Respeitem Lula!

"A classe pobre é pobre. A classe média é média. A classe alta é mídia". Murílio Leal Antes que algum apressado diga que o título deste texto é plágio do artigo escrito por Ricardo Noblat (...)

A farsa do "Choque de Gestão" de Aécio "Never"

“Veja” abaixo a farsa que foi o famoso “Choque de Gestão” na administração do ex-governador Aécio “Never" (...)

A MAIS TRADICIONAL E IMPORTANTE FACULDADE DE DIREITO DO BRASIL HOMENAGEIA O MINISTRO LEWANDWSKI

"O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski recebeu um “voto de solidariedade” da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) pela “dedicação, independência e imparcialidade” em sua atuação na corte. (...)

NOVA CLASSE "C"

Tendo em vista a importância do tema, reproduzimos post do sitio "Conversa Afiada" que reproduz trecho da entrevista que Renato Meirelles deu a Kennedy Alencar na RedeTV, que trata da impressionante expansão da classe média brasileira. (...)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ISRAEL: DE VÍTIMA A ALGOZ - II

Por: Odilon de Mattos Filho

"..O Estado palestino não pode ser um subproduto do Estado judeu, apenas para conservar a pureza judaica de Israel. A discriminação racial de Israel é a vida diária da maioria dos palestinos..." 
Nelson Mandela

Sabemos que um dos capítulos mais triste de nossa história contemporânea foi a cruel perseguição e a tentativa de genocídio do Povo Judeu pela doutrina racista e a política antissemita do III Reich. Aliás, vale registrar que os povos Ciganos passaram pelo mesmo holocausto, ou melhor, “Poraimos”, porém, os “historialistas” de plantão, escondem essa verdade, talvez, pelo fato do povo Cigano não possuir o grande poder econômico do povo Judeu.

No entanto, embora Israel tenha sido vítima das atrocidades Nazista, hoje se tornou um impiedoso algoz dos Palestinos, utilizando métodos semelhantes de subjugar e submeter o povo Palestino às mesmas barbáries. A Faixa de Gaza demonstra tal afirmação, pois, se assemelha muito a um “campo de concentração”.

A propósito, Nelson Mandela, escreveu:”...o Estado Palestino não pode ser um subproduto do Estado Judeu, apenas para conservar a pureza judaica de Israel....Os judeus privaram milhões de Palestinos de sua liberdade e propriedade. Tem perpetuado um sistema brutal de discriminação racial e desigualdade. Sistematicamente tem prendido e torturado milhares de Palestinos, violando as normas do Direito Internacional. Tem, em particular, empreendido uma guerra contra a população civil, em especial as crianças”.

E Mandela está correto! Estamos assistindo, nesses últimos dias, mais um covarde e desproporcional ataque de Israel à Faixa de Gaza, vitimando mais 1.400 e ferindo mais 7.300 Palestinos, e tudo isso, com a costumeira complacência dos organismos internacionais, especialmente, dos EUA que se auto-intitulam tutores do mundo, mas que só agem dessa forma quando os interesses financeiros lhe convêm.

Aliás, nesse sentido, vale registrar a posição firme do Teólogo Leonardo Boff, que disse: ”...eu acho que grande parte da culpa é do Obama, que é um criminoso. Porque nenhum ataque com drones (avião não tripulado) pode ser feito sem licença pessoal dele... Os Estados Unidos apoiam, porque todos os seus presidentes são vítimas do grande lobby judeu, que tem dois braços: o braço dos grandes bancos e o braço da mídia. Eles têm um poder enorme em cima dos presidentes, que não querem se indispor e seguem o que dizem esses judeus radicais, extremistas e que se uniram à direita religiosa cristã...”

Várias autoridades afirmam que o mundo não pode ficar impassível diante dessa covardia cometida contra os Palestinos e parece que o governo brasileiro compartilha dessa posição. O Brasil como uma Nação soberana e democrática, teve, nesse caso, um papel de vanguarda ao condenar de maneira firme o uso desproporcional da força por parte de Israel, tanto, que convocou o seu Embaixador em Tel-Aviv para prestar informações sobre mais essa barbárie.

No entanto, a atitude do governo brasileiro teve reflexos surpreendentes. O governo de Israel, em um gesto dantesco e chulo reagiu a essa posição. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o Brasil de “anão diplomático” e depois disse que “desproporcional é perder de 7 x 1” da Alemanha. Uma atitude infantil para uma Diplomacia e uma clara demonstração de desconhecimento da história sobre a importância do Brasil no campo diplomático, especialmente, para o povo de Israel. Afinal, foi o Chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha que presidiu a Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947, que deu reconhecimento internacional ao Estado de Israel, sendo um dos principais articuladores para aprovação da Resolução. A importância do embaixador é tamanha, que em Tel-Aviv tem uma rua com o seu nome.

Ademais, é sempre bom lembrar, que foi Israel que invadiu, em 1948, as terras dos Palestinos para ampliar o seu Estado, expulsando mais de 750 mil Palestinos e incendiando suas casas. É esse projeto colonial europeu, em aliança com os EUA e os Sionistas, que a imprensa, de forma dissimulada, procura esconder do mundo em benefício de Israel. 

Assim, e frente a toda essa barbárie, o que se espera da ONU é uma dura ação contra Israel exigindo, por Direito e Justiça, o fim da ocupação militar israelense, a imediata derrubada do muro do apartheid, o reconhecimento dos direitos dos cidadãos Palestinos à autodeterminação, à soberania e à igualdade, e por fim, impor que seja assegurado o direito de retorno dos refugiados Palestinos às suas terras e propriedades. Fora isso, a ONU ficará marcada como uma organização fraca e a serviço dos interesses das Nações poderosas em detrimento aos Povos da Periferia, sem vez e sem voz.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

NAS ASAS "DOS NEVES"

"O silêncio sobre Minas foi rompido. O silêncio,agora, é Aécio". (Fernando Brito)

Estamos assistindo nessas últimas semanas uma das mais graves e comprovadas denúncia contra um candidato a Presidente da República. Trata-se do envolvimento do ex-governador Aécio Neves, nas polêmicas e suspeitas construções de Aeroportos com dinheiro público em cidades que não justificam tais obras.

A primeira denúncia, por incrível que pareça, foi veiculada pelo Jornal “Folha de São Paulo” (FSP), declaradamente, “Tucano”. A matéria assinada pelo jornalista Lucas Ferraz, afirma que Aécio Neves, no fim do seu segundo mandato como Governador, gastou quase R$ 14 milhões para construir um aeroporto na Fazenda de Múcio Tolentino, tio do ex-governador. A propriedade, já desapropriada, está localizada na cidade de Cláudio/MG, mas, o aeródromo é administrado por familiares de Aécio.

Segundo se noticiou, além do custo final de R$ 14 milhões do aeroporto, o Estado pretendia indenizar Múcio Tolentino com o valor de R$ 1,0 milhão pela desapropriação do terreno, porém, esse valor foi recusado por Múcio, talvez por achar que fosse irrisório, e parece que ele acertou, pois, consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015, pag. 215, a seguinte previsão: “Ação n.º0166.08.0188732– Ação de desapropriação para implantação do aeródromo do Município de Cláudio: R$ 20.587.174,50 - Probabilidade de perda: Possível - Forma de Pagamento: Precatório”.

O “campo de aviação” – como nós mineiros falamos - tem o nome de "Aeroporto 
Deputado Oswaldo Tolentino”, tio-avô do candidato Tucano. Esse aeroporto, por mera “coincidência”, fica distante apenas 6 Km da Fazenda de 200 hectares, que o próprio Aécio Neves, chama de  “Palácio de Versalhes”. 

Aliás, outra coincidência nesse caso: segundo o jornal "Estadão" a empresa "Vilasa Construções Ltda", que construiu o aeroporto em Cláudio, fez doações de campanha eleitoral para Aécio Neves e Anastasia, somando um total de R$ 87 mil reais.  

A propósito, parece que esse negócio de misturar o público com o privado, especialmente, quando se trata de construções de aeroportos é hereditário. De acordo com outras matérias, Tancredo Neves, avô de Aécio, quando Governador de Minas, liberou verba do Estado para o próprio Múcio Tolontino, então Prefeito de Cláudio, construir, em suas terras um aeroporto de terra batida. O valor da obra, corrigido pelo IGP-DI de hoje, custou aos cofres públicos R$ 745 mil o que, convenhamos, é um absurdo para uma simples pista de terra.

Mas se não bastasse à escandalosa construção do aeroporto de Cláudio, Aécio Neves construiu um aeroporto com pista asfáltica na bucólica cidade de Montezuma, com apenas 7.500 habitantes, localizada no Norte de Minas. Essa é outra obra que leva os contribuintes mineiros a perguntar: Por que o ex-governador construiu esse aeroporto? Foi o potencial econômico ou turístico dessa cidadezinha? Claro que não! Aqui mais uma vez parece que o interesse particular prevaleceu sobre o público, pois, coincidentemente, Aécio é dono de uma propriedade rural denominada “Perfil Agropecuária”, localizada nesse município. Portanto, essa deve ser a provável justificativa para tal empreendimento.

A propósito, foi divulgado, também,  que dos 14 aeroportos previstos no Programa "ProAero", criado por Aécio, somente dois saíram do papel: o Regional da Zona da Mata e o de Cláudio.

Sem dúvida são casos gravíssimos! Porém, outro fato nos intriga: o que levou a FSP a divulgar essa matéria? No nosso modesto entendimento o intuito do jornal foi ganhar credibilidade e tentar mostrar sua independência, para na hora certa, detonar a candidata Dilma Rousseff com factoides de difíceis defesas junto à população. Afora isso, só há outra explicação: fogo amigo!

Assim, e mesmo entendendo que essa notícia pode mesmo fazer parte de uma estratégia da oposição/mídia, não há como negar que a sacrossanta imagem de Aécio Neves foi terrivelmente abalada, podendo, inclusive, colocar fim à sua candidatura caso os órgãos competentes cumprirem suas atribuições de investigar de forma firme esse verdadeiro surrupio aos cofres públicos. É esperar para ver! 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

BRICS E A NOVA ORDEM MUNDIAL


"A política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva buscou diversificar suas parcerias. Buscou manter diálogo mais intenso com países em desenvolvimento, como Rússia, Índia e China. Nesse sentido, o Brasil engajou-se na construção do mecanismo inter-regional, incentivando, a formalização do diálogo entre os quatro Estados" (Antouan Matheus Monteiro Pereira da Silva)

Com a economia globalizada o mundo capitalista acreditou que a formação de blocos econômicos seria uma saída para facilitar e otimizar o comércio entre os países. Um dos primeiros Blocos surgiu em 1944, o chamado BENELUX, formado pela Bélgica, Holanda e Luxemburgo. E após 1944, surgiram mais de 30 Blocos Econômicos, dentre eles destacamos: UE, NAFTA, MERCOSUL, PACTO ANDINO, dentro outros.

No entanto, mesmo com a formação dos blocos, há ainda, uma hegemonia dos EUA e de parte da Europa que controlam, com mão de ferro, os anacrônicos organismos multilaterais com legitimidade duvidosa, e que volta e meia, interveem na economia e na política de muitas Nações, numa clara afronta à soberania dos países.  

Mas esses pretensos tutores do mundo menosprezaram o conceito de que a política e a economia são dinâmicos, e a história mostra que o Poder é efêmero. E nesse sentido, em 2001 o economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O’Neil formulou um estudo intitulado “Building Better Global Economic BRICs”, que  apontava o grande potencial econômico do Brasil, Rússia, Índia e China como Países que poderiam superar as grande potências mundiais em um curto período de tempo.   

E foi diante dessa renitente postura mandatária dos EUA, e aproveitando-se dos estudos de Jim O’Neil, que o Brasil, Rússia, Índia e China decidiram em 2006, dar um caráter diplomático à expressão cunhada pelo economista O’Neil, e criou o BRIC, hoje BRIC’S, com a incorporação da África do Sul.   

Os BRIC”S quando de sua formação deixou claro ao mundo, que os objetivos desses países é “avançar na reforma das instituições financeiras internacionais para refletir as mudanças na economia mundial, pois, as economias emergentes e em desenvolvimento devem ter mais voz e representação nessas instituições, e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos seletivos, abertos, transparentes e baseados no mérito”. Defendendo ainda, que a "segurança alimentar deve ser realizada a partir da transferência de tecnologia para a produção de biocombustíveis e o desenvolvimento técnico da produção agrícola".

Com o desenrolar do tempo, os BRIC’S se constituíram em um poderoso e atuante bloco que já está transformando a geopolítica mundial e colocando em cheque as velhas instituições multilaterais. Afinal, os países do bloco detém 42% da população mundial, 20% da economia do planeta, 15% do comércio internacional, 75% das reservas monetárias internacional, além do que, os BRIC”S foram responsáveis por 36% do crescimento da economia mundial nesses últimos 10 anos, hoje já está em 50%.
   
E o passo mais importante para a consolidação desse bloco, e talvez impensável para a maioria dos estudiosos, se transformou em realidade. No dia 15/07, durante a VI Cúpula do BRIC”S em Fortaleza, os Presidentes dos países que compõe o Bloco, oficializaram a criação do “Novo Banco de Desenvolvimento”, cujo objetivo será o financiamento de projetos de infraestrutura em países emergentes, mesmo fora dos BRIC’S. O Banco já nasceu com capital inicial de US$50 bilhões, podendo chegar a US$ 100 bilhões em breve.

Aliás, com relação à criação desse Banco, Marcelo Zero, escreveu: ”...esse Banco não surgiu por acaso ou por mera afirmação de status econômico. Ele surgiu de uma necessidade: as velhas instituições multilaterais surgidas no longínquo ano de 1944, em Bretton Woods, o FMI e o Banco Mundial, já não conseguem lidar com os desafios postos pela nova geoeconomia mundial. Trata-se de instituições esclerosadas, cuja governança não incorpora os interesses e os anseios dos novos atores globais. Elas continuam nas velhas mãos das antigas potências, agora fortemente atingidas pela crise mundial.

Já a Presidenta Dilma Rousseff, disse que “...o  banco representa uma alternativa para as necessidades de financiamento de infraestrutura dos países em desenvolvimento, compreendendo e compensando a insuficiência de crédito nas principais instituições financeiras internacionais”.


Portanto, realmente estamos diante de um poderoso bloco que, certamente, terá um papel de protagonismo para o surgimento de uma nova ordem mundial que seja mais justa, democrática, simétrica e multipolar. E aqui vale registrar o papel decisivo do Presidente Lula e agora da Presidenta Dilma na confecção e consolidação desse Bloco.  


quarta-feira, 9 de julho de 2014

COPA DO MUNDO 7 X 1 MÍDIA/OPOSIÇÃO

Chamem o "Sobrenatural de Almeida"!

Muitos ao lerem este texto dirão que estamos politizando a discussão sobre a Copa do Mundo de 2014. E estarão corretos! Porém, temos que considerar que foi a mídia e a oposição neolacerdistas que deram o pontapé inicial na politização do mundial realizado no Brasil.

Não podemos nos esquecer que antes e no início da Copa do Mundo a oposição raivosa e a imprensa golpista, bateram forte com falsos argumentos de que o evento da FIFA no Brasil seria um total fracasso por incompetência do governo federal, porém, com o decorrer do tempo os falsos argumentos foram se desfazendo diante da realidade que saltava aos olhos: tudo funcionou dentro da normalidade e o povo brasileiro mostrou ao mundo que é capaz de realizar qualquer evento da magnitude de uma Copa do Mundo.

A única coisa que sobrou nos pérfidos discursos da oposição e da elite branca que "tem a ética dos black blocs", foram as dantescas e patéticas cenas da abertura e encerramento da Copa do Mundo quando começaram a xingar a Presidenta Dilma descendo ao mais baixo da podridão. Aliás, essa pecha de mal educada essa grei vai carregar por resto de suas vidas.

Terminada a Copa do Mundo faz-se necessário um balanço do que representou esse evento para o Brasil.

Um dos pontos negativos dessa Copa, sem dúvida, ficou por conta da mídia e da oposição. Durante esse evento foi fácil constatar como a grande imprensa jogou contra a Copa do Mundo partidarizando a discussão. Tivemos de tudo na imprensa, mas nada se comparou ao esquema montado pela Globo para detonar a imagem do Brasil, teve desde atores palpiteiros até comediantes raivosos e decadentes. 

O canal fechado SporTV, por exemplo, preparou um lixo de programa denominado “Extra Ordinários” que teve em seu comando a preconceituosa Maitê Proença, e como convidados humoristas, escritores e jornalistas “vira-latas”, e dentre eles o Escritor gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, um dos responsáveis por um dos momentos mais fétidos do programa. Peninha, que quer ser engraçado, mas está longe disso, no dia 19/07 se referindo à produção açucareira dos holandeses no nordeste, acionou a língua e carregado de preconceito disse alto e bom som que o nordeste é uma bosta.  

Nesta mesma linha da matilha de "vira-latas”, o apresentador Luciano Huck foi mais longe e protagonizou também um “show” de canalhice. O apresentador lançou um quadro denominado, “Namorada para gringo”. Nesse programa Luciano vende a falsa ideia de um príncipe encantado estrangeiro, e ao mesmo tempo, fez apologia ao turismo sexual, o que além de vergonhoso, pode caracterizar crime nos termos da Lei 12.015/2009, além de ser um claro confronto com a intensa propaganda do governo para combater esse grande mal que assola o Brasil e o mundo inteiro.

E não nos enganemos, pois, a mídia na sombra do desencanto do povo, vai continuar o seu bombardeio politiqueiro e tentará creditar a derrota do Brasil na conta da Presidenta Dilma.
  
Já o lado positivo da Copa do Mundo foi o legado para os brasileiros. São inúmeras e importantíssimas obras de infraestrutura, mais de R$ 30 bilhões somados à economia brasileira, geração de mais de 1,0 milhão de empregos, faturamento das micros e pequenas empresas, chegando a mais de R$ 600 milhões, e a demonstração a 1 milhão de turistas de 202 países de nossa hospitalidade, alegria civilidade, o jeito de “ser misturados, tolerantes, sincréticos”, e a comprovação da nossa imensa capacidade de organizar qualquer grandioso evento como a “Copa das Copas” do Brasil. A propósito, segundo pesquisa do Datafolha 83% dos estrangeiros aprovaram a organização da Copa.

Quanto aos pessimistas da oposição e da “mídia nativa” que profetizaram o caos, fica o fracasso de suas previsões e o repúdio da grande massa. 


Já com relação à desclassificação da Seleção Brasileira, os motivos são variados: falta de planejamento, aberrações da Lei Pelé, treinadores ultrapassados, falta de trabalho de base, CBF e Clubes sitiados por corruptos, e tantos outros problemas estruturais. Quanto ao vexame do Brasil, especialmente, contra a Alemanha, somente o “Sobrenatural de Almeida” de Nélson Rodrigues para tentar explicar esse inexplicável resultado.

sábado, 5 de julho de 2014

BRASIL X MÍDIA/BURGUESIA

Uma precisa  análise do jornalsita Maurícias Dias, na Revista CartaCapital

"A burguesia rejeita Dilma?

Um possível clima de ódio, nascido de decisões da presidenta, rejeitadas por parte do empresariado, é refletido na mídia.

Em longo e consistente artigo para a revista trimestral Inteligência, em circulação na próxima semana, o historiador João Bettencourt e o jornalista Luiz Cesar Faro tentam decifrar o que identificaram como “indiscreto ódio da burguesia” à presidenta Dilma Rousseff. 

O esforço inédito joga luz forte sobre esse “desamor” entre as partes. Os articulistas mergulham fundo nas relações conflitadas entre um lado e o outro e emergem com uma pergunta: “Tem culpa ela?” A resposta é não, dizem os autores do estudo.

Dilma, segundo eles, “deslulou a governança”, embora tenha mantido e aprofundado os ganhos sociais promovidos pelo antecessor. Esta seria a origem, ou uma delas, dessa desavença. Consideram que a burguesia, preconceituosamente, odiaria Dilma “devido ao seu intervencionismo, sua inaptidão ao diálogo e, quiçá, seu simples jeito de ser”.

“A redução na marra das tarifas cobradas pelo suprimento de energia elétrica é emblemática”, apontam Bettencourt e Faro, entre tantos outros exemplos recolhidos ao longo da pesquisa sobre o confronto.

Há, no entanto, fatores que deveriam contrabalançar eventuais desgostos provocados por decisões monocráticas da presidenta. Eis um deles que também figura em rol imenso. Dados recentíssimos da Fipecafi, fundação ligada à Universidade de São Paulo, por exemplo, mostram que, entre 2012 e 2013, os lucros das 500 maiores empresas do País cresceram 39,3 bilhões de dólares. Isso traduz alta de 24% em relação ao ano anterior.

Mas a história desse conflito estaria agora se preparando para desembarcar nas urnas. Dúvida? O ex-ministro Delfim Netto, em variadas ocasiões, tem reafirmado a certeza “de que o ambiente econômico é um grande eleitor”. “Delfim não chega a concordar com a hipótese de um ‘golpe branco pela economia’, mas afirma que o humor da burguesia conta, sim, nas eleições”, dizem os autores. 

Como isso se dá? De acordo com Delfim, forma-se “um clima de hostilidade, um ambiente de negócios que o governo se esforça em negar, mas que existe e que influiu de forma importante para a redução nos investimentos e agora impacta também o consumo”.

Bettencourt e Faro se remetem a uma frase de Lula: “O mau humor do empresariado não está deixando a economia andar”.

Impulsionaria esse mau humor um projetado confronto eleitoral: “Se o PT tem a sua militância e o voto da inclusão social, a burguesia tem o controle absoluto da mídia”, deduzem os analistas. E apontam:

“A cólera burguesa é mais visível estampada nas bancas de jornal e vocalizada nos programas de tevê. Em jornais e revistas analisados nos últimos 573 dias, somente 9% do noticiário econômico foi favorável, mesmo assim ligeiramente, ao governo Dilma – nessa contabilidade não foram levados em consideração os artigos do corpo editorial ou de articulistas convidados”.

Para João Bettencourt e Luiz Cesar Faro não há dúvidas: “A mídia comprou um lado e está sitiando, sim, a presidenta, o PT e o seu entorno. E é no cerne da imprensa que o ódio viceja; porque, se por um lado não são reconhecidos avanços, por outro são exacerbadas as críticas. O oligopólio da mídia não gosta de Dilma, e ponto final”.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A DIREITA RAIVOSA

Reproduzimos, abaixo, o preciso texto do brilhante jornalista, Paulo Nogueira:

"ELIO GASPARI ERROU: NADA SE EQUIPARA AO ÓDIO DA DIREITA

Um vídeo em que uma senhora septuagenária profere insultos copiosos ao comunobolivarianismo do PT me remeteu a um assunto sobre o qual eu queria falar já faz alguns dias.

O tema é o ódio político.

Num artigo, Elio Gaspari disse que o PT não tinha moral para falar em ódio. Elio estava respondendo a Lula, que dissera que o PT, nestas eleições, levaria a esperança a vencer o ódio.

O ponto de Elio é que o PT tem, ele também, um histórico de raiva.

Na internet, o assunto foi intensamente debatido. Gostei de ver meu antigo chefe da Veja e na Exame, Antonio Machado, um dos melhores jornalistas com quem trabalhei, se manifestar.

Não lia nada dele fazia muito tempo. Foi como rever um velho amigo.

Machado contestou Elio, a quem chamou, ironicamente, de Doutor. Foi um contraponto divertido ao fato de que Elio chama Dilma de “Doutora”.

Machado, e aí acho um exagero, quase que igualou Elio a Reinaldo de Azevedo.

Elio não é Azevedo, a começar pela diferença de que é um genuíno jornalista, e dos brilhantes.

É, sim, um colunista de centro. Talvez gostasse de se movimentar um pouco mais para a esquerda, mas ele deve saber que não duraria muito nem na Folha e nem no Globo se fizesse isso.

Barbara Gancia, e é um caso exemplar, fez este movimento. Começou a falar em Casa Grande – um lugar comum que me enfastia, aliás – e logo perdeu a coluna na Folha.

Mas o ponto central sobre o qual eu queria falar é o ódio. Nisso, estou inteiramente com Machado e contra Elio.

Nada, rigorosamente, nada se iguala ao ódio da direita. As raízes são profundas e distantes: ao longo de toda a ditadura militar os brasileiros foram submetidos a constantes propagandas anticomunistas.

O “comunismo ateu” era apresentado, sempre, como a quintessência da maldade, do horror.

No plano internacional, Stálin era o demônio supremo. No plano nacional, este papel era atribuído a nomes como Lamarca e Marighella.

Neste ambiente, surgiram e floresceram entidades como o Comando de Caça ao Comunismo e a Tradição, Família e Propriedade – dedicadas a semear ódio patológico na sociedade.

Com o fim da União Soviética, e do comunismo, o ódio da direita não cessou. Apenas foi remanejado para a esquerda em geral.

Na Venezuela, Chávez foi alvo de campanhas de fúria inacreditável. Até sua mãe era insultada cotidianamente pela mídia e pela direita venezuelana.

No Brasil, o anticomunismo de antes se transformaria em antipetismo. Mudou o nome, mas não o ódio, ou mesmo sua intensidade.

Em suas manifestações mais vis, a raiva nos últimos anos se traduziu em pragas para que o câncer se abatesse novamente sobre Lula e Dilma.

Não é, ao contrário do que Elio afirmou, um ódio que encontre contrapartida na esquerda.

Não que a esquerda aprecie e admire a direita. Mas não é a mesma coisa. Historicamente, não é. Definitivamente, não é.

Até por questões culturais. Faz parte da cultura da esquerda endereçar o melhor de sua raiva às correntes rivais dentro da própria esquerda.

Marx abominava Bakunin. Os bolcheviques viam os mencheviques como seu maior obstáculo. No Brasil, integrantes do PC e do PC do B mutuamente se abominavam.

No Brasil de hoje, repare como os petistas enxergam grupos de esquerda por trás de protestos e como estes vêem o que chamam, desdenhosamente, de “governistas”.

O ódio da esquerda como que se dispersa. O da direita se concentra.

Nada se compara ao ódio da direita – e meu velho chefe Machado, nisso, não poderia estar mais certo".




sexta-feira, 27 de junho de 2014

EDUCAÇÃO: BRASIL FAZ PARTE DE UM SELETO GRUPO DE PAÍSES

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” Mestre, Paulo Freire

Somos sabedores que durante o governo do PSDB, vigorou no Brasil a velha receita neoliberal do estado mínimo onde se pensava que o mercado era o grande regulador da economia e as privatizações a mola mestra desse projeto. Porém, os resultados dessa política nós conhecemos: dilapidação do nosso patrimônio, recessão, arrocho salarial, e exclusão social.

E foi por conta dessa perversa política que eclodiu uma extensa pauta de reivindicações dos trabalhadores, tais como: fim do Fator Previdenciário, salário mínimo de US$ 100, geração de empregos, fim do arrocho salarial, queda dos juros e linhas de créditos para financiar a produção industrial, fim das privatizações, queda da inflação, “Fora FMI”, implantação de políticas de inclusão social, participação popular, 10% do PIB para educação, dentre outras.

Mas mesmo diante de toda pressão da sociedade organizada contra essa nefasta política, FHC não abriu mão e levou a cabo o seu projeto de desmonte do Estado e de total estagnação da economia brasileira até o fim de seu governo em 2002.

A resposta a essa insensibilidade não demorou. O povo brasileiro cansado da política neoliberal elegeu Lula Presidente e apostou em um novo projeto para o Brasil. Com a chegada dos Governos Trabalhistas no Poder, os trabalhadores puderam ver que suas lutas não foram em vão. Com exceção de algumas reivindicações, como por exemplo, o fim do Fator Previdenciário, a maioria foi cumprida pelos Governos Trabalhistas de Lula/Dilma, e algumas até ampliadas, como são os casos, por exemplo, do Decreto nº 8.243/2014, baixado pela Presidenta Dilma, que regulamenta a participação popular nas políticas do governo e a sanção da Lei nº 13.005/2014 que define o novo Plano Nacional de Educação, que além de sua importância estratégica, coloca o Brasil no seleto grupo de países que aplicam 10% do PIB em educação.

E é sobre esse último e, importantíssimo, tópico que vamos nos ater nessa discussão.


O PNE tem como objetivo central colocar a Educação como Política estratégica para o país. O PNE possui 20 metas, dentre elas, destacamos: a universalização com a inclusão das minorias;  ampliação do acesso à educação da creche ao ensino superior, criando 3,8 milhões de vagas em creches; erradicação do analfabetismo; oferta de educação em tempo integral em no mínimo 50% das escolas públicas; elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, de modo a alcançar no mínimo 12 anos de estudos; Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50%; triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio; elevar o número de matrículas na pós-graduação de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres; mecanismos de gestão democrática na educação básica e superior pública, entre outras
  
Evidente que se trata de ambicioso e estratégico Projeto que objetiva destacar a igualdade entre todos como valor essencial da democracia. E o governo ciente disso e compromissado na viabilização desse Plano, conjugou vários fatores, dentre eles o aumento nos investimentos em educação, chegando a 10% do PIB.

Aliás, é importante registrar, que apenas quatro países, Lesoto, Cuba, Timor Leste e São Tomé e Príncipe aplicam 10% do PIB, ou mais em educação. A média mundial está em torno de 5,4%, lembrando que o Brasil, hoje, já aplica 6,4% do PIB. Chegando aos 10%, o Brasil destinará mais de R$ 200 bilhões em educação nos próximos anos o que significa R$ 20 bilhões a mais por ano, equivalente a dois terços de tudo que foi gasto em sete anos para realizar a Copa do Mundo. A propósito, vale apontar, que em 2001 se aplicava apenas 4,8% e quando da sanção do PNE, FHC vetou emenda que disponibilizava 7% do PIB para a Educação.


Assim, e diante dessa verdadeira Lei de Responsabilidade Educacional, podemos afirmar, peremptoriamente, que o Brasil caminha a passos largos para uma revolução na educação, consolidando de uma vez por todas a nossa democracia. Afinal, como nos ensina o pai da Escola Pública brasileira, o Educador Anísio Teixeira, “...só existirá democracia no Brasil no dia em se montar no país a máquina que prepara as democracias; Essa máquina é da Escola Pública”.

terça-feira, 24 de junho de 2014

ESSE É O COMPORTAMENTO HISTÓRICO DA MÍDIA BRASILEIRA...!

Abaixo reproduzimos um precioso e excelente texto do brilhante Jornalista Luis Nassif
A cartelização mediocrizante da notícia
1.     TODOS os grupos de mídia fizeram a mesma cobertura negativa da Copa, com os mesmos tons de cinza, o mesmo destaque às irrelevâncias, prejudicando seu próprio departamento comercial pelo desânimo geral que chegava aos anunciantes.
2.     NENHUM grupo preparou uma reportagem sequer mostrando os detalhes de uma organização exemplar, que juntou governos federal, estaduais, municipais, Ministério Público, Tribunais de Conta, Polícia Federal, Secretarias de Segurança, departamentos de trânsito, construtoras, fundos de investimento. NENHUM!
3.     Depois, TODOS fazem o mea culpa e passam a elogiar a Copa no mesmo momento.
4.     Na CPMI de Carlinhos Cachoeira TODOS atuaram simultaneamente para abafar as investigações.
5.     Na do “mensalão”, TODOS atuaram na mesma direção, no sentido de amplificar as denúncias e esmagar qualquer medida em favor dos réus, até as mais irrelevantes.
6.     Na Operação Satiagraha, pelo contrário, TODOS saíram em defesa do banqueiro Daniel Dantas, indo contra a tendência histórica da mídia de privilegiar o denuncismo.
7.     No episódio Petrobras, TODOS repetiram a mesma falácia de que a presidente Maria da Graça disse que foi um mau negócio e o ex-presidente José Sérgio Gabrielli disse que foi bom negócio. O que ambos disseram é que, no momento da compra, era bom negócio; com as mudanças no mercado, ficou mau negócio. TODOS cometeram o mesmo erro de interpretação de texto e martelaram durante dias e dias, até virar bordão.
8.     No anúncio da Política Nacional de Participação Social, TODOS deram a mesma interpretação conspiratória, de implantação do chavismo e outras bobagens do gênero, apesar das avaliações dos próprios especialistas consultados, de que não havia nada que sugerisse a suspeita. Só depois dos especialistas desmoralizarem a tese, refluíram - com alguns veículos ousando alguma autocrítica envergonhada.
É um cartel, no sentido clássico do termo.
Uma empresa jornalística que de fato acredite no seu mercado jamais incorrerá nos seguintes erros:
1.     Trabalhar sem nenhuma estratégia de diferenciação da concorrência, especialmente se não for o líder de mercado. A Folha tornou-se o maior jornal brasileiro, na década de 80, apostando na diferenciação inteligente.
2.     Atuar deliberadamente para derrubar o entusiasmo dos consumidores e anunciantes em relação ao seu maior evento publicitário da década: a Copa do Mundo.
3.     Expor de tal maneira a fragilidade do seu principal produto – a notícia -, a ponto de municiar por meses e meses seus leitores com a versão falsa de que tudo daria errado na Copa e, depois, ter que voltar atrás. Em nenhum momento houve uma inteligência interna sugerindo que poderia ser um tiro no pé. Ou seja, acreditaram piamente nas informações falsas que veiculavam - a exemplo do que ocorreu com a maxidesvalorização de 1999.
4.     Nos casos clássicos de cartel, um grupo de empresas se junta para repartir a receita e impedir a entrada de novos competidores. No caso brasileiro, a receita publicitária cada vez mais é absorvida pelo líder – a Globo – em detrimento dos demais integrantes do grupo. Para qualquer setor organizado da economia, essa versão brasileira de cartel será motivo de piada.
Tudo isso demonstra que há tempos os grupos de mídia deixaram de lado o foco no mercado e no seu público. Não se trata apenas da perda de espaço com a Internet. Abandonaram o produto principal – a confiabilidade da notícia – para atuar politicamente, julgando estar na política sua tábua de salvação.
A sincronização de todas as ações, em todos os momentos, mostra claramente que existe uma ação articulada, centralmente planejada. Visão conspiratória? Não. Provavelmente devido ao  fato de não existirem mais os grandes capitães de mídia, capazes de estratégias inovadoras individuais. Assim, qualquer estrategista de meia pataca passa a dar as cartas, por falta de interlocução à altura em cada veículo.


domingo, 15 de junho de 2014

A ELITE BRANCA MOSTROU AO MUNDO O SEU “ASS” SUJO

     "Respeitar alguém deve ser de livre e espontânea vontade,   afinal respeito é algo natural que nos acompanha desde o berço e não se baseia em imposições".  
                                                  
É sabido, até pelo mundo mineral, como diria Mino Carta, que o planeta Terra parou para ver a abertura da Copa do Mundo no Brasil. E isso aconteceu por dois particulares motivos: um devido ao apelo natural do evento, outro em virtude das notícias divulgadas pelos “jornalões” brasileiros de que a Copa do Mundo não aconteceria, ou na pior das hipóteses, seria um fracasso retumbante, pela incompetência do governo brasileiro.

Porém, a abertura e o primeiro jogo quebrou a expectativa dos pessimistas e dos “vira-latas” de plantão, pois, nenhum problema relevante foi observado. Pode-se até criticar o show de abertura, mas isso é coisa da FIFA, o resto foi próximo ao perfeito, especialmente, à questão da mobilidade urbana.

E foi exatamente por esse sucesso da abertura, e certamente de toda Copa, que a elite branca e cheirosa, devidamente acomodada em seus camarotes VIP da “Arena Corinthians”, mas totalmente desapontada, resolveu oferecer ao mundo um show particular. Tomada de cólera essa elite, numa das cenas mais dantesca e patética, começou a xingar a Presidenta Dilma descendo ao mais baixo da podridão: “Dilma vai tomar no ass” (inglês é mais chique a esse escol).

Aliás, até os principais candidatos a Presidente parecem compartilhar dessa falta de civilidade. Aécio Neves, em entrevista ao sitio do seu Partido, disse: “...O que fica para a história é que tivemos, depois de algumas décadas, uma Copa do Mundo em que o chefe de Estado não se vê em condições de se apresentar à população...Temos hoje uma presidente sitiada, uma presidente que só pode aparecer em eventos públicos protegida...”. Já Eduardo Campos, assim se manifestou: “...na vida a gente colhe o que a gente planta...”

Mas não demorou muito e milhares de manifestações pipocaram nas redes sociais contra essa atitude dos blac blocs VIP. A própria Presidenta Dilma com elegância e educação, respondeu:“...Não vou me deixar perturbar, atemorizar por xingamentos que não podem sequer ser escutados pelas crianças e famílias. Aliás, na minha vida pessoal, enfrentei situações do mais alto grau de dificuldade, situações que chegaram num limite físico. Superei agressões físicas quase insuportáveis e nada me tirou do meu rumo, dos meus compromissos, nem do caminho que tracei para mim. Quero dizer para todos, não serão xingamentos que vão me intimidar, não me abaterei por isso” .

Vários intelectuais, também, se manifestaram contra esses “torcedores VIP”, como, por exemplo, o sociólogo, Marcelo Zero, que disse:”...Ao contrário de muitos, não me surpreendi com o comportamento selvagem da nossa elite branca no Itaquerão...Essa elite não sente vergonha em desprezar o povo do seu país. A elite branca não sente sequer vergonha de sentir vergonha do Brasil. Do Brasil mestiço, não-branco, que tanto a incomoda. Do Brasil de hoje, mais igualitário e justo, que a incomoda muito mais...Acima de tudo, a elite branca sente imensa raiva de um Brasil que ela não mais consegue controlar e predar como sempre fez. Ela sente a frustração de ver que a presa está escapando das suas garras. A Casa Grande se assusta com a ascensão da Senzala. Alarma-se com a perda de antigos privilégios...”

Por sua vez o grande jornalista, Saul Leblon, preleciona: “...Sem fazer parte da coreografia oficial o que aflorou [do Itaquerão] foi a mais autêntica expressão cultural de um lado desse conflito, nunca antes assumido assim de forma tão desinibida  e ilustrativa... Dos camarotes vips um jogral raivoso e descontextualizado despejou sua bagagem de refinamento e boas maneiras  sobre uma Presidenta da República em missão oficial.... Foi assim que essa gente viajada, de hábitos cosmopolitas, que se envergonha de um Brasil no qual recusa a enxergar o próprio espelho, ofereceu a um bilhão de pessoas conectadas à Copa em 200 países uma síntese dos termos elevados com os quais tem pautado a disputa política  no país...”

Mas o dado concreto de toda essa sujeira é o seguinte: a elite branca não aceita o processo de inclusão social iniciado pelo Presidente Lula e ampliado pela Presidenta Dilma, tanto, que esse tipo de reação é cotidianamente manifestado nas redes sociais e na “mídia nativa”, contra, por exemplo, o aumento do salário mínimo, as políticas de cotas, o Bolsa Família, a lei contra o trabalho escravo, a lei das domésticas, contra o ENEM, ProUni, o acesso do povão ao transporte aéreo, e todas as políticas sociais implementadas pelos governos trabalhistas.

Por essa razão, é ululante que esses xingamentos não foram, apenas, direcionados à pessoa da Presidenta Dilma, mas, especialmente, contra a República e todos os brasileiros incluídos, nesses últimos doze anos, ao patamar de cidadãos.

Dessa maneira, só nos resta repudiar esse vil comportamento e com muito asco, mandar um recado a esses senhorzinhos da “Casa Grande”: a Copa do Mundo no Brasil já é um sucesso, e os xingamentos no Taquerão transformaram o limão em limonada, turbinando ainda mais a campanha da Presidenta Dilma que caminha a passos largos para a sua reeleição...!






sábado, 14 de junho de 2014

OS "COXINHAS" ESTÃO CADA VEZ MAIS PERDIDOS...

A ELITE FOI DESMASCARADA POR ELA MESMA...

Transcrevemos abaixo o brilhante e preciso texto do jornalista Luis Nassif

As vaias e os neoflautistas de Hamelin
Por Luis Nassif

Encontro um banqueiro meu conhecido após o jogo da Copa. Ficou em um dos camarotes VIPs, ao lado de personalidades como Gilmar Mendes.

Foi com a namorada ao Itaquerão. Ambos estavam impressionados com a qualidade do estádio, com a limpeza dos banheiros, com a beleza e relevância do evento. Até Lázaro Brandão, o todo-poderoso presidente do Conselho do Bradesco, esteve presente, me diz ele.

Tudo funcionou a contento, disseram-me, o trânsito (que depende da Prefeitura), o Metrô (que depende do estado), o estádio (cuja construção foi apoiada pelo governo federal). Enfim, motivo geral para espalhar pelo mundo uma imagem mais positiva do país.

Apenas um dado falhou, para vergonha de São Paulo: o nível das vaias à presidente da República.

- Não era povão. Veio das alas VIPs e foi constrangedor.

O momento mais baixo da Copa, o episódio que manchou a imagem do país no mundo partiu daquele segmento que Cláudio Lembo chama de “elite branca”. Mas, como bem observou um de nossos comentaristas, não os trate como elite. Elite pressupõe um estágio intelectual e moral superior. São Paulo tem uma elite intelectual, médica, tecnológica.

Os que se manifestaram representam apenas a selvageria empetecada, os black blocs com grife.

O caráter de um jornal é dado pela soma individual dos seus colunistas e pela linha editorial.

Hoje, o episódio foi lamentado pelos maiores cronistas esportivos, timidamente em suas colunas, mais acerbamente em seus blogs. Mas são pontos fora da curva.

A baixaria contra uma presidente da República, uma mulher digna, não mereceu condenação dos jornais, mas a celebração em suas manchetes. O grito: “Dilma vai tomar no c…” torna-se, a partir de agora, o símbolo máximo do enorme poder de que dispõe a mídia para influenciar o baixo clero da “elite branca”.

São incapazes de separar a crítica ao estilo dos ataques pessoais. Não é por nada que tornaram José Serra seu herói predileto. Qualquer coisa vale na disputa política, principalmente abrir mão de ideias e recorrer aos ataques mais baixos.

Os jornalões tornaram-se a versão moderna e adaptada do Flautista de Hamelin. O flautista levava os ratos para o rio e os afogava. Os jornais levam os ratos para o mundo - e os celebram.

Não foi por outro motivo que a parte do evento que mais impressionou a colunista social do Estadão foram alguns banheiros entupidos. Na verdade, havia pouco banheiro para a m… que jorrou dos camarotes, estimulada pelos neoflautistas de Hamelin"

segunda-feira, 9 de junho de 2014

OPOSIÇÃO É CONTRA A DEMOCRACIA PARTICIPATIVA

"A participação popular prevista na CF/88 é um princípio inerente à democracia, garantindo aos indivíduos, grupos e associações, o direito não apenas à representação política, mas também à atuação e a efetiva interferência na gestão dos bens e serviços públicos..." Dalmo Dallari

Por muito tempo tinha-se o entendimento de que a democracia se concretizava apenas com a igualdade e universalidade, ou seja, se todos são livres e iguais, há democracia. No entanto, esse conceito foi superado e ampliado. Hoje, não há como falar de democracia na gestão pública, sem a participação direta do povo, individual ou coletivamente.

A propósito, o governador Tarso Genro, sobre o tema, nos ensina: “...A salvação da democracia é mais democracia, não menos democracia. A moldura institucional em que poderá ocorrer este avanço deverá reduzir os “mecanismos de dominação no sistema de formação da vontade política”(Claus Offe), através de outro sistema jurídico-político, que permita uma articulação da Constituição Programática com as instituições de controle social fora do Estado...O reconhecimento da pluralidade e da conflitividade de opiniões e a abertura de canais para a sua expressão, bem como a formação de núcleos de produção e reprodução de uma opinião pública livre, são fundamentais para a afirmação-superação da atual forma democrática. E ela só poderá ser obtida através de mecanismos de participação direta dos indivíduos isolados (plebiscitos, referendos, consultas) ou agrupados (Conselhos, Comissões de Controle, Grupos de delegação direta em assembleias)”.

Há que se esclarecer que a democracia participativa não é novidade no Brasil, ela remonta à colonização portuguesa e depois se concretiza em 1950, quando é formado o primeiro Conselho Nacional de Saúde. Ademais, a nossa Constituição Federal no artigo 1º, parágrafo único, estabelece que essa participação se dá por meio das eleições de nossos representantes nos Parlamentos, ou diretamente, por intermédio, por exemplo, dos Conselhos e Movimentos Populares. Aliás, as vozes que ecoaram das ruas em junho de 2013 cobravam, exatamente, uma maior participação popular.  

No dia 23 de maio, atendendo esse clamor da sociedade, a Presidenta Dilma disponibilizou mais um instrumento que reforça esses mecanismos de controle e participação social, trata-se do Decreto 8.243/2014 que “Institui a Política Nacional de Participação Social – PNPS”. Esse Decreto tem como objetivo “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. Trocando em miúdos, o PNPS define como os cidadãos, movimentos sociais e coletivos podem participar da criação das políticas públicas e como serão ouvidos dentro do governo federal.

Mas malgrado a importância histórica do PNPS para consolidação da democracia brasileira, não faltaram críticas por parte da oposição raivosa, capitaneada pelo PSDB. A turma da “Casa Grande” chegou ao desplante de afirmar que esse Decreto tem como objetivo enfraquecer o Poder Legislativo e preparar o país para se tornar uma Venezuela. No campo legal a oposição promete apresentar um Decreto Legislativo para tentar anular o Decreto Presidencial, e se isso não surtir efeito, questionarão a constitucionalidade do PNPS junto ao STF.

Evidente que a oposição quer apenas politizar, pelo lado negativo, o PNPS, tanto, que tenta esconder que esse Decreto é resultado das Conferências sobre Transparência e Controle Social, e não um mero capricho da Presidenta Dilma. Outro fato a considerar é que essa participação popular não tem poder deliberativo é apenas consultivo, portanto, o discurso de que o Decreto pretende levar o país ao comunismo, bolivarianismo, ou enfraquecer o Poder Legislativo, é falacioso e totalmente sem propósito.

Assim, e frente a esse debate, fica muito claro uma coisa: a existência, no Brasil, de dois projetos políticos totalmente antagônicos entre si: de um lado temos as forças progressistas formada pela ampla maioria dos movimentos populares e Partidos de esquerda. Esses defendem que o cidadão seja sujeito político, portador de direitos de participação nas decisões políticas do Estado; do outro lado, apresenta as forças conservadoras, compostas pelas elites e Partidos de direita. Esse setor defende que o indivíduo continue na condição de súditos e sob a tutela estatal, ou seja, o povo tem de entender que quem governa, decide, e planeja as políticas públicas são os governantes, a sociedade é mera espectadora. Com a palavra o povo brasileiro! 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

RONALDO, NÓS É QUE TEMOS VERGONHA DE VOCÊ...!

"Nem a contradição é sinal de falsidade nem a falta de contradição é sinal de verdade". (Blaise Pascal)



“Nunca antes na história desse País” um evento da grandeza de uma Copa do Mundo foi tão achincalhado pela “mídia nativa” e por setores conservadores como esse mundial no Brasil. Aliás, nesse sentido o grande Cientista Político, Wanderley Guilherme, assinala:”...o imenso planejamento das benfeitorias que serão deixadas pela Copa, muitas das quais já operando, foi até aqui esmagado por uma das mais estúpidas campanhas jamais patrocinada pelo conservadorismo oposicionista e uisquerdóides de todos os tempos...”

A explicação para esse bombardeio midiático é simples e têm dois motivos: o primeiro é político, pois, os neolacerdistas pensam que o fracasso dessa Copa será a redenção para a oposição raivosa; o outro motivo é o “complexo de vira-latas” que é inerente aos colonizados que compõe às forças conservadoras do país, incluindo aqui, figuras de “peso”, como por exemplo, Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Ronaldo “Fenômeno”, membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da FIFA.

O craque do futebol, e agora da demagogia, cumprindo o seu fiel papel de porta-voz das elites não hesitou em mudar de lado. Deu um drible no COL, e durante uma entrevista politizou e afirmou que tinha vergonha de ser brasileiro, dizendo ainda, que pretende morar fora do Brasil, e como empresário, investirá no exterior. E finalizou declarando seu voto no amigo Aécio Neves.

Aliás, o garotão propaganda da Rede Globo e de Aécio “Never”, além de traíra e demagogo, é contraditório, pois, nessa mesma entrevista disse:”...posso dizer que em todas as outras Copas do Mundo houve muito atraso. Em 2006, a Alemanha, que é primeiro mundo, não entregou um estádio para a Copa das Confederações e acabou fazendo o torneio com um estádio a menos. Isso não é um problema. Dá-se um jeito. Mas os atrasos que eu acho que são uma grande pena para o nosso povo são os que acontecem em infraestrutura, em aeroportos e em mobilidade urbana....”

Diante dessa posição de Ronaldo, podemos abstrair três coisas: primeiro, como bem assinalou o Ministro Aldo Rebelo, “...ter vergonha do país não é algo que alguém que tem responsabilidade pública possa dizer”; segundo, ao afirmar que vai embora do Brasil, Ronaldo está prevendo a derrota do seu amiguinho playboy, Aécio “Never”; terceiro, demonstra que o seu oportunismo como centroavante agora é utilizado de maneira suja, antiética e a favor da “viralatice” tupiniquim, e finalmente, mostra a sua total ignorância, pois, qualquer cidadão de mediana inteligência sabe que as obras de infraestrutura que não foram concluídas a tempo da Copa, serão continuadas e entregues ao povo brasileiro.

Aliás, com relação a essa entrevista de Ronaldo vale citar o jornalista, Davis Sena:”...Nada mais coxinha, nada mais patético e colonizado. Nada mais subserviente e subalterno do que o pensamento e as intenções do Ronaldo. Contudo, ele apenas, e aposto que não sabe disso, retrata a "viralatice" de milhões de brasileiros inquilinos das classes médias tradicionais e ricas....Aqueles que se olham no espelho e se lamentam todos os dias por terem nascidos brasileiros. São os narcisos ao avesso ou às avessas...”

Ademais, nos parece que Ronaldo não é a pessoa mais indicada para criticar a Copa do Mundo ou para falar de corrupção, basta lembrarmos a sua íntima amizade com o gangster, Ricardo Teixeira. Outro fato que nos chama atenção é o gritante conflito de interesse entre sua empresa e o COL. Não podemos nos esquecer, também, que a “9ine” é preposto (laranja) da gigante empresa de comunicação inglesa, a WPP, ligada ao escândalo do "Valerioduto", além de que, o “Fenômeno”, como membro do COL, é também responsável pela organização da Copa. E tudo isso, sem contar o péssimo exemplo de sua vida particular.

Assim, e longe do ufanismo de alguns, e tampouco, do pessimismo de outros, podemos afirmar, que mesmo diante dos problemas relacionados às obras o legado do Mundial já está garantido aos brasileiros, fato também, é que o Brasil realizará uma  inesquecível e grandiosa Copa do Mundo. Quanto ao “Fenômeno” só nos resta lamentar e dizer: Ronaldo, nós é que temos vergonha de você..!