Respeitem Lula!

"A classe pobre é pobre. A classe média é média. A classe alta é mídia". Murílio Leal Antes que algum apressado diga que o título deste texto é plágio do artigo escrito por Ricardo Noblat (...)

A farsa do "Choque de Gestão" de Aécio "Never"

“Veja” abaixo a farsa que foi o famoso “Choque de Gestão” na administração do ex-governador Aécio “Never" (...)

A MAIS TRADICIONAL E IMPORTANTE FACULDADE DE DIREITO DO BRASIL HOMENAGEIA O MINISTRO LEWANDWSKI

"O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski recebeu um “voto de solidariedade” da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) pela “dedicação, independência e imparcialidade” em sua atuação na corte. (...)

NOVA CLASSE "C"

Tendo em vista a importância do tema, reproduzimos post do sitio "Conversa Afiada" que reproduz trecho da entrevista que Renato Meirelles deu a Kennedy Alencar na RedeTV, que trata da impressionante expansão da classe média brasileira. (...)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

FORÇA COMPANHEIRO LULA...QUE DEUS LHE PROTEJA...!


"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se".
Gabriel Garcia Marquez  


Sabemos que as campanhas eleitorais são pautadas por variados embates: são discussões sobre propostas políticas, denúncias sérias, factoides, e as baixarias, como por exemplo, a lamentável campanha preconceituosa contra o candidato Luiz Inácio Lula da Silva e a sórdida tentativa de ligar a candidata Dilma Rousseff ao Projeto de legalização do aborto.


Mesmo que não concordemos com as discussões de baixo nível, não há como negar que as mesmas se tornaram regras nesse período. Contudo, passadas às eleições, essas acusações meramente pessoais e discriminatórias não deveriam fazer parte da pauta política do País, todavia, não é isso que presenciamos.  

No dia 29 de novembro, por exemplo, certamente mais de noventa por cento da população brasileira, foi abalada com a notícia do câncer que acomete o Estadista Lula. 

Evidentemente, que toda essa parcela da sociedade stá manifestando solidariedade ao Presidente. Mas por outro lado, há outras pessoas, inclusive públicas, satirizando e regozijando com o drama vivido por Lula. São declarações maldosas e carregadas de preconceitos, ironias e ressentimentos. Não vamos citá-las aqui, para não criarmos palco para os desprezíveis autores, como por exemplo, os jornalistas da “Veja” Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, a atriz Luana Piovai, e o Presidente da Juventude do PSDB de Santo André. Ademais, todas as desumanas declarações estão à disposição na internet para quem tiver estômago para digeri-las.

Essas nefastas manifestações vão desde as irônicas opiniões de que Lula deveria se tratar no SUS, até as informações aparentemente científicas, mas que na verdade não passam de sarcásticas notícias sobre as causas da doença do Presidente. E aqui - mesmo diante dessa tragédia pessoal - a “mídia nativa” não abre mão do seu obstinado objetivo de tentar desqualificar a imagem do Presidente Lula. Para tanto, procura ligar a sua enfermidade ao vício do cigarro e da bebida alcoólica, ou seja, tenta-se, subliminarmente, passar uma mensagem de que Lula levava uma vida totalmente desregrada.       
                      
Com relação às irônicas opiniões de que o Lula deveria se tratar no SUS, é bom lembrar que somente com o pró-labore que ele recebe com suas palestras mundo afora, é mais do que suficiente para cobrir todas as despesas do seu tratamento em um Hospital particular. Mas afora a frieza dos valores, destacamos um fragmento de um texto da jornalista Maria Inês Nassif, que com precisão rebate esses raivosos fascistas. Diz a jornalista: “A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo. Constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no SUS, é de um mau gosto atroz. A jornalista [Lúcia Hipólito] que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada”.

Já a respeito do câncer de Lula, é uma percepção obtusa creditar as causas da doença apenas ao tabagismo e o álcool. A literatura médica nos mostra que outros fatores, inclusive hereditários, podem desencadear esse processo de perda do controle da divisão das células Aliás, nesse sentido o judicioso jornalista Mauro Santayana fez uma balizada análise, dizendo que “...no caso dos homens públicos, as pressões do dia-a-dia e as noites indormidas,  nas duras exigências da política, costumam ser fatais. Essas pressões, quando as saídas se estreitam, podem levar muitos ao suicídio.....Em outros casos, normalmente, essas tensões  são indutoras de enfermidades graves. Em nossa contemporaneidade assistimos ao fim de Teotônio Vilela, Mário Covas, Quércia, José Alencar e Itamar Franco, todos atingidos pelo câncer”. E recentemente, vimos os Presidentes Hugo Chávez, Fernando Lugo, e a própria Presidenta Dilma, passarem por esse sofrimento.

Portanto, não podemos aceitar essas impiedosas e irônicas manifestações contra o Presidente Lula. Nesse momento, é imperioso a solidariedade, ou no mínimo, uma trégua por parte dos adversários do Presidente. Aliás, nesse diapasão o jornalista Luis Nassif,  escreveu: “...É chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro”.
 
Assim, e frente a todo esse conflito, só nos resta repudiar, de maneira veemente, esses maldosos comentários, e dizer ao Presidente Lula que o povo brasileiro está em oração para o seu pronto e rápido restabelecimento. Força companheiro Lula...Que Deus lhe proteja!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUEM SERÁ QUE CAIU DO GALHO?


“Enquanto a cor da pela for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra” Bob Marley


Segundo a precisa definição do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, “discriminar é excluir, é negar cidadania e a própria democracia. Não se trata de eliminar as diferenças, mas de se obter a igualdade, identificando as origens da desigualdade, para que a primeira possa ser garantida a todos”. 

Nesse mesmo diapasão o nosso sistema constitucional repudia a discriminação, para tanto, deixa consagrado que a República Federativa do Brasil tem como objetivo a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. E fortalecendo essa premissa estabelece que a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível.  .

Mas malgrado esses dispositivos, o que observamos é que certos setores da sociedade têm dificuldades em aceitar esses comandos constitucionais, e reiteradamente vêm enfrentando-os protegidos pela capa da impunidade. 
                                
Por mais paradoxal que pareça, um exemplo dessa abjeta conduta vem de parte da “mídia nativa”, que vez por outra, nos brinda, direta ou indiretamente, com comentários ou matérias preconceituosas e racistas. E os exemplos não são poucos.

Referindo-se a uma ação que tramita no STF contra a Política de Cotas e o ProUni, Diogo Mainardi, articulista da revista “Veja”, escreveu: “...É uma chance para acabar de vez com o quilombolismo retardatário que se entrincheirou no matagal ideológico das universidades brasileiras”...O Brasil se refugiou no passado. O Brasil é o quilombo do mundo. Quilombo, segundo o dicionário Aurélio, é estado de tipo africano formado, nos sertões brasileiros, por escravos fugidos”.  
                        
Outro jornalista do mesmo semanário, Reinaldo Azevedo, nessa mesma linha preconceituosa escreveu: “Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para enfrentá-los?”

Um caso também bastante emblemático ocorreu em 2009 na TV Bandeirantes. Durante a chamada do Telejornal da BAND apareceram dois “Garis” desejando “Feliz Ano Novo” para o povo brasileiro. Logo após o aparecimento de suas imagens, com o áudio dos apresentadores ainda ligado, o jornalista e âncora do jornal da BAND, Borys Casoy, de maneira preconceituosa, comentou: “Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... Dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho”. 

Por fim, apresentamos o mais recente exemplo de preconceito na mídia. Dessa vez ficou a cargo do hidrófobo jornalista Arnaldo Jabor, que ao falar do envolvimento do Ministério dos Esportes com desvio de recursos públicos fez o seguinte e execrável comentário na rádio CBN: “finalmente, Orlando Silva cai do galho”. Essa infeliz colocação nos remete ao ditado popular que diz: “cada macaco no seu galho”, e como o ex-ministro é negro, é forçoso concluir, que longe de um ato falho, esse comentário beira ao nefasto crime de racismo. Não contente, e continuando com o seu surto preconceituoso, o jornalista atacou o saudoso Presidente do PCdoB, João Amazonas, classificando-o como um “delirante maoísta”. Nessa mesma linha, Jabor destilou seu veneno contra a UNE, dizendo que a entidade” é um antro de oportunistas, chapa branca, obedecendo ordens partidárias e ajudando direta ou indiretamente nas malandragens, sempre desviando, ou melhor, desapropriando dinheiro...”

Evidente, que a fala de Arnaldo Jabor ganhou uma grande repercussão nas redes sociais com inúmeras e duras críticas. O Presidente da Ubes, Yann Evanovick, por exemplo, assim se manifestou: “Jabor no Brasil de hoje representa o que tem de pior na sociedade. Isso é para os que acreditam que no Brasil não tem mais racismo” Por sua vez, a Ministra-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, também criticou dizendo: “quero repudiar veementemente a declaração racista do Arnaldo Jabor sobre o ex-ministro Orlando Silva. Isso é inaceitável!”

Frente a tudo isso, só nos resta repudiar esses comportamentos preconceituosos. Quanto ao jornalista Arnaldo Jabor, buscamos um fragmento de um texto do brilhante Mestre Emir Sader que define com precisão o caráter de pessoas como esse jornalista. Diz o Professor: Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente. Com a palavra o Ministério Público e a ABERT!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A “PSEUDO-CASTIDADE QUE ENCOBRIA O JUDICIÁRIO”


 
"Tolerar a injustiça é relativamente aceitável, condenável é a intolerância da Justiça"


É cediço que a fiscalização dos Poderes constituídos é de fundamental importância para o processo democrático.

Nesse diapasão sabemos que os Poderes Executivos são fiscalizados pelos Poderes Legislativos, pelos Tribunais de Contas, pela Controladoria Geral da União, pelo Ministério Público e, por fim, pelo voto popular. A mesma fiscalização recai sobre o Poder Legislativo. Já com relação ao Poder Judiciário, a fiscalização dos atos administrativos e os desvios de condutas de Juízes, são efetuados pelas Corregedorias dos Tribunais de Justiça, ou seja, pelos próprios pares.

Contudo, com a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pela Emenda Constitucional nº 45/2004, essa tarefa passou também para incumbência desse órgão. Aliás, o artigo 103-B, da Carta Magna, prevê a competência do Conselho Nacional de Justiça.
        
Comentando a importância desse Conselho o Presidente do STF, Ministro Cezar Peluso, asseverou:“...sem profanar os limites constitucionais da independência do Judiciário, agiu dentro de sua competência reformadora o poder constituinte derivado, ao outorgar ao Conselho Nacional de Justiça o proeminente papel de fiscal das atividades administrativa e financeira daquele Poder. A bem da verdade, mais que encargo de controle, o Conselho recebeu aí uma alta função política de aprimoramento do auto-governo do Judiciário, cujas estruturas burocráticas dispersas inviabilizam o esboço de uma estratégia político-institucional de âmbito nacional...”

Diante dessas sabias palavras do insigne e culto Presidente Peluso, o incauto leitor fica com a certeza de que o Ministro é um dos grandes defensores do CNJ, e que, sem dúvidas, trata-se de um homem sensato e portador de um elevado conhecimento jurídico. Contudo, o que temos observado nesses últimos meses é um misterioso atrofiamento da brilhante inteligência e do Ministro Cezar Peluso.

Primeiro, o ilustre Ministro do CNJ, disse que iria propor à Presidenta Dilma um controle prévio de constitucionalidade para os Projetos aprovados pelo Congresso Nacional. Trocando em miúdos, após aprovado o Projeto de Lei, o Poder Executivo, antes de sancioná-lo, consultaria o STF sobre sua constitucionalidade.  Essa desditosa proposta causou uma grande reação do meio jurídico e político, tanto, que ela foi definitivamente abandonada pelo seu autor.
                                                 
Acalmados os ânimos e esquecida essa esdrúxula proposta, volta à cena nesse mês de setembro o próprio Presidente do STF, mas dessa vez, fazendo coro com a “Associação dos Magistrados Brasileiros” (AMB) que ingressou com uma ação junto ao STF questionando a constitucionalidade da Resolução do CNJ que fixou os procedimentos para punir juízes.

Comentando essa atribuição do CNJ, e tomado mais uma vez por essa misteriosa insensatez, o Ministro Peluso, afirmou em entrevista, que o “CNJ pode investigar juízes, mas deve priorizar as corregedorias locais, nos Estados...Uma das razões da criação do CNJ foi a ineficiência ou a inoperância das corregedorias locais. Para remediar esse mal [o CNJ] deve apurar a responsabilidade das corregedorias. Se o CNJ quiser manter seu foco nos juízes, será estrangulado por uma avalanche de ações e as corregedorias vão sucumbir ao princípio da tolerância e da negligência".
                                    
Frente a esse entendimento, que possui outros signatários, e somado à ação proposta pela AMB, somos forçados a concluir que, realmente, está em curso uma articulada ação objetivando esvaziar o poder do CNJ de fiscalizar e punir Juízes. E logrando êxito essa articulação, essa competência ficará a cargo, somente, das Corregedorias dos Tribunais, e como essas tem grandes dificuldades para punir magistrados, conforme relatório produzido pelo Conselho, o que assistiremos é um lamentável paradoxo: a própria Justiça favorecendo a impunidade por debaixo da toga do corporativismo.

Aliás, comentando essa tentativa de esvaziamento do CNJ, a judiciosa Corregedora Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, disse que a tentativa de redução dos poderes do CNJ seria o primeiro caminho para a impunidade no Poder Judiciário, “que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”.

Para alguns a declaração da corajosa Corregedora foi extremamente forte, mas para maioria, a Ministra Calmom desnudou, com dureza e sinceridade, um dos crônicos problemas que envolve o Poder Judiciário, ou, como bem afirma Paulo Henrique Amorim “...mostrou a gravidade do problema da corrupção e da tentativa de acobertá-la, no ambiente fechado do próprio Judiciário. Esse caso tirou, involuntariamente, o véu da pseudo-castidade que encobria o Judiciário”.

sábado, 8 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SOLIDARIEDADE AOS PROFESSORES MINEIROS


“Ser Professor é no mínimo uma obrigação política. Não podemos aceitar uma população de excluídos da educação e cultura. Nossa profissão só tem sentido se despertar a consciência social por meio do conhecimento e promover o exercício da razão como forma de libertação”. Marilena Chaui,  


A arte de ensinar teve início no Brasil em 1549 com a “Escola Tradicional” instalada pelos Padres da Companhia de Jesus. Essa Escola perdurou por, aproximadamente, 383 anos. No Governo de Getúlio Vargas deu-se inicio a “Escola Nova”, onde o Professor deixou de ser mero transmissor e passou a ser o facilitador de aprendizagem.

 

Hoje vivemos um novo momento. O Professor, além da sua responsabilidade com a parte cognitiva, necessita ser mais participativo e engajado politicamente na construção de uma Educação de qualidade e verdadeiramente democrática. 

 

Nessa linha da consciência Política, e procurando contribuir para a melhoria da qualidade do ensino público, temos observado a incansável e histórica luta dos Professores por melhores condições salariais e de trabalho.

                                    

Em Minas Gerais, por exemplo, mesmo com a vergonhosa omissão da “mídia nativa”, acompanhamos pelos blog’s e sítios a luta dos Educadores mineiros para que o Governo de Minas cumpra a Lei nº 11.738/08, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica (PSNM).

 

Sabemos que essa lei é o resultado de uma antiga reivindicação dos trabalhadores em Educação que conseguiram sensibilizar o Presidente Lula que reconheceu as péssimas condições salariais da classe, e soube entender a importância da Educação como mola percussora para o desenvolvimento de uma Nação, e o crucial papel dos Educadores nessa construção.

 

A fixação do PSNM é realizada anualmente pelo Governo Federa,, conforme o incremento do custo anual por aluno previsto no FUNDEB. Esse Piso, não obstante minimizar o vergonhoso salário dos Professores Brasil afora, serve também como parâmetro. Hoje o Piso Nacional está fixado em R$ 1.187,00. Em Minas Gerais um Professor com Pós-graduação que leciona no Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), por exemplo, tem seu Piso fixado em R$ 671,66, ou seja, uma vergonhosa diferença de 76,72%. 

 

Mas, por mais paradoxal que nos pareça, os Governadores, como é o caso de Minas, ainda não entenderam a importância desse Piso para o processo educacional. No campo legal, não há duvidas de que o não cumprimento da Lei pelos Governadores, pode caracterizar crime de responsabilidade, pois, há um flagrante desrespeito ao princípio da legalidade esculpido no artigo 37 da Carta Magna.

 

Contudo, mesmo diante dessa resistência dos Governadores na aplicação da Lei, o que assistimos é uma “curiosa” tolerância por parte do Ministério Público de alguns Estados. E Minas não é exceção. Aqui, diferentemente da ação firme e às vezes excessiva dos Promotores de Justiça na fiscalização dos Prefeitos, o judicioso Procurador-Geral de Justiça parece que não tem agido com a mesma prontidão de seus pares em relação ao Chefe do Poder Executivo Mineiro. O que temos assistido é um obsequioso silêncio do Chefe do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

 

Aliás, nesse sentido o Movimento “Minas sem Censura” em Nota datada de 20/09/2011, assim se manifestou:”...A mais recente demonstração dessa truculência [referindo-se ao Governo de Minas] pode ser sintetizada em três eventos: a ação governista na mídia, o uso do Ministério Público Estadual e da Justiça para atacar os servidores... Continuando, o movimento cobrou, “que o Ministério Público Estadual retome suas prerrogativas constitucionais e aja para que o governo do Estado cumpra a Lei do Piso, e que o poder executivo estadual assuma sua responsabilidade de governo, para o qual foi eleito...”.

 

Assim, e mesmo com o fim da greve dos Professores mineiros e a reabertura das negociações, o que não significa absolutamente nada com relação às reivindicações dos Educadores, fica aqui registrado nosso veemente repúdio ao Governador do Estado de Minas Gerais, e à esperança de que o Ministério Público cumpra, fielmente, suas atribuições constitucionais, caso o Governador negue o cumprimento à Lei nº 11.738/08, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional para Magistério Público. Aos Professores, hipotecamos nossa total solidariedade nessa legítima e justa reivindicação.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

JORNALISMO DECLARATÓRIO OU INVESTIGATIVO..?


"A sociedade é maior que o mercado. Oleitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público " Aberto Dinis

Há tempos venho denunciando neste espaço, o comportamento aético, partidário e o “jornalismo esgoto” praticado pela grande mídia do Brasil, especialmente, durante os últimos nove anos.

Nesse período, o brasileiro assistiu, leu e ouviu várias denuncias na “mídia nativa” sobre uma série de casos de corrupção no meio político. Contudo, a imprensa nunca se preocupou em acompanhar os desfechos dos casos, e tampouco, em apurar os fatos de maneira profunda e com fontes fidedignas, como bem aconselha o jornalismo investigativo. Ao contrário, as matérias são quase sempre opinativas ou baseadas em meras declarações.

Aliás, com relação a esse comportamento da mídia, o insuspeito jornalista da Rede Globo, Caco Barcellos, em brilhante palestra no Seminário promovido pela Escola de Magistratura da Justiça Federal da Terceira Região, disse: “há uma diferença essencial entre o jornalismo investigativo e o jornalismo declaratório. O investigativo é o do repórter ativo, com luz própria, que investiga antes de a informação se tornar pública. Que ouve os envolvidos e, a partir das declarações, começa a investigar, confrontar a declaração com os fatos que apurou. Declaratório é o jornalismo praticado na maioria das redações brasileiras. Basta uma fonte da área publica ou privada e isso, por si só, se torna uma notícia”. (fonte: conversaafiada.com.br).

Nesse contexto citamos três emblemáticos casos que ilustram bem essa conduta midiática: o mensalão, a entrevista do empresário Rubnei Quícoli ao Jornal Nacional, e por fim, a matéria da revista “Veja” noticiando fatos graves envolvendo o ex-Ministro José Dirceu.                                               

Com relação ao mensalão, o caso ganhou um novo ingrediente. Segundo consta no sitio Viomundo, o ex-deputado Roberto Jefferson, autor da denúncia sobre o mensalão, mas réu no Processo, afirmou em sua defesa junto ao STF que não houve o mensalão. “Foi só pura retórica, modo de dizer”. Frente a tal declaração, não há dúvidas de que a denúncia sobre a existência do “mensalão” cai por terra, até mesmo porque, não há uma única prova nos autos dessa modalidade de corrupção, restando assim, o crime eleitoral tipificado como “caixa dois”.  

A respeito da denúncia do empresário Rubnei Quícoli, em pleno Jornal Nacional, antes das eleições 2010, denunciando um suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil, também, foi por água abaixo. O empresário, reconhecendo que mentiu, pediu desculpas ao PT nos processos em que o Partido move contra ele. Aliás, pela gravidade da acusação e os prejuízos que o Partido teve com a repercussão da entrevista, fica evidente que um simples pedido de desculpa não encerra o caso. O PT tem de ser indenizado por danos morais, e lutar, nos moldes do saudoso Leonel Brizola, por um direito de resposta no Jornal Nacional. 

Por derradeiro, temos a reportagem da revista “Veja” que noticiou que o “ex-Ministro José Dirceu mantém um gabinete num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o Governo da Presidente Dilma”.
                                                                 
Para montar essa reportagem a revista “Veja” chegou ao limite da sujeira jornalística. O Jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro tentou, por duas vezes, invadir o apartamento de José Dirceu no Hotel “Naoum”. Esse fato foi denunciado pelo Gerente do Hotel e pelo ex-ministro junto à Delegacia de Polícia Civil de Brasília. Nas investigações preliminares, o Delegado Dr. Laércio Rosseto, já confirmou que realmente o jornalista tentou violar o apartamento de José Dirceu, e isso ocorrera, possivelmente, para tentar subtrair documentos para subsidiar a reportagem.

Frente a essa declaração do Delegado, não há dúvidas de que estamos diante de um dos casos mais sórdidas do jornalismo brasileiro, inclusive, se assemelhando muito ao histórico escândalo envolvendo o tablóide britânico “News of the World”, que praticava escutas telefônicas ilegais com objetivos políticos.

Diante de tudo isso, e da covarde e premeditada omissão da mídia sobre os desenrolar desses casos, perguntamos: por que a imprensa não publicou nada sobre a negativa de Roberto Jefferson no Processo do Mensalão? Por que o Jornal Nacional não noticiou o pedido de desculpa ao PT, pelo empresário mentiroso, Rubnei Quícol? E finalmente, por que a mídia hegemônica não publicou nada sobre esse sórdido caso envolvendo a revista “Veja”? As respostas são simples: os desfechos desses casos desacreditam a mídia, e podem desnudar por completo, o jornalismo esgoto e partidário praticado pela grande mídia nacional... Ley de Médios urgente!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ALGOZ E VITIMA DO 11 DE SETEMBRO

"O melhor meio de os EUA combaterem o terrorismo é deixarem de ser um dos principais terroristas do mundo". Noam Chomsky

Não temos dúvidas de que o ataque sofrido pelos EUA no dia 11 de setembro, foi uma grande barbárie que marcou aquele País. Porém, não é menos verdade que foi uma tragédia anunciada, ou uma reposta à política externa e o terrorismo de Estado que o governo norte-americano espalhou e espalha mundo afora.

Está claro também, que as razões propaladas pelos EUA para justificar suas investidas em todos os cantos do mundo, não são motivadas pelo espírito pacificador e de defensores da democracia, ao contrário, suas ações visam tão somente, defender os seus interesses por meio da força e da espoliação de países e regiões cuja riqueza natural ou estratégica possam lhe trazer algum benefício financeiro ou político.

Outra conhecida razão para as nefastas ações dos EUA são as guerras que objetivam alcançar altos lucros financeiros. A guerra do Iraque, por exemplo, conhecida como a batalha mais privatizada de toda história, movimentou bilhões de dólares entre as empresas dos EUA. Contudo, há que se ressaltar que todo esse fabuloso lucro teve um custo imensurável para o seu povo: as milhares de vidas que foram perdidas nessa luta. Só para se ter uma idéia, somente com a reconstrução do Iraque, mais de 4.500 soldados estadunidenses morreram, ou seja, o dobro de vítimas do “11 de setembro” nos EUA.

Aliás, comentando essa ambição do imperialismo norte-americano e a imediata reação dos povos, a jornalista Cecília Toledo escreveu: “O maior significado do 11 de setembro não reside em ter sido o estopim de uma guerra contra o terrorismo, mas sim uma demonstração de até que ponto o imperialismo pode chegar na sua ânsia de controlar partes cada vez maiores do mundo. Essa política colonizadora enfrentava resistências cada vez maiores das massas dos países oprimidos, obrigadas a viver num processo crescente de miséria e opressão, assistindo impassíveis à espoliação desenfreada de suas riquezas. E isso impulsionou os movimentos nacionalistas e fundamentalistas, entre eles o Talibã, acirrando o ódio das massas contra o imperialismo”. 

Mas não podemos nos esquecer que toda essa história do atentando de “11 de setembro”, guarda também, uma dicotomia que coloca o EUA como algoz e vítima. Foi exatamente no dia 11 de setembro de 1973, que ocorreu um dos mais terríveis golpes de Estado da América Latina, e que teve como principal articulador e algoz, os EUA. Essa subversão militar aconteceu no Chile e teve como conseqüência uma das maiores atrocidades que aquele povo já enfrentou. Logo após o golpe, o General Pinochet depôs o Presidente Socialista, Salvador Allende. Em seguida iniciou um genocídio e uma brutal covardia contra o povo Chileno. Mais de 28 mil cidadãos foram barbaramente torturados, 2.300 pessoas executadas, 1.250 Chilenos desaparecidos, e mais de 200 mil exilados. E tudo isso aconteceu na mesma data: 11 de setembro, porém, mesmo com as grandes manifestações do povo Chileno, a mídia teima em esconder esse terrível “11 de setembro”.

Somada a essa barbárie do Chile, há que se recordar também, outras atrocidades cometidas pelos EUA, mas que por motivos óbvios, não são rotuladas pela mídia como atos terroristas. Assim, perguntamos: será que não foi terrorismo a guerra do Vietnã com a utilização de armas químicas (agente laranja)? E a bomba atômica lançada sobre Nagasaki e Hiroshima? Será que não caracteriza terrorismo esse desmedido e cruel embargo econômico a Cuba? E o assassinato de Osama Bin Laden, que se encontrava desarmado e já rendido, não foi um ato de terrorismo? Claro que todas essas ações são atos de terrorismo de Estado, e o pior: com a complacência das grandes potências, inclusive, com a devida bênção da desacreditada e omissa ONU.   

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VEJA A QUE PONTO CHEGOU A “VEJA”

"A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público". - Aberto Dinis

Há tempos venho escrevendo nesse democrático espaço do jornal “Correio do Papagaio”, textos analisando a conjuntura política nacional e denunciando o comportamento aético e partidário da grande mídia, especialmente, depois das vitórias eleitorais do Presidente Lula. 

Um dos veículos de comunicação que mais representa esse tipo de “jornalismo esgoto”, sem dúvidas, é a revista “Veja”. Por inúmeras vezes citamos aqui exemplos do seu comportamento preconceituoso, mesquinho e de servilismo aos grupos e Partidos Políticos conservadores do País.

Nessa última semana de agosto, a revista “Veja” fazendo valer essa sua vil característica, ultrapassou todos os limites éticos, morais e legais para tentar, por mais uma vez, criar um ambiente golpista no País, ou ao menos, desestabilizar o Governo da Presidenta Dilma e atingir Políticos de sua base, em especial, do Partido dos Trabalhadores. 

A revista “Veja”, nessa última edição trás em sua capa a foto do ex-ministro José Dirceu com a seguinte manchete: “O Poderoso Chefão”. Na reportagem que na verdade não tem nada de informativo, é puramente opinativo, o “nobre” jornalista, insinua, em resumo, que o “ex-Ministro José Dirceu mantém um gabinete num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o Governo da Presidente Dilma”. 

Essa matéria não seria nenhuma novidade se não fosse os métodos sujos e, em tese, ilegais utilizados pelo jornalista para conseguir escrever e ilustrar essa imunda reportagem. 

Antes mesmo da publicação da citada reportagem, o ex-ministro José Dirceu registrou na Polícia Civil de Brasília, um Boletim de Ocorrência denunciando que o seu apartamento no Hotel “Naoum”, em Brasília, sofrera uma tentativa de invasão por parte do jornalista da revista “Veja”, Gustavo Nogueira Ribeiro. No BO o preposto do referido Hotel afirmara que o senhor Gustavo Nogueira Ribeiro fazendo-se passar por hospede do Hotel tentou entrar nos apartamentos ocupados pelo senhor José Dirceu de Oliveira e Silva. Para tanto, tentou iludir a camareira Jôse Maia Medeiros com o argumento de que perdera sua chave de acesso. Não logrando êxito, o jornalista voltou e tentou, por mais uma vez, invadir o apartamento, identificando-se como representante da Prefeitura de Varginha e alegando ter documentos importantes para entregar a José Dirceu.

Se não bastasse esse execrável fato, um outro mais grave veio à tona com as informações repassadas pelo Gerente-Geral do Hotel, senhor Rogério Tonatto. Segundo o Gerente, as fotos que ilustram a matéria da revista “Veja” não vieram das imagens capturadas pelas câmaras internas do hotel. 

Essa informação se verdadeira, é extremamente grave e nos leva a concluir que o jornalista teria instalado uma “câmara espiã” no corredor onde está localizado o apartamento alugado por José Dirceu, o que se confirmado, pode, inclusive, caracterizar crime.

Esse caso da revista “Veja”, se assemelha muito ao histórico escândalo envolvendo o jornal britânico “News of the World”, que praticava escutas telefônicas ilegais com objetivos políticos. Contudo, esses dois episódios possuem uma “sutil” diferença: lá todos os jornais publicaram esse sórdido escândalo e o periódico foi fechado e os responsáveis punidos; aqui no Brasil, esse suposto crime praticado pela “Veja” está sendo, premeditadamente, escondido pela “mídia nativa”, que possivelmente, já praticou atos semelhantes, e por isso tem o “rabo” preso. 

Frente a tudo isso, e se comprovado esse “crime”, não há dúvidas de que estamos diante de um gravíssimo escândalo onde os envolvidos têm de ser firmemente punidos. Por outro lado, esse episódio é a oportunidade para que a Presidenta Dilma, apresente para o Congresso Nacional, mesmo que tardiamente, o Projeto de Lei do marco regulatório dos meios de comunicação. Somente assim, se poderá impedir estas fraudes, infâmias, aleivosias e as conhecidas manipulações que, reiteradamente, presenciamos na imprensa brasileira. Realmente é um episódio vergonhoso!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

EM CAUSA PRÓPRIA


"A ignorância não fica tão distante da verdade  quanto o preconceito".

Estamos presenciando nesses últimos meses uma série de ataques e propagandas discriminatórios contra a modalidade de “Ensino a Distância (EaD)”. O franco atirador desta vez é o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). O slogan da campanha patrocinada pelo “egrégio” Conselho é: “Educação não é Fast Food - Diga não à graduação à distância em serviço social”.

 

Primeiro, temos que ressaltar que o “EaD” não é uma invenção brasileira. Essa modalidade de ensino, mesmo numa forma empírica, já se apresentava na Grécia Antiga.  Em Países da Europa como Suécia, Alemanha e Inglaterra o “EaD” data de 1870, assim como nos EUA e em outras Nações. No Brasil, as primeiras experiências do ensino à distância datam de 1937, mas as bases legais vieram com a sanção da Lei nº. 9.394/96.

 

Segundo estudiosos, o EaD pode ser divido em três gerações: a primeira, com o ensino por correspondência; a segunda com a Teleducação/Telecursos, e a terceira geração com os ambientes interativos. 


Evidente que essa modalidade de ensino, em especial nessa terceira geração, ganhou maior destaque e visibilidade no Brasil pela força da internet, por isso, essa maior atenção e desconfiança por parte de algumas entidades, como CFESS. Certo também, que algumas Faculdades apresentam problemas curriculares e didático/pedagógicos nos seus cursos à distância, isso é fato e necessita ser corrigido. O que não se deve é generalizar, como quer o CFESS.  

Não é nossa pretensão aqui, questionar o direito do CFESS de criticar, opinar e debater com a sociedade a questão do Ensino a Distância, ao contrário, entendemos imprescindível à participação dessa e de outras entidades nessa discussão. O que não aceitamos é a forma preconceituosa e discriminatória da campanha patrocinada por esse Conselho, que chegou ao absurdo de recomendar aos seus “profissionais” a não aceitarem estagiários de cursos na modalidade à distância, fato que, se verdadeiro, é totalmente recriminável e lamentável do ponto de vista ético e legal (Art. 4º, alínea “c”, do Código de Ética do Assistente Social).

Diante dessa pequenez e tentando por um fim nessa abjeta campanha do CFESS, a Associação Nacional dos Tutores de Ensino a Distância (ANATED), impetrou uma Ação Cautelar contra o Conselho, e conseguiu uma liminar para que fosse recolhido todo material da malfadada campanha denominada “Educação não é Fast Food - Diga não à graduação à distância em serviço social”.                  

Segundo consta da decisão do Juiz Federal, Doutor Haroldo Nader, parte do material tem caráter “altamente pejorativo” e expõe “os consumidores deste método ao ridículo”. Segundo o magistrado, a campanha trata os alunos de ensino à distância como “pessoas de pouca inteligência e discernimento” e induzem “os telespectadores de que o curso será ministrado de forma antiética”.

Não concordando com essa decisão o CFESS impetrou Recurso, e iniciou outra campanha sob o argumento de cerceamento à liberdade de expressão, esquecendo-se, no entanto, que esse princípio constitucional possui limites impostos pela própria Constituição. E foi por ultrapassar esses limites que o Juiz Federal concedeu tal liminar.

Aliás, sobre esse tema o Professor Alexandre de Moraes, nos ensina: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão, a informação e a livre divulgação dos fatos devem interpretadas em conjunto com a inviolabilidade à honra e à vida privada (CF, art. 5º, X), bem como a proteção à imagem (CF, art. 5º, XXVII,a), sob pena de responsabilização do agente divulgador por danos morais e materiais (CF, art. 5º, V, X). A proteção constitucional à informação é relativa....”  

Mas afora esses aspectos legais, ressaltamos que o Ensino à Distância, ao contrário daqueles que o criticam, tem apresentado uma avaliação satisfatória. Os primeiros resultados no Enade dos alunos que ingressaram em cursos superiores nessa modalidade de ensino, mostram que, na maioria das áreas, eles estão se saindo melhor do que os estudantes que fazem o mesmo curso, na modalidade presencial. Segundo Inep em sete das treze áreas onde essa comparação é possível, alunos da modalidade à distância se saíram melhores do que os demais.

Diante disso, e malgrado a execrável campanha deflagrada pelo CFESS contra o EaD, consignamos que estamos abertos para uma discussão, fraterna, livre de preconceitos e fundamentada sobre a qualidade do ensino público e privado no Brasil, inclusive, sobre a grade curricular dos cursos de Serviço Social à distância. O que não aceitamos e repudiamos de forma veemente, é essa campanha discriminatória e preconceituosa, que tem como foco menosprezar e ridicularizar os alunos e Tutores dos Cursos à Distância. Escrevo, em causa própria.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O JOAQUIM SILVÉRIO DOS REIS DOS GOVERNOS LULA E DILMA

"Só o inimigo não trai nunca" - Nelson Rodrigues



Recentemente foi publicado nesse espaço democrático, um texto de nossa autoria com o título: Será o Ministro um traíra? Naquela oportunidade apresentamos relato da ONG “Wikileaks”, noticiando que o Ministro da Defesa, Nelson Jobim teria confidenciado ao Embaixador Estadunidense, Clifford Sobel, que a política externa brasileira “tem forte inclinação antinorte-americana”. Revelou ainda ao Diplomata, quebrando a confiança do Presidente Lula, que o Presidente da Bolívia estava acometido de uma grave doença. Essas e outras informações renderam ao Ministro Jobim, regozijos do referido Diplomata, que confidenciou: “Nelson Jobim é “um dos mais confiáveis líderes do Brasil”.
                   
Encerrado o mandato do Presidente Lula, surpreendentemente, Nelson Jobim, um peemedebista com alma tucana, continuou no cargo de Ministro da Defesa, malgrado os vários pronunciamentos e atitudes suspeitas. Mas antes de completar oito meses do mandato da Presidenta Dilma, o Ministro Nelson Jobim, sem nenhum pudor, escancarou sua real posição de suspeito para um confesso traidor dos Governos a que serviu.

Toda essa trama de “trairagem” teve inicio de forma aberta, durante a festa dos 80 anos de FHC. Nessa oportunidade, Nelson Jobim, numa clara alusão aos Petistas e outros membros do Governo, citou uma frase de Nelson Rodrigues sobre os idiotas de um tempo, dizendo: “O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia”.              

Após esse acontecimento, o “nobre” Ministro Jobim, em uma lamentável entrevista ao jornal “Estadão”, disse a seguinte e gravíssima impropriedade: o fim do sigiloo deve criar polêmica em relação à ditadura de 1964-1985, pois, “não há documentos [sobre o governo militar]. Nós já levantamos e não têm. Os documentos já desapareceram, foram consumidos à época”.

Não se pode admitir que um Ministro da Defesa faça uma afirmação dessa natureza sem nenhuma explicação. Aliás, nesse sentido o jornalista Luiz Cláudio Cunha cobrou do Ministro os seguintes esclarecimentos:“...quem e como consumiu os documentos relevantes de uma fase decisiva de nossa História, triturada por delitos administrativos de meliantes fardados — e ainda anônimos — que cometeram crimes de lesa-pátria compatíveis com traidores e supremos idiotas”.

Depois desse fato, o sitio “Sul21” postou uma matéria noticiando que Associação Nacional de História (Anpuh) tomou conhecimento que o livro “História do Brasil: Império e República”, de Aldo Fernandes, instruir os alunos do Ensino Fundamental dos Colégios Militares que o golpe de 1964 foi uma revolução democrática e uma reação ao comunismo.

Indignado com essa versão do livro, a Anpuh oficiou o Ministério da Defesa solicitando explicações. Depois de um ano, o Porta-Voz do Ministério da Defesa respondeu afirmando que “o livro que traveste a ditadura de 64 em revolução democrática tem uma linha didático-pedagógica que atende adequadamente às necessidades do ensino da História”. Sem dúvida, uma resposta berrante, para não dizer comprometedora e com um forte viés de complacência com os anos de chumbo.

Mas se tudo isso não bastasse, e para fechar com chave de ouro sua conduta de traidor, o Ministro Jobim em mais uma desastrosa entrevista, afirmou que votou em Serra nas duas eleições em que o tucano fora candidato à Presidente.

Evidente, que o voto é livre. Contudo, exercendo cargo de confiança, Nelson Jobim jamais deveria ter revelado seu voto. Essa atitude só serviu para constranger a Presidenta Dilma, seu Partido o PMDB, e por ironia do destino, para comprovar o que todo mundo desconfiava: sua deslealdade aos governos a que serviu.

Aliás, nesse mesmo sentido o jornalista Pedro Estevam Serrano, com muita propriedade escreveu: “....Ora, quando Jobim declara que votou em Serra, o que ele está dizendo em alto e bom som é que avalia o programa oposicionista como sendo melhor. Há, portanto, um desalinhamento transparente entre o que queria o ministro e o que defendeu a Presidenta, com maioria do apoio da população votante. Esse ruído se torna ainda mais estridente se observarmos que, hoje, Serra se coloca no espectro político nacional como oposição sistemática e extrema ao governo Dilma”.

Portanto, e diante desses e de outros casos envolvendo o Ministro, não há dúvidas de que, mesmo tardiamente, a Presidenta Dilma agiu corretamente ao aceitar a exoneração de Nelson Jobim, que, diga-se de passagem, foi beneficiado pela complacência da Presidenta que lhe concedeu a chance de pedir exoneração do cargo, quando na verdade, merecia ser exonerado, afinal, trata-se de um “Joaquim Silvério dos Reis Jobim”.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

QUEM É MAIS CORRUPTO?

"Brasil: Esse estranho País de corruptos sem corruptores" - Luis Fernando Veríssimo


Estamos presenciando nesses últimos dias, mais um voraz ataque da grande mídia contra o Governo Federal. Agora a bola da vez são os casos de malversação dos recursos financeiros do Ministério dos Transportes.

Malgrado verdadeiras as denúncias, a maioria dessas matérias tentam induzir o incauto leitor a pensar que a corrupção que assola o Brasil veio com as sucessivas vitórias do PT no plano nacional, argumento instigador e categoricamente falso.        

                                          

Aliás, criticando essa postura midiática, o Governador Tarso Genro, escreveu: “Como sempre, as colunas prosseguem na desconstituição da política democrática, pela identificação desta com a corrupção. Tratam-na como uma propriedade muito brasileira omitindo, sempre, que o governo que mais combateu a corrupção no estado, seja através da Controladoria Geral da União, do Ministério da Justiça via Polícia Federal e do acionamento dos demais órgãos de controle, foi precisamente o governo Lula. Nos seus dois períodos, após a chamada crise do mensalão, nunca se atacou tanto os velhos esquemas de quadrilhas que assolavam e ainda assolam o estado brasileiro”. 


Mas, o que nos chama atenção nessa e em outras reportagens, é a voracidade e a distinção com que a imprensa cobre tais episódios, especialmente, os fatos envolvendo os Governos de Lula e Dilma. Um exemplo dessa conduta é o “JN no Ar”, criado para minar a eleição de Lula, e agora para mostrar as mazelas e jamais os reconhecidos avanços País. Nessa mesma linha raivosa o JN do dia 30/07/2011, fez um balanço, de forma distorcida, das obras do PAC. Resumidamente, as obras, segundo o Governo, apresentam a seguinte avaliação: 90% estão dentro do planejado e 10% apresenta problemas. Mas a Globo fez a matéria apenas sobre os 10%.

Outro recente e grave exemplo dessa partidarização midiática, veio à tona nos blogs alternativos nesse último dia 25. O blog “Brasil 247” postou uma matéria noticiando um grande escândalo na política brasileira, porém, tal noticia foi propositalmente, ignorada e não repercutida pela chamada imprensa investigativa.                               

Segundo consta no citado Blog, as campanhas à Presidência da República de José Serra e ao Governo de São Paulo de Geraldo Alckmin, em 2002, e de outros políticos, teriam sido beneficiadas pelo esquema do caixa 2 de Furnas, com R$ 19,0  milhões. Essa denúncia consta na “Declaração para Fins de Prova Judicial ou Extrajudicial”  que o ex-presidente de Furnas, Dimas Fabiano Toledo, assinou e registrou, em 06/11/2008, no 23º Ofício de Notas do Rio de Janeiro.  Afirma ainda, Dimas Fabiano, que o ex-secretário de Governo de Minas Gerais Danilo de Castro foi o recebedor, repassador e operador do esquema de desvios de recursos públicos, originados do caixa dois da Empresa Furnas Centrais Elétricas S/A. Os valores ultrapassaram a cifra de R$ 38,00 milhões, e Danilo de Castro repassou estes recursos não declarados para vários políticos do Estado de Minas Gerais, incluindo o ex-governador Aécio Neves da Cunha com o valor de aproximadamente R$ 7,0 milhões.

A não divulgação desses fatos é mais uma prova cabal do estilo partidarizado da imprensa brasileira que, sabidamente, está a serviço de um grupo político, que por anos, favoreceu o mercado oligopolizado da mídia com as benesses governamentais.

Evidentemente que não estamos aqui criticando a grande mídia pela divulgação das denúncias de corrupção no DENIT, ao contrário, todo caso de malversação de recurso público tem de ser fortemente combatido, inclusive, com o apoio dos meios de comunicação. O que cobramos são responsabilidade, isenção e coerência. Aliás, sugerimos que o combate à corrupção deva iniciar dentro das próprias empresas de comunicação, que notoriamente são contumazes sonegadoras do fisco nacional. “Veja” uma pequena relação dos caloteiros do INSS publicada no sitio http://epocaestadobrasil.wordpress.com/2011/04/01/lama-iss:Infoglobo(Organizações Globo) dívida de R$ 18,0 milhões, Editora Globo S.A.: R$ 2,0 milhões, Editora Abril (responsável pela publicação da “Veja” e outras revistas) R$ 1,2 milhões, Rádio/TV Bandeirantes: R$ 2,6milhões, Folha da Manhã S.A. (Folha de São Paulo): R$ 3, 8milhões, O Estado de São Paulo (Estadão): R$ 2,0 milhões.                                       

Diante de tudo isso, só nos resta perguntar: até quando a corrupção tomará conta do Brasil? Por que a imprensa não repercutiu esse escândalo envolvendo Furnas o PSDB
e o DEM (PFL)? Por que a idéia de qualquer regulação do setor, a exemplo de outros países democráticos, incomoda tanto a grande mídia brasileira? Os donos das empresas jornalísticas não sabem que ao sonegarem impostos estão sonegando o acesso do cidadão à saúde, educação, moradia, etc.? Será que a mídia nativa” goza de alguma credibilidade quando noticia casos de corrupção? Afinal, quem é mais corrupto: o setor público ou o privado?