destilar o seu veneno. Malgrado o desafio ao importante procedimento de persecução criminal que é a investigação policial, o “nobre” Delegado deixou claro, também, o seu incontrolável desejo de perseguição a este grande líder popular. O Dr. Josélio Azevedo baseando-se apenas em irrelevantes depoimentos de delatores, requereu a oitiva do Presidente Lula com um claro e único objetivo de constrangê-lo perante à opinião pública e isso está claro em sua própria afirmação de que “os colaboradores [delatores] parecem não dispor de elementos concretos que impliquem a participação direta do então presidente Lula nos fatos...”

Realmente não há dúvidas das verdadeiras intenções do Delegado em criar um fato político e tentar envolver o ex-presidente nesse mar de lama, tanto, que mesmo não havendo “elementos comprobatórios” contra Lula, o Policial insiste na sua oitiva. Outro fato que chamou atenção e desperta indignação foi o vazamento do Relatório do Delegado para a revista “IstoÉ”,  o que comprova nossa tese da politização dessa Operação. Aliás, a PF, o MPF e o Judiciário devem uma convincente explicação sobre os inúmeros vazamentos de interrogatórios de réus e indiciados da Operação Lava-jato, inclusive, muitos depoimentos sob segredo de Justiça.

Frente a tudo isso, entendemos que chegou a hora de um contra-ataque às essas forças antidemocráticas e àquelas autoridades que em nome de uma falsa moralidade extrapolam suas atribuições legais e rasgam as recomendações éticas de suas carreiras.

A propósito, parece que essa reação começou, inclusive, por parte de uma das figuras mais ilustre, proba e preparada do nosso país, o eminente Presidente do STF, Ministro Ricardo Lewandowski, que em brilhante texto mandou um claro e duro recado a “certos colegas” da magistratura: “...Por mais poder que detenham, os juízes não constituem agentes políticos, porquanto carecem do sopro legitimador do sufrágio popular. E, embora não sejam meros aplicadores mecânicos da lei, dada a ampla discricionariedade que possuem para interpretá-la, não lhes é dado inovar no ordenamento jurídico. Tampouco é permitido que proponham alterações legislativas, sugiram medidas administrativas ou alvitrem mudanças nos costumes, salvo se o fizerem em sede estritamente acadêmica ou como integrantes de comissões técnicas...O protagonismo extramuros, criticável em qualquer circunstância, torna-se ainda mais nefasto quando tem o potencial de cercear direitos fundamentais, favorecer correntes políticas, provocar abalos na economia ou desestabilizar as instituições, ainda que inspirado na melhor das intenções...”

Esperamos que esse acurado e corajoso texto do Ministro Lewandowski ilumine as forças progressistas do Brasil, os movimentos populares e o próprio governo para uma imediata e imperiosa reação aos nefastos ataques desses neofascistas tupiniquins, afinal, não se trata de defender o ex-presidente Lula ou a Presidenta Dilma, mas sim o povo brasileiro e a nossa incipiente democracia.