sexta-feira, 4 de novembro de 2011
FORÇA COMPANHEIRO LULA...QUE DEUS LHE PROTEJA...!
"Aprendi que um homem só tem
o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se".
Gabriel
Garcia Marquez
Sabemos que as campanhas eleitorais são pautadas por variados embates:
são discussões sobre propostas políticas, denúncias sérias, factoides, e as
baixarias, como por exemplo, a lamentável campanha preconceituosa contra o
candidato Luiz Inácio Lula da Silva e a sórdida tentativa de ligar a candidata
Dilma Rousseff ao Projeto de legalização do aborto.
Mesmo que não concordemos com as discussões de baixo nível, não há como
negar que as mesmas se tornaram regras nesse período. Contudo, passadas às
eleições, essas acusações meramente pessoais e discriminatórias não deveriam
fazer parte da pauta política do País, todavia, não é isso que presenciamos.
No
dia 29 de novembro, por exemplo, certamente mais de noventa por cento da
população brasileira, foi abalada com a notícia do câncer que acomete o Estadista
Lula.
Evidentemente,
que toda essa parcela da sociedade stá manifestando
solidariedade ao Presidente. Mas por outro lado, há outras pessoas, inclusive
públicas, satirizando e regozijando com o drama vivido por Lula. São declarações
maldosas e carregadas de preconceitos, ironias e ressentimentos. Não vamos
citá-las aqui, para não criarmos palco para os desprezíveis autores, como por
exemplo, os jornalistas da “Veja” Reinaldo Azevedo e Augusto
Nunes, a atriz Luana Piovai, e o Presidente da Juventude do PSDB de Santo André. Ademais, todas as
desumanas declarações estão à disposição na internet para quem tiver estômago
para digeri-las.
Essas nefastas manifestações
vão desde as irônicas opiniões de que Lula deveria se tratar no SUS, até as
informações aparentemente científicas, mas que na verdade não passam de
sarcásticas notícias sobre as causas da doença do Presidente. E aqui - mesmo
diante dessa tragédia pessoal - a “mídia nativa” não abre mão do seu obstinado
objetivo de tentar desqualificar a imagem do Presidente Lula. Para tanto,
procura ligar a sua enfermidade ao vício do cigarro e da bebida alcoólica, ou
seja, tenta-se, subliminarmente, passar uma mensagem de que Lula levava uma
vida totalmente desregrada.
Com
relação às irônicas opiniões de que o Lula deveria se tratar no SUS, é bom
lembrar que somente com o pró-labore que ele recebe com suas palestras mundo
afora, é mais do que suficiente para cobrir todas as despesas do seu tratamento
em um Hospital
particular. Mas afora a frieza dos valores, destacamos um fragmento de um texto
da jornalista Maria Inês Nassif, que com precisão rebate esses raivosos
fascistas. Diz a jornalista: “A obsessão da
elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a
compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais
dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo. Constrange quem tem um
mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos
adversários políticos de Lula, para que ele se trate no SUS, é de um mau
gosto atroz. A jornalista [Lúcia Hipólito] que o culpou, no ar, pelo câncer que
o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance
de ficar calada”.
Já
a respeito do câncer de Lula, é uma percepção obtusa creditar as causas da
doença apenas ao tabagismo e o álcool. A literatura médica nos mostra que
outros fatores, inclusive
hereditários, podem desencadear esse processo de perda do controle da divisão das células Aliás, nesse sentido o judicioso jornalista Mauro Santayana fez uma
balizada análise, dizendo que “...no caso dos homens públicos, as pressões do
dia-a-dia e as noites indormidas, nas duras exigências da política, costumam
ser fatais. Essas pressões, quando as saídas se estreitam, podem levar muitos
ao suicídio.....Em outros casos, normalmente, essas tensões são indutoras
de enfermidades graves. Em nossa contemporaneidade assistimos ao fim de
Teotônio Vilela, Mário Covas, Quércia, José Alencar e Itamar Franco, todos
atingidos pelo câncer”. E recentemente, vimos os Presidentes Hugo Chávez, Fernando Lugo, e a própria
Presidenta Dilma, passarem por esse sofrimento.
Portanto,
não podemos aceitar essas impiedosas e irônicas manifestações contra o
Presidente Lula. Nesse momento, é imperioso a solidariedade, ou no mínimo, uma
trégua por parte dos adversários do Presidente. Aliás, nesse diapasão o
jornalista Luis Nassif, escreveu: “...É chocante a maneira como
algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais
selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as
armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por
aqui, não: é selvageria em
estado puro”.
Assim,
e frente a todo esse conflito, só nos resta repudiar, de maneira veemente,
esses maldosos comentários, e dizer ao Presidente Lula que o povo brasileiro
está em oração para o seu pronto e rápido restabelecimento. Força companheiro
Lula...Que Deus lhe proteja!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
QUEM SERÁ QUE CAIU DO GALHO?
“Enquanto a cor da
pela for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra” Bob Marley
Segundo a precisa
definição do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, “discriminar é excluir, é negar
cidadania e a própria democracia. Não se trata de eliminar as diferenças, mas
de se obter a igualdade, identificando as origens da desigualdade, para que a
primeira possa ser garantida a todos”.
Nesse mesmo diapasão
o nosso sistema constitucional repudia a discriminação, para tanto, deixa
consagrado que a República Federativa do Brasil tem como objetivo a promoção do
bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação. E fortalecendo essa premissa estabelece que a
prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. .
Mas malgrado esses
dispositivos, o que observamos é que certos setores da sociedade têm
dificuldades em aceitar esses comandos constitucionais, e reiteradamente vêm
enfrentando-os protegidos pela capa da impunidade.
Por mais paradoxal
que pareça, um exemplo dessa abjeta conduta vem de parte da “mídia nativa”, que
vez por outra, nos brinda, direta ou indiretamente, com comentários ou matérias
preconceituosas e racistas. E os exemplos não são poucos.
Referindo-se a uma
ação que tramita no STF contra a Política de Cotas e o ProUni, Diogo Mainardi,
articulista da revista “Veja”, escreveu: “...É uma chance para acabar de
vez com o quilombolismo retardatário que se entrincheirou no matagal ideológico
das universidades brasileiras”...O Brasil se refugiou no passado. O Brasil é o
quilombo do mundo. Quilombo, segundo o dicionário Aurélio, é estado de tipo
africano formado, nos sertões brasileiros, por escravos fugidos”.
Outro jornalista do
mesmo semanário, Reinaldo Azevedo, nessa mesma linha preconceituosa escreveu:
“Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos
uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para
enfrentá-los?”
Um caso também
bastante emblemático ocorreu em 2009 na TV Bandeirantes. Durante a chamada do
Telejornal da BAND apareceram dois “Garis” desejando “Feliz Ano Novo” para o
povo brasileiro. Logo após o aparecimento de suas imagens, com o áudio dos
apresentadores ainda ligado, o jornalista e âncora do jornal da BAND, Borys
Casoy, de maneira preconceituosa, comentou: “Que merda... Dois lixeiros
desejando felicidades... do alto de suas vassouras... Dois lixeiros... o mais
baixo da escala do trabalho”.
Por
fim, apresentamos o mais recente exemplo de preconceito na mídia. Dessa vez
ficou a cargo do hidrófobo jornalista Arnaldo Jabor, que ao falar do
envolvimento do Ministério dos Esportes com desvio de recursos públicos fez o
seguinte e execrável comentário na rádio CBN: “finalmente, Orlando Silva cai do
galho”. Essa infeliz colocação nos remete ao ditado popular que diz: “cada
macaco no seu galho”, e como o ex-ministro é negro, é forçoso concluir, que
longe de um ato falho, esse comentário beira ao nefasto crime de racismo. Não
contente, e continuando com o seu surto preconceituoso, o jornalista atacou o
saudoso Presidente do PCdoB, João Amazonas, classificando-o como um “delirante maoísta”.
Nessa mesma linha, Jabor destilou seu veneno contra a UNE, dizendo que a
entidade” é um antro de oportunistas, chapa branca, obedecendo ordens partidárias
e ajudando direta ou indiretamente nas malandragens, sempre desviando, ou
melhor, desapropriando dinheiro...”
Evidente,
que a fala de Arnaldo Jabor ganhou uma grande repercussão nas redes sociais com
inúmeras e duras críticas. O Presidente da Ubes, Yann Evanovick, por exemplo,
assim se manifestou: “Jabor no Brasil de hoje representa o que tem de pior na
sociedade. Isso é para os que acreditam que no Brasil não tem mais racismo” Por
sua vez, a Ministra-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência,
Maria do Rosário, também criticou dizendo: “quero repudiar veementemente a
declaração racista do Arnaldo Jabor sobre o ex-ministro Orlando Silva. Isso é
inaceitável!”
Frente a tudo isso,
só nos resta repudiar esses comportamentos preconceituosos. Quanto ao
jornalista Arnaldo Jabor, buscamos um fragmento de um texto do brilhante Mestre
Emir Sader que define com precisão o caráter de pessoas como esse jornalista.
Diz o Professor: Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda
salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu
sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Viraram pobres diabos, que vagam
pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes
emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora
superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de
jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de
ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo
de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um
espetáculo moral deprimente. Com a palavra o Ministério Público e a ABERT!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A “PSEUDO-CASTIDADE QUE ENCOBRIA O JUDICIÁRIO”
"Tolerar a
injustiça é relativamente aceitável, condenável é a intolerância da Justiça"
É cediço que a
fiscalização dos Poderes constituídos é de fundamental importância para o
processo democrático.
Nesse
diapasão sabemos que os Poderes Executivos são fiscalizados pelos Poderes Legislativos,
pelos Tribunais de Contas, pela Controladoria Geral da União, pelo Ministério
Público e, por fim, pelo voto popular. A mesma fiscalização recai sobre o Poder
Legislativo. Já com relação ao Poder Judiciário, a fiscalização dos atos
administrativos e os desvios de condutas de Juízes, são efetuados pelas
Corregedorias dos Tribunais de Justiça, ou seja, pelos próprios pares.
Contudo,
com a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pela Emenda Constitucional
nº 45/2004, essa tarefa passou também para incumbência desse órgão. Aliás, o
artigo 103-B, da Carta Magna, prevê a competência do Conselho Nacional de
Justiça.
Comentando
a importância desse Conselho o Presidente do STF, Ministro Cezar Peluso,
asseverou:“...sem profanar os limites constitucionais da independência do
Judiciário, agiu dentro de sua competência reformadora o poder constituinte
derivado, ao outorgar ao Conselho Nacional de Justiça o proeminente papel de
fiscal das atividades administrativa e financeira daquele Poder. A bem da
verdade, mais que encargo de controle, o Conselho recebeu aí uma alta função
política de aprimoramento do auto-governo do Judiciário, cujas estruturas
burocráticas dispersas inviabilizam o esboço de uma estratégia
político-institucional de âmbito nacional...”
Diante
dessas sabias palavras do insigne e culto Presidente Peluso, o incauto leitor fica
com a certeza de que o Ministro é um dos grandes defensores do CNJ, e que, sem
dúvidas, trata-se de um homem sensato e portador de um elevado conhecimento
jurídico. Contudo, o que temos observado nesses últimos meses é um misterioso
atrofiamento da brilhante inteligência e do Ministro Cezar Peluso.
Primeiro,
o ilustre Ministro do CNJ, disse que iria propor à Presidenta Dilma um controle
prévio de constitucionalidade para os Projetos aprovados pelo Congresso
Nacional. Trocando em miúdos, após aprovado o Projeto de Lei, o Poder
Executivo, antes de sancioná-lo, consultaria o STF sobre sua
constitucionalidade. Essa desditosa proposta causou uma grande reação do
meio jurídico e político, tanto, que ela foi definitivamente abandonada pelo
seu autor.
Acalmados
os ânimos e esquecida essa esdrúxula proposta, volta à cena nesse mês de
setembro o próprio Presidente do STF, mas dessa vez, fazendo coro com a
“Associação dos Magistrados Brasileiros” (AMB) que ingressou com uma ação junto
ao STF questionando a constitucionalidade da Resolução do CNJ que fixou os
procedimentos para punir juízes.
Comentando
essa atribuição do CNJ, e tomado mais uma vez por essa misteriosa insensatez, o
Ministro Peluso, afirmou em entrevista, que o “CNJ pode investigar juízes, mas
deve priorizar as corregedorias locais, nos Estados...Uma das razões da criação
do CNJ foi a ineficiência ou a inoperância das corregedorias locais. Para
remediar esse mal [o CNJ] deve apurar a responsabilidade das corregedorias. Se
o CNJ quiser manter seu foco nos juízes, será estrangulado por uma avalanche de
ações e as corregedorias vão sucumbir ao princípio da tolerância e da
negligência".
Frente
a esse entendimento, que possui outros signatários, e somado à ação proposta
pela AMB, somos forçados a concluir que, realmente, está em curso uma articulada
ação objetivando esvaziar o poder do CNJ de fiscalizar e punir Juízes. E
logrando êxito essa articulação, essa competência ficará a cargo, somente, das
Corregedorias dos Tribunais, e como essas tem grandes dificuldades para punir
magistrados, conforme relatório produzido pelo Conselho, o que assistiremos é
um lamentável paradoxo: a própria Justiça favorecendo a impunidade por debaixo
da toga do corporativismo.
Aliás,
comentando essa tentativa de esvaziamento do CNJ, a judiciosa Corregedora
Nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmon, disse que a
tentativa de redução dos poderes do CNJ seria o primeiro caminho
para a impunidade no Poder Judiciário, “que hoje está com gravíssimos
problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”.
Para alguns a declaração da corajosa Corregedora foi extremamente forte, mas para maioria, a Ministra Calmom desnudou, com dureza e sinceridade, um dos crônicos problemas que envolve o Poder Judiciário, ou, como bem afirma Paulo Henrique Amorim “...mostrou a gravidade do problema da corrupção e da tentativa de acobertá-la, no ambiente fechado do próprio Judiciário. Esse caso tirou, involuntariamente, o véu da pseudo-castidade que encobria o Judiciário”.
sábado, 8 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
SOLIDARIEDADE AOS PROFESSORES MINEIROS
“Ser Professor é no mínimo uma obrigação política. Não podemos aceitar uma população de excluídos da educação e cultura. Nossa profissão só tem sentido se despertar a consciência social por meio do conhecimento e promover o exercício da razão como forma de libertação”. Marilena Chaui,
A arte de ensinar teve início no Brasil em 1549 com a “Escola Tradicional” instalada pelos Padres da Companhia de Jesus. Essa Escola perdurou por, aproximadamente, 383 anos. No Governo de Getúlio Vargas deu-se inicio a “Escola Nova”, onde o Professor deixou de ser mero transmissor e passou a ser o facilitador de aprendizagem.
Hoje vivemos um novo momento. O Professor, além da sua responsabilidade com a parte cognitiva, necessita ser mais participativo e engajado politicamente na construção de uma Educação de qualidade e verdadeiramente democrática.
Nessa linha da consciência Política, e procurando contribuir para a melhoria da qualidade do ensino público, temos observado a incansável e histórica luta dos Professores por melhores condições salariais e de trabalho.
Em Minas Gerais, por exemplo, mesmo com a vergonhosa omissão da “mídia nativa”, acompanhamos pelos blog’s e sítios a luta dos Educadores mineiros para que o Governo de Minas cumpra a Lei nº 11.738/08, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica (PSNM).
Sabemos que essa lei é o resultado de uma antiga reivindicação dos trabalhadores em Educação que conseguiram sensibilizar o Presidente Lula que reconheceu as péssimas condições salariais da classe, e soube entender a importância da Educação como mola percussora para o desenvolvimento de uma Nação, e o crucial papel dos Educadores nessa construção.
A fixação do PSNM é realizada anualmente pelo Governo Federa,, conforme o incremento do custo anual por aluno previsto no FUNDEB. Esse Piso, não obstante minimizar o vergonhoso salário dos Professores Brasil afora, serve também como parâmetro. Hoje o Piso Nacional está fixado em R$ 1.187,00. Em Minas Gerais um Professor com Pós-graduação que leciona no Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), por exemplo, tem seu Piso fixado em R$ 671,66, ou seja, uma vergonhosa diferença de 76,72%.
Mas, por mais paradoxal que nos pareça, os Governadores, como é o caso de Minas, ainda não entenderam a importância desse Piso para o processo educacional. No campo legal, não há duvidas de que o não cumprimento da Lei pelos Governadores, pode caracterizar crime de responsabilidade, pois, há um flagrante desrespeito ao princípio da legalidade esculpido no artigo 37 da Carta Magna.
Contudo, mesmo diante dessa resistência dos Governadores na aplicação da Lei, o que assistimos é uma “curiosa” tolerância por parte do Ministério Público de alguns Estados. E Minas não é exceção. Aqui, diferentemente da ação firme e às vezes excessiva dos Promotores de Justiça na fiscalização dos Prefeitos, o judicioso Procurador-Geral de Justiça parece que não tem agido com a mesma prontidão de seus pares em relação ao Chefe do Poder Executivo Mineiro. O que temos assistido é um obsequioso silêncio do Chefe do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.
Aliás, nesse sentido o Movimento “Minas sem Censura” em Nota datada de 20/09/2011, assim se manifestou:”...A mais recente demonstração dessa truculência [referindo-se ao Governo de Minas] pode ser sintetizada em três eventos: a ação governista na mídia, o uso do Ministério Público Estadual e da Justiça para atacar os servidores... Continuando, o movimento cobrou, “que o Ministério Público Estadual retome suas prerrogativas constitucionais e aja para que o governo do Estado cumpra a Lei do Piso, e que o poder executivo estadual assuma sua responsabilidade de governo, para o qual foi eleito...”.
Assim,
e mesmo com o fim da greve dos Professores mineiros e a reabertura das
negociações, o que não significa absolutamente nada com relação às reivindicações
dos Educadores, fica aqui registrado nosso veemente repúdio ao Governador do Estado
de Minas Gerais, e à esperança de que o Ministério Público cumpra, fielmente,
suas atribuições constitucionais, caso o Governador negue o cumprimento à Lei nº 11.738/08, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional para
Magistério Público.
Aos Professores, hipotecamos nossa total solidariedade nessa legítima e justa
reivindicação.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
JORNALISMO DECLARATÓRIO OU INVESTIGATIVO..?
"A sociedade é maior que o mercado. Oleitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público " Aberto Dinis
Há tempos venho denunciando neste espaço, o comportamento
aético, partidário e o “jornalismo esgoto” praticado pela grande mídia do
Brasil, especialmente, durante os últimos nove anos.
Nesse
período, o brasileiro assistiu, leu e ouviu várias denuncias na “mídia nativa”
sobre uma série de casos de corrupção no meio político. Contudo, a imprensa
nunca se preocupou em acompanhar os desfechos dos casos, e tampouco, em apurar
os fatos de maneira profunda e com fontes fidedignas, como bem aconselha o
jornalismo investigativo. Ao contrário, as matérias são quase sempre opinativas
ou baseadas em meras declarações.
Aliás,
com relação a esse comportamento da mídia, o insuspeito jornalista da Rede
Globo, Caco Barcellos, em brilhante palestra no Seminário promovido pela Escola
de Magistratura da Justiça Federal da Terceira Região, disse: “há uma diferença
essencial entre o jornalismo investigativo e o jornalismo declaratório. O
investigativo é o do repórter ativo, com luz própria, que investiga antes de a
informação se tornar pública. Que ouve os envolvidos e, a partir
das declarações, começa a investigar, confrontar a declaração com os fatos que
apurou. Declaratório é o jornalismo praticado na maioria das redações
brasileiras. Basta uma fonte da área publica ou privada e isso, por si só, se
torna uma notícia”. (fonte: conversaafiada.com.br).
Nesse
contexto citamos três emblemáticos casos que ilustram bem essa conduta
midiática: o mensalão, a entrevista do empresário Rubnei Quícoli ao
Jornal Nacional, e por fim, a matéria da revista “Veja” noticiando fatos graves
envolvendo o ex-Ministro José Dirceu.
Com
relação ao mensalão, o caso ganhou um novo ingrediente. Segundo consta no sitio
Viomundo, o ex-deputado Roberto Jefferson, autor da denúncia sobre o mensalão, mas réu no
Processo, afirmou em sua defesa junto ao STF que não houve o mensalão. “Foi só
pura retórica, modo de dizer”. Frente a tal declaração, não há dúvidas de que a
denúncia sobre a existência do “mensalão” cai por terra, até mesmo porque, não
há uma única prova nos autos dessa modalidade de corrupção, restando assim, o
crime eleitoral tipificado como “caixa dois”.
A
respeito da denúncia do empresário Rubnei Quícoli, em pleno Jornal
Nacional, antes das eleições 2010, denunciando um suposto
esquema de tráfico de influência na Casa Civil, também, foi por água abaixo. O
empresário, reconhecendo que mentiu, pediu desculpas ao PT nos processos em que
o Partido move contra ele. Aliás, pela gravidade da acusação e os prejuízos que
o Partido teve com a repercussão da entrevista, fica evidente que um simples
pedido de desculpa não encerra o caso. O PT tem de ser indenizado por danos
morais, e lutar, nos moldes do saudoso Leonel Brizola, por um direito de
resposta no Jornal Nacional.
Por
derradeiro, temos a reportagem da revista “Veja” que noticiou que o “ex-Ministro José Dirceu mantém
um gabinete num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e
conspira contra o Governo da Presidente Dilma”.
Para
montar essa reportagem a revista “Veja” chegou ao limite da sujeira
jornalística. O Jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro tentou, por duas vezes,
invadir o apartamento de José Dirceu no Hotel “Naoum”. Esse fato foi denunciado
pelo Gerente do Hotel e pelo ex-ministro junto à Delegacia de Polícia Civil de
Brasília. Nas investigações preliminares, o Delegado Dr. Laércio Rosseto, já
confirmou que
realmente o jornalista tentou violar o apartamento de José Dirceu, e isso
ocorrera, possivelmente, para tentar subtrair documentos para subsidiar a
reportagem.
Frente
a essa declaração do Delegado, não há dúvidas de que estamos diante de um dos
casos mais sórdidas do
jornalismo brasileiro, inclusive, se assemelhando muito ao histórico escândalo
envolvendo o tablóide britânico “News of the World”, que praticava escutas
telefônicas ilegais com objetivos políticos.
Diante
de tudo isso, e da covarde e premeditada omissão da mídia sobre os desenrolar
desses casos, perguntamos: por que a imprensa não publicou nada sobre a
negativa de Roberto Jefferson no Processo do Mensalão? Por que o Jornal
Nacional não noticiou o pedido de desculpa ao PT, pelo empresário mentiroso,
Rubnei Quícol? E finalmente, por que a mídia hegemônica não publicou nada sobre
esse sórdido caso envolvendo a revista “Veja”? As respostas são simples: os
desfechos desses casos desacreditam a mídia, e podem desnudar por completo, o
jornalismo esgoto e partidário praticado pela grande mídia nacional... Ley de
Médios urgente!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
ALGOZ E VITIMA DO 11 DE SETEMBRO
"O melhor meio de os
EUA combaterem o terrorismo é deixarem de ser um dos principais terroristas do
mundo". Noam Chomsky
Não temos dúvidas de que o ataque sofrido pelos EUA
no dia 11 de setembro, foi uma grande barbárie que marcou aquele País. Porém,
não é menos verdade que foi uma tragédia anunciada, ou uma reposta à política
externa e o terrorismo de Estado que o governo norte-americano espalhou e
espalha mundo afora.
Está claro também, que as razões
propaladas pelos EUA para justificar suas investidas em todos os cantos do
mundo, não são motivadas pelo espírito pacificador e de defensores da
democracia, ao contrário, suas ações visam tão somente, defender os seus
interesses por meio da força e da espoliação de países e regiões cuja riqueza
natural ou estratégica possam lhe trazer algum benefício financeiro ou
político.
Outra
conhecida razão para as nefastas ações dos EUA são as guerras que objetivam
alcançar altos lucros financeiros. A guerra do Iraque, por exemplo, conhecida
como a batalha mais privatizada de toda história, movimentou bilhões de dólares
entre as empresas dos EUA. Contudo, há que se ressaltar que todo esse fabuloso
lucro teve um custo imensurável para o seu povo: as milhares de vidas que foram
perdidas nessa luta. Só para se ter uma idéia, somente com a reconstrução do
Iraque, mais de 4.500 soldados estadunidenses morreram, ou seja, o dobro de
vítimas do “11 de setembro” nos EUA.
Aliás, comentando
essa ambição do imperialismo norte-americano e a imediata reação dos povos, a
jornalista Cecília Toledo escreveu: “O maior significado do 11 de setembro não
reside em ter sido o estopim de uma guerra contra o terrorismo, mas sim uma
demonstração de até que ponto o imperialismo pode chegar na sua ânsia de
controlar partes cada vez maiores do mundo. Essa política colonizadora
enfrentava resistências cada vez maiores das massas dos países oprimidos,
obrigadas a viver num processo crescente de miséria e opressão, assistindo
impassíveis à espoliação desenfreada de suas riquezas. E isso impulsionou os
movimentos nacionalistas e fundamentalistas, entre eles o Talibã, acirrando o
ódio das massas contra o imperialismo”.
Mas não podemos nos esquecer que toda
essa história do atentando de “11 de setembro”, guarda também, uma dicotomia
que coloca o EUA como algoz e vítima. Foi exatamente no dia 11 de setembro de
1973, que ocorreu um dos mais terríveis golpes de Estado da América Latina, e
que teve como principal articulador e algoz, os EUA. Essa subversão militar
aconteceu no Chile e teve como conseqüência uma das maiores atrocidades que
aquele povo já enfrentou. Logo após o golpe, o General Pinochet depôs o
Presidente Socialista, Salvador Allende. Em seguida iniciou um genocídio e uma
brutal covardia contra o povo Chileno. Mais de 28 mil cidadãos foram
barbaramente torturados, 2.300 pessoas executadas, 1.250 Chilenos
desaparecidos, e mais de 200 mil exilados. E tudo isso aconteceu na mesma data:
11 de setembro, porém, mesmo com as grandes manifestações do povo Chileno, a
mídia teima em esconder esse terrível “11 de setembro”.
Somada
a essa barbárie do Chile, há que se recordar também, outras atrocidades
cometidas pelos EUA, mas que por motivos óbvios, não são rotuladas pela mídia
como atos terroristas. Assim, perguntamos: será que não foi terrorismo a guerra
do Vietnã com a utilização de armas químicas (agente laranja)? E a bomba
atômica lançada sobre Nagasaki e Hiroshima? Será que não caracteriza terrorismo
esse desmedido e cruel embargo econômico a Cuba? E o assassinato de Osama Bin
Laden, que se encontrava desarmado e já rendido, não foi um ato de terrorismo?
Claro que todas essas ações são atos de terrorismo de Estado, e o pior: com a complacência
das grandes potências, inclusive, com a devida bênção da desacreditada e omissa
ONU.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
VEJA A QUE PONTO CHEGOU A “VEJA”
"A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público". - Aberto Dinis
Há tempos venho escrevendo nesse democrático espaço do jornal “Correio do Papagaio”, textos analisando a conjuntura política nacional e denunciando o comportamento aético e partidário da grande mídia, especialmente, depois das vitórias eleitorais do Presidente Lula.
Um dos veículos de comunicação que mais representa esse tipo de “jornalismo esgoto”, sem dúvidas, é a revista “Veja”. Por inúmeras vezes citamos aqui exemplos do seu comportamento preconceituoso, mesquinho e de servilismo aos grupos e Partidos Políticos conservadores do País.
Nessa última semana de agosto, a revista “Veja” fazendo valer essa sua vil característica, ultrapassou todos os limites éticos, morais e legais para tentar, por mais uma vez, criar um ambiente golpista no País, ou ao menos, desestabilizar o Governo da Presidenta Dilma e atingir Políticos de sua base, em especial, do Partido dos Trabalhadores.
Nessa última semana de agosto, a revista “Veja” fazendo valer essa sua vil característica, ultrapassou todos os limites éticos, morais e legais para tentar, por mais uma vez, criar um ambiente golpista no País, ou ao menos, desestabilizar o Governo da Presidenta Dilma e atingir Políticos de sua base, em especial, do Partido dos Trabalhadores.
A revista “Veja”, nessa última edição trás em sua capa a foto do ex-ministro José Dirceu com a seguinte manchete: “O Poderoso Chefão”. Na reportagem que na verdade não tem nada de informativo, é puramente opinativo, o “nobre” jornalista, insinua, em resumo, que o “ex-Ministro José Dirceu mantém um gabinete num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o Governo da Presidente Dilma”.
Essa matéria não seria nenhuma novidade se não fosse os métodos sujos e, em tese, ilegais utilizados pelo jornalista para conseguir escrever e ilustrar essa imunda reportagem.
Antes mesmo da publicação da citada reportagem, o ex-ministro José Dirceu registrou na Polícia Civil de Brasília, um Boletim de Ocorrência denunciando que o seu apartamento no Hotel “Naoum”, em Brasília, sofrera uma tentativa de invasão por parte do jornalista da revista “Veja”, Gustavo Nogueira Ribeiro. No BO o preposto do referido Hotel afirmara que o senhor Gustavo Nogueira Ribeiro fazendo-se passar por hospede do Hotel tentou entrar nos apartamentos ocupados pelo senhor José Dirceu de Oliveira e Silva. Para tanto, tentou iludir a camareira Jôse Maia Medeiros com o argumento de que perdera sua chave de acesso. Não logrando êxito, o jornalista voltou e tentou, por mais uma vez, invadir o apartamento, identificando-se como representante da Prefeitura de Varginha e alegando ter documentos importantes para entregar a José Dirceu.
Se não bastasse esse execrável fato, um outro mais grave veio à tona com as informações repassadas pelo Gerente-Geral do Hotel, senhor Rogério Tonatto. Segundo o Gerente, as fotos que ilustram a matéria da revista “Veja” não vieram das imagens capturadas pelas câmaras internas do hotel.
Se não bastasse esse execrável fato, um outro mais grave veio à tona com as informações repassadas pelo Gerente-Geral do Hotel, senhor Rogério Tonatto. Segundo o Gerente, as fotos que ilustram a matéria da revista “Veja” não vieram das imagens capturadas pelas câmaras internas do hotel.
Essa informação se verdadeira, é extremamente grave e nos leva a concluir que o jornalista teria instalado uma “câmara espiã” no corredor onde está localizado o apartamento alugado por José Dirceu, o que se confirmado, pode, inclusive, caracterizar crime.
Esse caso da revista “Veja”, se assemelha muito ao histórico escândalo envolvendo o jornal britânico “News of the World”, que praticava escutas telefônicas ilegais com objetivos políticos. Contudo, esses dois episódios possuem uma “sutil” diferença: lá todos os jornais publicaram esse sórdido escândalo e o periódico foi fechado e os responsáveis punidos; aqui no Brasil, esse suposto crime praticado pela “Veja” está sendo, premeditadamente, escondido pela “mídia nativa”, que possivelmente, já praticou atos semelhantes, e por isso tem o “rabo” preso.
Esse caso da revista “Veja”, se assemelha muito ao histórico escândalo envolvendo o jornal britânico “News of the World”, que praticava escutas telefônicas ilegais com objetivos políticos. Contudo, esses dois episódios possuem uma “sutil” diferença: lá todos os jornais publicaram esse sórdido escândalo e o periódico foi fechado e os responsáveis punidos; aqui no Brasil, esse suposto crime praticado pela “Veja” está sendo, premeditadamente, escondido pela “mídia nativa”, que possivelmente, já praticou atos semelhantes, e por isso tem o “rabo” preso.
Frente a tudo isso, e se comprovado esse “crime”, não há dúvidas de que estamos diante de um gravíssimo escândalo onde os envolvidos têm de ser firmemente punidos.
Por outro lado, esse episódio é a oportunidade para que a Presidenta Dilma, apresente para o Congresso Nacional, mesmo que tardiamente, o Projeto de Lei do marco regulatório dos meios de comunicação. Somente assim, se poderá impedir estas fraudes, infâmias, aleivosias e as conhecidas manipulações que, reiteradamente, presenciamos na imprensa brasileira. Realmente é um episódio vergonhoso!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
EM CAUSA PRÓPRIA
"A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito".
Estamos
presenciando nesses últimos meses uma série de ataques e propagandas discriminatórios
contra a modalidade de “Ensino a Distância (EaD)”. O franco atirador desta vez
é o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). O slogan da campanha patrocinada pelo “egrégio”
Conselho é: “Educação não é Fast Food - Diga não à graduação à distância
em serviço social”.
Primeiro, temos que ressaltar que o “EaD” não é uma invenção brasileira. Essa modalidade de ensino, mesmo numa forma empírica, já se apresentava na Grécia Antiga. Em Países da Europa como Suécia, Alemanha e Inglaterra o “EaD” data de 1870, assim como nos EUA e em outras Nações. No Brasil, as primeiras experiências do ensino à distância datam de 1937, mas as bases legais vieram com a sanção da Lei nº. 9.394/96.
Segundo estudiosos, o EaD pode ser divido em três gerações: a primeira, com o ensino por correspondência; a segunda com a Teleducação/Telecursos, e a terceira geração com os ambientes interativos.
Evidente
que essa modalidade de ensino, em especial nessa terceira geração, ganhou maior
destaque e visibilidade no Brasil pela força da internet, por isso, essa maior atenção
e desconfiança por parte de algumas entidades, como CFESS. Certo também,
que algumas Faculdades apresentam problemas curriculares e didático/pedagógicos
nos seus cursos à distância, isso é fato e necessita ser corrigido. O que não
se deve é generalizar, como quer o CFESS.
Não
é nossa pretensão aqui, questionar o direito do CFESS de criticar, opinar e
debater com a sociedade a questão do Ensino a Distância, ao contrário,
entendemos imprescindível à participação dessa e de outras entidades nessa
discussão. O que não aceitamos é a forma preconceituosa e discriminatória da
campanha patrocinada por esse Conselho, que chegou ao absurdo de recomendar aos
seus “profissionais” a não aceitarem estagiários de cursos na modalidade à
distância, fato que, se verdadeiro, é totalmente recriminável e lamentável do
ponto de vista ético e legal (Art. 4º, alínea “c”, do Código de Ética do
Assistente Social).
Diante dessa pequenez e tentando por um fim nessa abjeta campanha do
CFESS, a Associação Nacional dos Tutores de Ensino a Distância (ANATED), impetrou uma Ação
Cautelar contra o Conselho, e conseguiu uma liminar para que fosse recolhido
todo material da malfadada campanha denominada “Educação não é Fast
Food - Diga não à graduação à distância em serviço social”.
Segundo
consta da decisão do Juiz Federal, Doutor Haroldo Nader, parte do material tem caráter “altamente
pejorativo” e expõe “os consumidores deste método ao ridículo”. Segundo o
magistrado, a campanha trata os alunos de ensino à distância como “pessoas de
pouca inteligência e discernimento” e induzem “os telespectadores de que o
curso será ministrado de forma antiética”.
Não
concordando com essa decisão o CFESS impetrou Recurso, e iniciou outra campanha
sob o argumento de cerceamento à liberdade de expressão, esquecendo-se, no
entanto, que esse princípio constitucional possui limites impostos pela própria
Constituição. E foi por ultrapassar esses limites que o Juiz Federal concedeu
tal liminar.
Aliás,
sobre esse tema o Professor Alexandre de Moraes, nos ensina: “A manifestação do
pensamento, a criação, a expressão, a informação e a livre divulgação dos fatos
devem interpretadas em conjunto com a inviolabilidade à honra e à vida privada
(CF, art. 5º, X), bem como a proteção à imagem (CF, art. 5º, XXVII,a), sob pena
de responsabilização do agente divulgador por danos morais e materiais (CF,
art. 5º, V, X). A proteção constitucional à informação é relativa....”
Mas
afora esses aspectos legais, ressaltamos que o Ensino à Distância, ao contrário
daqueles que o criticam, tem apresentado uma avaliação satisfatória. Os primeiros resultados no Enade dos alunos que ingressaram em cursos
superiores nessa modalidade de ensino, mostram que, na maioria das áreas, eles
estão se saindo melhor do que os estudantes que fazem o mesmo curso, na
modalidade presencial. Segundo Inep em sete das treze áreas onde essa
comparação é possível, alunos da modalidade à distância se saíram melhores do
que os demais.
Diante
disso, e malgrado a execrável campanha deflagrada pelo CFESS contra o EaD, consignamos que estamos abertos
para uma discussão, fraterna, livre de preconceitos e fundamentada sobre a
qualidade do ensino público e privado no Brasil, inclusive, sobre a grade
curricular dos cursos de Serviço Social à distância. O que não aceitamos e
repudiamos de forma veemente, é essa campanha discriminatória e preconceituosa,
que tem como foco menosprezar e ridicularizar os alunos e Tutores dos Cursos à
Distância. Escrevo, em causa própria.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O JOAQUIM SILVÉRIO DOS REIS DOS GOVERNOS LULA E DILMA
"Só o inimigo não trai nunca" - Nelson Rodrigues
Recentemente foi publicado nesse
espaço democrático, um texto de nossa autoria com o título: Será o Ministro um
traíra? Naquela oportunidade apresentamos relato da ONG “Wikileaks”,
noticiando que o
Ministro da Defesa, Nelson Jobim teria confidenciado ao Embaixador
Estadunidense, Clifford Sobel, que a política externa brasileira “tem forte
inclinação antinorte-americana”. Revelou ainda ao Diplomata,
quebrando a confiança do Presidente Lula, que o Presidente da Bolívia estava
acometido de uma grave doença. Essas e outras informações renderam ao Ministro
Jobim, regozijos do referido Diplomata, que confidenciou: “Nelson Jobim é “um dos mais confiáveis líderes do Brasil”.
Encerrado
o mandato do Presidente Lula, surpreendentemente, Nelson Jobim, um peemedebista
com alma tucana, continuou no cargo de Ministro da Defesa, malgrado os vários
pronunciamentos e atitudes suspeitas. Mas antes de completar oito meses do
mandato da Presidenta Dilma, o Ministro Nelson Jobim, sem nenhum pudor,
escancarou sua real posição de suspeito para um confesso traidor dos Governos a
que serviu.
Toda
essa trama de “trairagem” teve inicio de forma aberta, durante a festa dos 80
anos de FHC. Nessa oportunidade, Nelson Jobim, numa clara alusão aos Petistas e
outros membros do Governo, citou uma
frase de Nelson Rodrigues sobre os idiotas de um tempo, dizendo: “O que se percebe hoje,
Fernando, é que os
idiotas perderam
a modéstia”.
Após
esse acontecimento, o “nobre” Ministro Jobim, em uma lamentável entrevista ao
jornal “Estadão”, disse a seguinte e gravíssima impropriedade: o fim do sigilo não deve criar polêmica em relação à
ditadura de 1964-1985, pois, “não há documentos [sobre o governo militar]. Nós
já levantamos e não
têm. Os documentos já desapareceram,
foram consumidos à época”.
Não
se pode admitir que um Ministro da Defesa faça uma afirmação dessa natureza sem
nenhuma explicação. Aliás, nesse sentido o jornalista Luiz Cláudio Cunha cobrou do Ministro os seguintes
esclarecimentos:“...quem e como consumiu os documentos relevantes de uma fase decisiva de nossa História,
triturada por delitos administrativos de meliantes fardados
— e ainda anônimos — que cometeram crimes de
lesa-pátria compatíveis com traidores e supremos idiotas”.
Depois
desse fato, o sitio “Sul21” postou uma matéria noticiando que Associação Nacional de História
(Anpuh) tomou conhecimento que o livro
“História do Brasil: Império e República”, de
Aldo Fernandes,
instruir os alunos
do Ensino
Fundamental dos Colégios Militares que o golpe de 1964 foi uma revolução democrática e uma reação
ao comunismo.
Indignado
com essa versão do livro, a Anpuh oficiou o Ministério da Defesa solicitando
explicações. Depois de um ano, o Porta-Voz do Ministério da Defesa respondeu
afirmando que “o livro
que traveste a ditadura de 64 em revolução democrática tem uma
linha didático-pedagógica que atende adequadamente às
necessidades do
ensino da História”. Sem dúvida, uma resposta
berrante, para não dizer comprometedora e com um forte viés de complacência com
os anos de chumbo.
Mas
se tudo isso não bastasse, e para fechar com chave de ouro sua conduta de
traidor, o Ministro Jobim em mais uma desastrosa entrevista, afirmou que votou
em Serra nas duas eleições em que o tucano fora candidato à Presidente.
Evidente,
que o voto é livre. Contudo, exercendo cargo de confiança, Nelson Jobim jamais
deveria ter revelado seu voto. Essa atitude só serviu para constranger a
Presidenta Dilma, seu Partido o PMDB, e por ironia do destino, para comprovar o
que todo mundo desconfiava: sua deslealdade aos governos a que serviu.
Aliás,
nesse mesmo sentido o jornalista Pedro Estevam Serrano, com muita propriedade
escreveu: “....Ora, quando Jobim declara que votou em Serra, o que ele está
dizendo em alto e bom som é que avalia o programa oposicionista como sendo
melhor. Há, portanto, um desalinhamento transparente entre o que queria o
ministro e o que defendeu a Presidenta, com maioria
do apoio da população votante. Esse ruído se torna ainda mais estridente se
observarmos que, hoje, Serra se coloca no espectro político nacional como
oposição sistemática e extrema ao governo Dilma”.
Portanto, e diante desses e de
outros casos envolvendo o Ministro, não há dúvidas de que, mesmo tardiamente, a
Presidenta Dilma agiu corretamente ao aceitar a exoneração de Nelson Jobim, que,
diga-se de passagem, foi beneficiado pela complacência da Presidenta que lhe
concedeu a chance de pedir exoneração do cargo, quando na verdade, merecia ser
exonerado, afinal, trata-se de um “Joaquim Silvério dos Reis Jobim”.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
QUEM É MAIS CORRUPTO?
"Brasil: Esse estranho País de corruptos sem corruptores" - Luis Fernando Veríssimo
Aliás, criticando
essa postura midiática, o Governador Tarso Genro, escreveu: “Como sempre, as
colunas prosseguem na desconstituição da política democrática, pela
identificação desta com a corrupção. Tratam-na como uma propriedade muito
brasileira omitindo, sempre, que o governo que mais combateu a corrupção no
estado, seja através da Controladoria Geral da União, do Ministério da Justiça
via Polícia Federal e do acionamento dos demais órgãos de controle, foi
precisamente o governo Lula. Nos seus dois períodos, após a chamada crise do
mensalão, nunca se atacou tanto os velhos esquemas de quadrilhas que assolavam
e ainda assolam o estado brasileiro”.
Diante de tudo isso, só nos resta perguntar: até quando a corrupção tomará conta do Brasil? Por que a imprensa não repercutiu esse escândalo envolvendo Furnas o PSDB e o DEM (PFL)? Por que a idéia de qualquer regulação do setor, a exemplo de outros países democráticos, incomoda tanto a grande mídia brasileira? Os donos das empresas jornalísticas não sabem que ao sonegarem impostos estão sonegando o acesso do cidadão à saúde, educação, moradia, etc.? Será que a “mídia nativa” goza de alguma credibilidade quando noticia casos de corrupção? Afinal, quem é mais corrupto: o setor público ou o privado?
Estamos presenciando nesses últimos dias,
mais um voraz ataque da grande mídia contra o Governo Federal. Agora a bola da
vez são os casos de malversação dos recursos financeiros do Ministério dos
Transportes.
Malgrado verdadeiras as denúncias, a maioria dessas matérias tentam induzir o incauto leitor a pensar que a corrupção que assola o Brasil veio com as sucessivas vitórias do PT no plano nacional, argumento instigador e categoricamente falso.
Aliás, criticando
essa postura midiática, o Governador Tarso Genro, escreveu: “Como sempre, as
colunas prosseguem na desconstituição da política democrática, pela
identificação desta com a corrupção. Tratam-na como uma propriedade muito
brasileira omitindo, sempre, que o governo que mais combateu a corrupção no
estado, seja através da Controladoria Geral da União, do Ministério da Justiça
via Polícia Federal e do acionamento dos demais órgãos de controle, foi
precisamente o governo Lula. Nos seus dois períodos, após a chamada crise do
mensalão, nunca se atacou tanto os velhos esquemas de quadrilhas que assolavam
e ainda assolam o estado brasileiro”.
Mas,
o que nos chama atenção nessa e em outras reportagens, é a voracidade e a distinção
com que a imprensa cobre tais episódios, especialmente, os fatos envolvendo os Governos
de Lula e Dilma. Um exemplo dessa conduta é o “JN no Ar”, criado para minar a
eleição de Lula, e agora para mostrar as mazelas e jamais os reconhecidos
avanços País. Nessa mesma linha raivosa o JN do dia 30/07/2011, fez um balanço,
de forma distorcida, das obras do PAC. Resumidamente, as obras, segundo o
Governo, apresentam a seguinte avaliação: 90% estão dentro do planejado e 10%
apresenta problemas. Mas a Globo fez a matéria apenas sobre os 10%.
Outro
recente e grave exemplo dessa partidarização midiática, veio à tona nos blogs
alternativos nesse último dia 25. O blog “Brasil 247” postou uma matéria
noticiando um grande escândalo na política brasileira, porém, tal noticia foi
propositalmente, ignorada e não repercutida pela chamada imprensa
investigativa.
Segundo
consta no citado Blog, as
campanhas à Presidência da República de José Serra e ao Governo de São Paulo de
Geraldo Alckmin, em 2002, e de outros políticos, teriam sido beneficiadas pelo
esquema do caixa 2 de Furnas, com R$ 19,0
milhões. Essa denúncia consta na “Declaração para Fins de Prova Judicial
ou Extrajudicial” que o ex-presidente de
Furnas, Dimas Fabiano Toledo, assinou e registrou, em 06/11/2008, no 23º Ofício
de Notas do Rio de Janeiro. Afirma
ainda, Dimas Fabiano, que o ex-secretário de Governo de Minas Gerais Danilo de
Castro foi o recebedor, repassador e operador do esquema de desvios de recursos
públicos, originados do caixa dois da Empresa Furnas Centrais Elétricas S/A. Os
valores ultrapassaram a cifra de R$ 38,00 milhões, e Danilo de Castro repassou
estes recursos não declarados para vários políticos do Estado de Minas Gerais,
incluindo o ex-governador Aécio Neves da Cunha com o valor de aproximadamente
R$ 7,0 milhões.
A
não divulgação desses fatos é mais uma prova cabal do estilo partidarizado da
imprensa brasileira que, sabidamente, está a serviço de um grupo político, que
por anos, favoreceu o mercado oligopolizado da mídia com as benesses governamentais.
Evidentemente
que não estamos aqui criticando a grande mídia pela divulgação das denúncias de
corrupção no DENIT, ao contrário, todo caso de malversação de recurso público tem de ser fortemente
combatido, inclusive, com o apoio dos meios de comunicação. O que cobramos são
responsabilidade, isenção e coerência. Aliás, sugerimos que o combate à corrupção deva
iniciar dentro das próprias empresas de comunicação, que notoriamente são
contumazes sonegadoras do fisco nacional. “Veja” uma pequena relação dos caloteiros
do INSS publicada no sitio http://epocaestadobrasil.wordpress.com/2011/04/01/lama-iss:Infoglobo(Organizações Globo)
dívida de R$ 18,0 milhões, Editora Globo S.A.: R$ 2,0 milhões, Editora Abril
(responsável pela publicação da “Veja” e outras revistas) R$ 1,2 milhões,
Rádio/TV Bandeirantes: R$ 2,6milhões, Folha da Manhã S.A. (Folha de São Paulo):
R$ 3, 8milhões, O Estado de São Paulo (Estadão): R$ 2,0 milhões.
Diante de tudo isso, só nos resta perguntar: até quando a corrupção tomará conta do Brasil? Por que a imprensa não repercutiu esse escândalo envolvendo Furnas o PSDB e o DEM (PFL)? Por que a idéia de qualquer regulação do setor, a exemplo de outros países democráticos, incomoda tanto a grande mídia brasileira? Os donos das empresas jornalísticas não sabem que ao sonegarem impostos estão sonegando o acesso do cidadão à saúde, educação, moradia, etc.? Será que a “mídia nativa” goza de alguma credibilidade quando noticia casos de corrupção? Afinal, quem é mais corrupto: o setor público ou o privado?
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