quinta-feira, 30 de julho de 2015
A SOBERANIA E A POLÍTICA NAS MÃOS DE UM JUIZ
Por: Odilon de Mattos Filho
Podemos separar a história do Poder Judiciário Brasileiro em duas fases: antes e depois da Ação Penal 470, quando assistimos, incrédulos, a Suprema Corte ser transformada em um lamentável Palanque judicial/político/midiático com um julgamento cercado de atropelos, malabarismos e anomalias jurídicas para se condenar, a todo custo, os réus do citado processo.
Encerrada essa malfadada ação penal imaginávamos que jamais o Poder Judiciário se transformasse, novamente, num patético palanque político. Ledo engano!
Em meados de 2014, tomamos conhecimento da Operação Lava-jato conduzida pela PF, pelo MPF e presidida pelo Juiz Dr. Sérgio Moro da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. Essa Operação, malgrado sua importância, está sendo transformada pela mídia como uma poderosa arma para derrubar o governo e o PT. A politização desse processo é tão gritante que a imprensa converteu um criminoso estelionatário de nome Youssef como cidadão probo e leal, e o Juiz Moro, alguns Procuradores Federais e Delegados da PF foram elevados a membros da nova versão dos “Superamigos”, os heróis que se reúnem na 13ª Vara, ou melhor, na “Sala da Justiça” para combater o mal (PTistas e aliados) e defender os brasileiros.
O vedetismo voluntarista dos responsáveis pela Operação é tamanho que o Procurador Deltan Dallagnol invocou forças divinas para justificar o seu trabalho nessas investigações. Numa Igreja Batista o Procurador disse: “...Dentro da minha cosmovisão cristã, eu acredito que existe uma janela de oportunidade que Deus está dando para mudanças”. Depois, comprovando o viés político de sua empreitada, o Procurador teria convocado os fieis para a manifestação do dia 16 de agosto: “...irmãos” entrem na página do movimento “Mude – Chega de corrupção”. Nessa página um Pastor convida os fieis para participarem do movimento pelo impeachment da Presidenta Dilma.
Essa ação penal, ao contrário do que se esperava, possui o mesmo modus operandi da AP 470, aliás, o caráter político, os malabarismos jurídicos e os holofotes midiáticos são maiores ainda. Aqui as inversões dos princípios constitucionais são rotineiras, como por exemplo, todos são culpados até que prove ao contrário.
No dia 28/07/2015, foi desencadeada a nova fase da Operação Lava-jato e a vítima política desta feita é a empresa estatal Eletronuclear. Logo de cara o Dr. Moro expediu mandado de prisão contra um dos homens mais importante do país, o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, responsável pelo desenvolvimento do programa nacional de beneficiamento de urânio, como se ele fosse um risco à garantia da ordem pública. Uma prisão temerosa que pode, dado os interesses internacionais, comprometer à nossa soberania. Aliás, nesse sentido, Reinaldo Del Dotore, adverte: ”...Esta prisão, ao contrário da maioria das anteriores, acende uma "luz amarela" que parece alertar que pode haver muito mais interesses envolvidos nessa mega-operação do que aqueles que supomos...A questão, aparentemente, começa a extrapolar o universo da corrupção e, ao que tudo indica, já esbarra na própria soberania nacional. O programa nuclear brasileiro é de excelência ímpar, e já há muito tempo despertou o interesse de potências estrangeiras...”.
Diante de tudo resta à certeza de que a Operação Lava-jato está revestida de um viés político muito claro e os fatos corroboram tal assertiva, se não vejamos: quando o doleiro Youssef delatou na operação Lava Jato desvios de dinheiro em Furnas envolvendo Aécio Neves e políticos do PSDB, o Dr. Moro advertiu o delator de que a ação se referia a desvios na Petrobras, portanto, Furnas “não vêm ao caso”. Diferente de outras delações essa só vazou depois das eleições. Assim, perguntamos: por que Furnas “não vêm ao caso” e a Eletronuclear sim? Por que durante as eleições só vazaram para imprensa delações contra políticos do PT e aliados e não essa contra Aécio Neves? Por que prenderam o Almirante e beneficiaram Aécio Neves, contra o qual há provas, inclusive, periciadas pela PF comprovando o seu envolvimento no escândalo? Por que a Lava-jato que possui 789 procedimentos, 119 réus e ações extremamente complexas está correndo em uma única Vara com único Juiz? Cadê o princípio do Juiz Natural? Com a palavra o STF e os Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público!
quarta-feira, 29 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
OS DOUTOS CAÇADORES DE LULA
Por: Odilon de Mattos Filho
Já escrevemos nesse espaço a impiedosa e incessante caçada que o PT e, especialmente, o ex-presidente Lula vem sofrendo desde que tomou posse em 2003. Até então os caçadores se limitavam à oposição, a elite conservadora e fascista do país e à mídia hegemônica, agora uma versão contemporânea do “Comando de Caça aos Comunistas", leia-se PTistas, ganhou importantes aliados: parte do Ministério Público Federal (MPF) da Polícia Federal e do Poder Judiciário.
No dia 20 de abril o Procurador Anselmo Lopes, deu início a uma "Notícia de Fato", baseada tão somente em matérias dos jornais na qual o ex-presidente Lula é suspeito de tráfico de influência internacional em favor de empresas brasileiras no exterior. Nessa “Notícia de Fato” duas coisas chamam atenção. Uma que ela foi aberta sem qualquer indício ou prova contra o ex-presidente Lula e a outra é que esse procedimento foi instaurado por um Procurador, declaradamente, antilula, fato já comprovado no seu perfil no Facebook durante as eleições de 2014, onde desferiu uma série de ataques ao ex-presidente e elogios escancarados ao então candidato Aécio Neves.
Depois de aberta essa “Notícia de Fato”, houve sorteio e foi escolhida a Procuradora Mirella Aguiar para decidir sobre a abertura ou não do inquérito civil público. Em sua decisão a nobre Procuradora afirmou que "...os parcos elementos contidos nos autos – narrativas da imprensa desprovidos de suporte probatório suficiente – não autorizam a instauração de investigação formal do representado".
No entanto, e para surpresa até do mundo mineral, como diria Mino Carta, o ínclito Procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, aproveitando-se das férias da colega Mirella Aguiar, se “apropriou” da “Notícia de Fato” e para criar um fato político (desculpe o trocadilho) instaurou o Procedimento de Investigação Criminal (PIC) contra o ex-presidente Lula.
A abertura desse PIC pelo Procurador Valtan Timbó está suscitando inúmeros questionamentos. É sabido que esse Procurador está respondendo junto à Corregedoria do Ministério Público Processos Administrativos. Um deles é devido a sua negligência no exercício de suas funções, pois, levou três anos para apresentar denúncia contra os indiciados pela PF na Operação Sentinela, que investigou corrupção no TCU em 2004, e atrasou o andamento de ao menos 245 processos que estavam sob sua responsabilidade.
O ex-presidente Lula apresentou no dia 09/07/2015, dentro do prazo, as informações solicitadas pelo MPF, mas, curiosamente, o Procurador instaurou o PIC no dia 08/07/2015, um dia antes. Diante de tudo isso há que se perguntar: o que levou o Procurador a interferir de maneira tão arbitrária nesse caso? Por que o Procurador, sabidamente negligente, atropelou os prazos e instaurou tão rapidamente o PIC contra Lula? Por que não aguardou o retorno da “Procuradora Natural” do caso para que decidisse sobre o destino da “Notícia de Fato”? Queria o Procurador criar um fato político para prejudicar o ex-presidente Lula?
Evidente que a abertura desse PIC conseguiu um dos seus intentos: ganhar as manchetes da mídia e produzir matérias fantasiosas e distorcidas sobre o fato. O jornal “O Globo” afirmou que o presidente Lula fez lobby a favor da Odebrecht em Portugal, porém, o jornalão dos Marinhos levou uma “trolha” oficial e internacional do Primeiro Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho que desmentiu, categoricamente, o jornal.
Outros veículos de comunicação também foram desmascarados, como, por exemplo, o jornal “Estadão” e a revista “Veja”. O jornal no dia 23/07/2105 manipulou publicação do grupo WikiLeaks para comprometer o ex-presidente Lula, mas foi devidamente, desmascarado pelo jornalista Luís Nassif que teve acesso à publicação do WikiLeaks, intitulado "A Productive Visit By Lula" e mostrou que a matéria foi, vergonhosamente, deturpada pelo jornal “Estadão”. A revista “Veja na edição de 29/07/2015 trás uma capa terrorista com a foto de Lula e o título “A vez dele”. A matéria caluniosa, afirma que há “devastadores segredos" contra Lula em uma delação de José Adelmário Pinheiro, executivo da empresa OAS, mas antes mesmo de a revista ser distribuída os advogados da empresa informaram em Nota que “...A reportagem é mentirosa e irresponsável...Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação premiada, tampouco intenção nesse sentido”.
Conforme se vê nos relatos acima, esse caso, malgrado as anomalias legais, tem um viés político com objetivo muito claro: minar a candidatura de Lula em 2018 e manchar a história do maior líder popular do país; e caso não prospere o inquérito ele já criou no imaginário coletivo o clima desejado do "aí tem coisa"! Realmente é um verdadeiro complô orquestrado por essa nova versão do “Comando de Caça aos Comunistas/PTistas”!
quarta-feira, 15 de julho de 2015
AQUI ESTÁ UM DOS MILHARES NEO-FASCISTAS QUE O BRASIL ESTÁ PRODUZINDO
Entendemos que não se deva oferecer palaque a idiotas como esse, mas o vídeo é tão emblemático para mostrar o perigo que representa essa direita conservadora e fascista que resolvemos publicá-lo.
terça-feira, 7 de julho de 2015
POLÍCIA FEDERAL “DOA A QUEM DOER”
Por: Odilon de Mattos Filho
Muitos brasileiros têm consciência da importância da Polícia Federal (PF) no combate à corrupção, do crime organizado, do tráfico de drogas e armas e do seu papel estratégico na segurança do país.
Muitos brasileiros têm consciência da importância da Polícia Federal (PF) no combate à corrupção, do crime organizado, do tráfico de drogas e armas e do seu papel estratégico na segurança do país.
Malgrado
opiniões contrárias, não há como negar que após os governos Trabalhistas de
Lula e Dilma a PF ganhou muito mais independência e autonomia para exercer suas
funções, como, também, passou por reestruturações no seu quadro de funcionários
e na sua infraestrutura, fatores que contribuíram, sobremaneira, para o
aperfeiçoamento da instituição. E os dados corroboram tal afirmativa! No governo
FHC a Polícia Federal realizou apenas 48 Operações, enquanto, no governo Lula
foram realizadas 1.273. Com relação ao número de funcionários houve um
ganho expressivo. No governo Lula o número de funcionários aumentou em 58%, já
no governo FHC o crescimento foi de apenas 27%. Houve também evolução considerável
dos investimentos . Em 2002, um ano antes de Lula assumir, o orçamento da PF
era de R$ 1,8 bilhão, em 2012 saltou para R$ 4,5 bilhões.
Mas
se houve melhorias na estrutura da PF, o mesmo não se pode afirmar, mesmo a
despeito da cobertura midiática, com relação à postura republicana que a PF
deveria ter. Com a Operação Lava-jato essa afirmativa salta aos olhos. É
gritante a politização e até a partidarização dessa Operação. E isso já fora
comprovado na matéria assinada pela jornalista Júlia Duailibi, do “Estadão” em
13/11/2014, quando ela afirma que “durante a eleição, perfis de
policiais que investigam o escândalo na Petrobrás chamam Lula de ‘anta’ e
replicam conteúdo crítico a Dilma”
Outro
fato que chama atenção e coloca em suspeita parte da PF e todo esse Processo da
Lava-jato são os vazamentos seletivos das delações premiadas. Até hoje não se
sabe como são vazados esses depoimentos para imprensa. Segundo o Ministro da
Justiça já foi instaurada uma sindicância para apurar, mas até o momento nenhum
resultado foi apontado.
Nesses
últimos dias mais dois fatos, gravíssimos, envolvendo a PF vieram à tona. O
primeiro foram os depoimentos de um
agente e um delegado da PF à CPI da Petrobras, noticiando a existência de escutas ambientais ilegais da Polícia
Federal, para monitorar presos da operação Lava Jato, na sede da PF, em
Curitiba. E o segundo foi à repercussão da entrevista do Diretor-geral da PF Dr.
Leandro Daille ao “Estadão” sobre
esse caso.
Segundo o Dr. Leandro "os equipamentos [se referindo às escutas
ilegais nas selas dos presos] podem ser auditados para saber quem usou, quando
usou, no que usou"...afirmando ainda: “...não vislumbro nada nesse suposto
fato que possa levar à nulidade da Lava-jato”...Continuando o Diretor-geral
afirma que a PF investiga “fatos, não pessoas. Aonde os fatos vão chegar é
consequência da investigação, doa a quem doer”.
Nessa entrevista duas afirmações chama
atenção: ao dizer “suposto fato” estaria o ínclito Diretor-geral desmentindo os
depoimentos do Delegado e do agente da PF à CPI da Petrobras? Estaria
relativizando esse gravíssimo episódio? Será que o Dr. Leandro lembra que por
muito menos, afundaram a Castelo de Areia e a Satiagraha e por menos ainda, um grampo
sem áudio jamais comprovado defenestrou o ex-diretor-geral da PF Dr. Paulo
Lacerda?
Mesmo pouco repercutido pela mídia, não
temos dúvidas da gravidade desse caso da escuta nas celas da “Guantánamo”
de Curitiba, tanto, que vários juristas se manifestaram, como por exemplo, o
reconhecido constitucionalista, Luiz Moreira, Doutor em Direito, que afirmou:
“...Provas
obtidas de forma ilegal tornam nulos depoimentos e eventuais acordos de delação
delas decorrentes. Essa, aliás, é uma regra por todos conhecida e diversas
vezes reiterada pelo STF. Se, como sugere o depoimento dos policiais federais,
essa ilegalidade foi cometida, a Operação Lava Jato terá um fim lamentável. É
isso que cabe ao diretor geral da Polícia Federal esclarecer, “doa a quem
doer”.
terça-feira, 30 de junho de 2015
OS DEJETOS DO JORNALISMO TUPINIQUIM
Por: Odilon de Mattos Filho
Em uma democracia é muito normal e salutar que se tenha divergências políticas e ideológicas, bem como, uma imprensa livre para investigar, noticiar e criticar governos, políticos, etc. Porém, o que estamos assistindo nesses últimos doze anos na cobertura política é uma verdadeira libertinagem midiática, cujo objetivo é tentar derrubar o governo da Presidenta Dilma e aniquilar a vida política do ex-presidente Lula.
Em uma democracia é muito normal e salutar que se tenha divergências políticas e ideológicas, bem como, uma imprensa livre para investigar, noticiar e criticar governos, políticos, etc. Porém, o que estamos assistindo nesses últimos doze anos na cobertura política é uma verdadeira libertinagem midiática, cujo objetivo é tentar derrubar o governo da Presidenta Dilma e aniquilar a vida política do ex-presidente Lula.
Desde
que tomou posse, Lula vem sendo bombardeado diariamente pela mídia hegemônica e
nas redes sociais. Nem mesmo durante um dos seus maiores dramas pessoais, que
foi o tratamento contra um câncer, ele foi poupado. O ódio de classe e o
preconceito contra Lula somado à obsessão em destruí-lo tornou o grande foco dos
setores conservadores e fascistas da sociedade.
Para
ilustrar esses intermináveis ataques, citamos dois recentes exemplos promovidos
pela imprensa. No dia 25/06/2015, o
jornal Folha de São Paulo (FSP) estampou a seguinte manchete com letras
garrafais: “Ex-diretor ligado a Lula continuará preso, decide
Juiz”. O jornal se referia a Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relações
Institucionais da Odebrecht, que nessa condição acompanhou Lula em palestras da
empresa, quando o ex-presidente já havia deixado o cargo. Portanto, Alexandrino
não tem ligação alguma com Lula, tanto que o conteúdo da matéria contradiz a
manchete. O que o jornal pretendeu com o título foi ligar o ex-presidente a
esse Diretor e chamar a atenção dos leitores.
Outro exemplo veio no dia seguinte,
publicado pelo mesmo Grupo de Comunicação, porém, desta feita de maneira
sórdida. Após
o Senador Ronaldo Caiado (DEM/MS), postar nas redes sociais que Lula impetrara
um Habeas Corpus Preventivo com o objetivo de não ser preso, a Folha on-line,
de imediato e sem checar a informação, postou a seguinte manchete: “Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato”.
Logo em seguida os “coxinhas” de plantão deliraram com a notícia e a
repercutiram nas redes sociais.
Mas
não demorou muito para máscara cair! Foi descoberto o autor do Habeas Corpus (HC) em nome de Lula. O cidadão
chama-se Marcelo Ramos Thomaz, um louco por HC. Não foi a primeira vez que esse
“cara-pálida” entra com esse tipo de ação em nome de outras pessoas, isso já ocorrera
com o jornalista Diogo Mainardi, Nestor Cerveró, condenado pela Lava Jato, e também
com a secretária Simone de Vasconcelos, denunciada na AP 470.
Logo
em seguida, veio outro tapa na cara da mídia e da elite conservadora. O próprio
Juiz Moro que cuida do Processo da Operação Lava-jato, emitiu Nota com o
seguinte teor: “A fim de
afastar polêmicas desnecessárias, informa-se, por oportuno, que não existe,
perante este Juízo, qualquer investigação em curso relativamente a condutas do
Exmo. ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva”.
O
que chama atenção nesse episódio são dois fatos: o primeiro, como o Senador
Caiado ficou sabendo de tal ação logo após a mesma ser protocolada? E a segunda
é volúpia da mídia em noticiar o caso sem obedecer às regras do bom jornalismo,
ou seja, checar a fonte e ouvir a outra parte. Mas contra o PT e Lula as favas
os manuais de redações, se for barrigada, coloca-se um “Erramos” no canto de
página e vida que segue!
Esses
dois casos ilustram bem o comportamento partidarizado da mídia e como a Operação
Lava-jato está sendo utilizada como munição contra o governo, o PT e o Lula. As
delações premiadas mais parecem entrevistas coletivas e os jornalões e revistas
se transformaram em Diários Oficiais da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, com uma pequena e sutil diferença: de posse do material os jornalistas
montam as matérias a gosto dos seus patrões.
E é nessa toada que a “mídia nativa”, livre e faceira,
continua à sua desenfreada obsessão em derrubar o governo Dilma e destruir a
imagem do Presidente Lula. Aliás, o papel a que se presta a imprensa vai ao
encontro do que escreveu um dos mais ilustres “tucanos”, o jornalista e ex-senador,
Artur da Távola: “A
imprensa no Brasil tem a mania de tomar o sintoma por indício, tomar o indício
por fato, o fato por julgamento, o julgamento por condenação e a condenação por
linchamento”. Isso é o jornalismo esgoto!
terça-feira, 23 de junho de 2015
NEYMAR: EXPULSO POR CORRUPÇÃO
Por: Odilon de Mattos Filho
É sabido que há várias “modalidades” de corrupção. As mais conhecidas são aquelas ligados ao setor público, tais, como: a propina, o superfaturamento dos preços de produtos e serviços, o desvio de dinheiro público e outros. Porém, pouco se fala da sonegação fiscal, uma modalidade de corrupção tão o mais danosa aos cofres públicos quanto às demais acima citadas. A diferença é que a sonegação é uma prática exclusiva da iniciativa privada, podendo ter ou não a participação do poder público.
Só para se ter uma ideia da grandeza da sonegação o “Sonegômetro”, ferramenta criada pelo Sindicato dos Procuradores da Receita Federal para medir o valor da sonegação no Brasil, aponta que neste exato momento que escrevemos esse texto (22/06/2015 - 18 h) estão sendo sonegados R$ 246.215.190.780,89 aos cofres públicos do Brasil (http://www.quantocustaobrasil.com.br/).
Evidente que essa modalidade de corrupção é escondida pela “mídia nativa” que a trata como coisa comum e banal, e o motivo é óbvio: os meios de comunicação do Brasil estão entre as empresas que mais sonegam impostos no país, ou seja, são as mais corruptas do Brasil e, por conseguinte, as empresas que mais trazem prejuízos ao povo brasileiro.
A sonegação é uma prática que abarca todos os setores econômicos de um país, até as atividades de entretenimento estão envolvidas nesse tipo de corrupção. Um grande exemplo é o escândalo da FIFA, e agora o envolvimento do craque Neymar no escândalo de sonegação no Brasil e na Espanha.
O caso Neymar é bastante emblemático para ilustrar a omissão da mídia, ou melhor, da Rede Globo sobre esse tema. Depois da partida do Brasil contra a Colômbia, os comentaristas globais fizeram uma enorme ginástica para tentar explicar o transtorno emocional do nosso craque durante o jogo, fato que o levou a ser expulso da citada partida e, por conseguinte, da Copa América.
O mundo sabe que Neymar, o garoto propaganda de Aécio Neves, está visivelmente abalado com as notícias das investigações da Receita Federal e do Ministério Público do Brasil sobre possíveis crimes de sonegação fiscal, fraude contra a ordem tributária e falsidade ideológica, quando de sua transferência para o Barcelona. Além das investigações no Brasil o Tribunal de Justiça da Espanha aceitou denúncia contra o Clube do Santos, o Barcelona, o Neymar e seu pai, todos acusados de fraude e corrupção pelo Fundo de Investimento DIS, dono de 40% dos direitos do jogador.
Ficou claro, que o descontrole de Neymar durante a partida contra a Colômbia não foi normal. Não há dúvidas de que essa inquietação está relacionada com essas investigações, mas em nenhum momento os comentaristas da Rede Globo tocaram ou aprofundaram sobre assunto, nem poderia, afinal, um dos comentaristas é Ronaldo “fenômeno”, o empresário que cuida da imagem de Neymar. As favas a ética deve dizer os irmãos “Marinhos”.
Diante disso, fica claro a hipocrisia midiática quando da cobertura dos escândalos de corrupção. Não há como separar a corrupção pública da privada, do político do craque de futebol, do superfaturamento da sonegação, todas são danosas para o povo e devem ser combatidas com todo rigor, doa a quem doer, cometeu corrupção tem de pagar na forma da lei!
quinta-feira, 18 de junho de 2015
QUE FALTA FAZ O DR. SÓCRATES....!
Não deixe de ler este texto, ou melhor, esta carta de Xico Sá. Como de costume preciso e brilhante...!
Carta ao doutor Sócrates sobre o Brasil careta
Carta ao doutor Sócrates sobre o Brasil careta
Sim, doutor, aqui na terra vão
jogando futebol, tem muito mimimi, muito samba e rock'n'roll, só quero lhe
dizer, Magrão, que a coisa aqui está careta, sobra quase nada de maluquice e o
país só faz curvas perigosas à direita. Rapaz, que fase, que doideira, que
merda, desculpa ai, família brasileira, que indecência.
Mas veja que do caralho: o Blatter,
da Fifa pediu o boné, caiu fora,Marin está preso (leia mais adiante
doutor) e o Del Nero tenta, no máximo, um golpe para ficar no poder da
presidência da CBF. Sem chances. Qualquer negociata, e não são poucas, do Marin
atingem esse infeliz de picaretagens tantas ainda na direção da Federação
Paulista de Futebol.
No
que digo, amigo Sócrates, logo você, irmão, que viu como a ideia de Democracia
Corinthiana no gramado foi mais pedagógica do que mil horas de sala de aula de
Educação Moral e Cívica dos assassinos da Ditadura, logo você, a própria ideia
de utopia com a camisa número 8 mais genial de todos os tempos, logo você,
Magrão, saiba que o Brasil encaretou de vez, que erro, que passa?
Óbvio que temos nos falado nos
terreiros, como naquela madruga (rindo até agora) em Duque de Caxias, Baixada
Fluminense, lembra que deu até de calcanhar na bola da criança que passou entre
nós, aquele menino com a camisa do Barcelona? Sim, Magrão, aqui na terra estão
jogando futebol e os guris não lembram mais dos nossos times, só pensam em
Champions League, repare no tamanho do prejuízo histórico.
Aqui vai mais uma cartinha, velho,
desculpa este nordestino desgraçadamente epistolar, rapaz. Nada como uma carta
de amor ou amizade, Magrão, só uma carta transmite, pelas maltraçadas linhas, o
real sentimento dos homens que perderam amigos... Amigos cujas ausências
desmantelaram uma narrativa de estar no mundo. Quando partiu, doutor, vaguei
perdido por São Paulo uns dez dias, procurando fiapos dos nossos assuntos e
ideias das nossas crenças e motivos. Sentava ali na Mercearia São Pedro e o
esperava... Naquela mesa está faltando ele... E a saudade dele... Está doendo
em mim... Que falta faz a esse Brasil caranguejo que só cisca para trás!
O pastoril está cada vez mais sacro e nada profano,
melancólico, e o Velho Faceta e suas gostosas pastoras deram lugar aos
pilantras profissas, falsos profetas que enganam os pobres em nome de línguas
de Pentecostes. Ladrões da fé da massa.
É, caro amigo Sócrates, o jogo anda
truncado: o avanço ficou para as cucuias, lá nas primeiras gestões da turma do
cordão encarnado (vermelho), nesse imenso pastoril brasileiro. O cordão azul
hoje deita e rola. O pastoril está cada vez mais sacro e nada profano,
melancólico, e o Velho Faceta e suas gostosas pastoras deram lugar aos
pilantras profissas, falsos profetas que enganam os pobres em nome de línguas
de Pentecostes. Ladrões da fé da massa.
Desculpa, doutor Sócrates, nem gosto
de ser tão incisivo assim; penso logo na minha mãezinha hoje evangélica, assim
como metade da família. Mas é que reparo em cada picaretagem pseudo-pentecostal
que só vendo, amigo. Avimaria. E a crise econômica faz dos falsos profetas mais
filhos da puta, perdão, ainda, eles amplificam a demonização sobre os costumes.
Vivem da ideia do diabo, este sim um inocente que não tira um centavo da
pobreza brasileira, amém. Nunca precisamos tanto do diabo como agora. O diabo é
o único que não cobra pedágio, mesmo que o usem para roubar a pobreza.
Contradições
Futebol Clube
E o festival de contradições de
sempre movendo a história, doutor Sócrates: o governo supostamente de esquerda
com cartilha pelo avesso, Quinca Mãos de Tesoura cortando tudo e a direitona, que deveria
amar filosoficamente a tesourada, chiando pacas, dá
pra entender? Tudo na base do farinha pouca meu pirão primeiro. Que classe
média fuleira na filosofagem da existência.
Quinca Mãos de Tesoura, estou fora. Por essas
e por outras é que eu sigo devoto do meu santo Quincas Berro D´água, o
velho-menino baiano por excelência, o branco dos olhos tingido de vermelho por
brasas do delírio, coração maneiro, o jeito leve de pedir passagem a quem de
fato. Só respeita os orixás e os deuses que dançam! Certíssimo, grande Jorge
Amado, o autor baiano que nos deixou um legado de travessuras e possibilidades
de reinvenções. Como a ideia do Brasil que apostamos, o Brasil perdido que
buscamos...
Quero os clichês do Brasil de volta,
camarada. É tudo que peço e rogo, Magrão. O pior que aconteceu é que roubaram
até nossos clichês, como um país cordial —leia o belo artigo do Luiz Ruffato aqui mesmo neste
jornal. Pela volta dos clichês, pois somos bons nisso, somos um povo
alegre e inzoneiro, como a canção popular nos fez ouvir nos tantos benditos. E
não perdemos de tudo isso, baita erro também achar que o Brasil é só violência
e estatísticas negativas. O Brasil, contradições à parte, é do caralho, país
incrível.
Corinthians,
de novo
Porra, doutor, viu, viste o
Corinthians? Sei que tinha, tinhas, algo melhor para fazer nesse baile pós-vida
e mais-valia na poeira das estrelas. O mais maluco, amigo, o Grêmio jogando um
futebol bonito até os dez minutos do primeiro tempo. Esquece. Segue o jogo, o
Milton Leite, nosso narrador, te manda um abraço. Aqui na terra vão jogando
futebol... Grêmio 3x1, doutor, esquece.
Quero os clichês do Brasil de volta, camarada. É
tudo que peço e rogo, Magrão. O pior que aconteceu é que roubaram até nossos
clichês, como um país cordial.
Magrão, te contei não? O Blatter renunciou, juro! José Maria Marin
(ex-CBF), aquele que dedurou o camarada Herzog ainda na Ditadura Militar, está em cana. Xadrez suíço como a grana
naturalizada dele, mas já é alguma coisa. O resto, fala com o nosso amigo Juca Kfouri, ele dá a letra, Juca
é o responsável por não desistirmos nunca de tais apurações. Fala com o Juca,
ele te conta tudo, sabe que sou mais do discurso dos fragmentos amorosos...
Magrão, falar nisso, vi uma mulher
hoje na tua barraca em Copacabana, vixe, que, sei lá, que aniquilamento da
humanidade. Danada. A barraca “Doutor Sócrates” está de pé no posto 6, mas nem
sempre, o dono é sábio, acredita, como a gente, no ócio criativo. Porra,
doutor, que saudade, mas sem mimimi, por supuesto, fui lá naquele terreiro de
Duque de Caxias só pra gente não se perder de vez de vista, a poeira das
estrelas é uma maluquice ai por onde fez morada, fez, fizeste.
Brasil
careta, desgraça
Doutor, mas sabe qual é a pior? Não
que fôssemos tão cordiais e avançados assim, mas como o Brasil ficou careta. O
país voltou para o armário recomendado ainda nos tempos dos padres jesuítas e
seus colégios. Magrão, vê que aliança maluca, digo uma aliança simbólica: o
pior dos jesuítas que abriram o caminho religioso para os bandeirantes
assassinarem índios agora se unem, sem saber sabendo, com a cruzada evangélica
a favor do extermínio dos de menores, principalmente menores pretos, pobres,
favelados —os novos índios.
Não que fôssemos tão cordiais e avançados assim,
mas como o Brasil ficou careta. O país voltou para o armário recomendado ainda
nos tempos dos padres jesuítas e seus colégios.
E prendam os suspeitos de sempre,
como dizia nossa filósofa Hannah Arendt, me sopra aqui minha amiga Pinky
Wainer. E matem, quem se importa com essa gente?
Os pentecostais do Congresso Nacional
(não os protestantes legítimos que amam a Deus) estão para a matança de pretos,
pobres e favelados assim como os jesuítas estavam, de alguma forma, para o
extermínio indígena.
Se ficou difícil entender, eu só
queria dizer uma coisinha de nada: como alguém religioso pode ser a favor da
morte de meninos, como essa cruzada? Desistiram de educa-los? Os jesuítas, por
mais dissimulados que fossem, pelo menos fingiam, doutor Sócrates, que
acreditavam na educação e nos deixaram alguns exemplos e colégios caríssimos.
Estamos lascados, Magrão, sabe da
parada do anúncio do Boticário, né? Um anúncio de amor
sobre o dia dos namorados. Mó escândalo. Uns falsos evangélicos (isso não procede como
protestante de verdade!), caras que sabem que ganham votos com essa ideia
escrota, amparada numa falsa interpretação da Bíblia. Quem manda a imprensa
brasileira, na crença supersticiosa e obsessiva de derrubar Dilma, dá essa
corda toda aos Cunhas sem culhões da vida!
Ah, doutor, falo só por falar, sabe
mais que ninguém cuma é a parada, vamos em frente. Nos vemos logo adiante, mas
que a caretice e a escrotidão imperam, não há menor dúvida. Resistimos. Beijos,
que saudade, Francisco.
Xico Sá é
autor de “Chabadabadá –aventuras do macho perdido e da fêmea que se acha”
(editora Record), entre outros livros.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
O ÓDIO CONTRA LULA NÃO TEM FIM
Por: Odilon de Mattos Filho
Mesmo sendo desgastante, certamente, o ex-presidente Lula já se acostumou com os incontáveis ataques que, diuturnamente, são desferidos à sua pessoa por parte da imprensa e pela elite conservadora e fascista do país. São agressões carregadas de ódio, infâmia, intolerância e desejo de vingança contra ele e o Partido dos Trabalhadores.
Aliás, nesse sentido o grande mestre Emir Sader escreveu: “...Lula virou o diabo para a direita brasileira, comandada por seu partido – a mídia privada, pois, Lula representa a esquerda realmente existente no Brasil, com liderança nacional, latino-americana e mundial. Lula representa o resgate da questão social no Brasil, incorporando definitivamente os pobres e o mercado interno de consumo popular à vida do país...Lula representa o líder que não foi cooptado pela direita, pela mídia e pelas nações imperiais.
E é por tudo isso, que após a reeleição da Presidenta Dilma os senhorzinhos da “Casa Grande” inconformados com a quarta derrota consecutiva iniciaram uma forte ofensiva contra o governo tentando o impeachment da Presidenta e não conseguindo o seu êxito o foco da oposição mudou. Agora o objetivo é impedir a candidatura do ex-presidente Lula nas eleições de 2018, para tanto, os ataques estão vindo de todos os lados.
Desta feita, a nova ofensiva é a tentativa de envolver o Presidente Lula no escândalo da Operação Lava-jato. Segundo a imprensa, a PF identificou que o Instituto Lula recebeu recursos financeiros da empresa Camargo Corrêa, uma das empresas investigadas na citada operação. A notícia insinua que os recursos repassados ao Instituto estão ligados ao escândalo da Petrobras.
A CPI da Petrobras, que é pautada pela mídia, não pestanejou e para criar um fato político contra Lula convocou o Presidente do seu Instituto, Paulo Okamotto para prestar depoimento sobre a aplicação desses recursos.
O que chama atenção nessa nova investida contra o ex-presidente Lula é que, mais uma vez, a imprensa, a PF e agora os Deputados estão politizando uma investigação com intuito claro de prejudicar o ex-presidente. E isso não é mera retórica, é fato, pois, basta ver que o Instituto FHC (IFHC) recebeu três vezes mais recursos da Camargo Corrêa do que o Instituto Lula e não está sendo questionado e muito menos investigado.
Em 2002 a revista Época publicou uma matéria assinada pelo jornalista Gerson Camarotti, cujo título foi: “FHC passa o chapéu”. Na reportagem o jornalista informou que FHC reuniu, em um jantar de gala no Palácio da Alvorada, os 12 maiores empresários do Brasil. O objetivo foi levantar recursos financeiros para o Instituto FHC (IFHC). Os 12 comensais do ex-presidente fizeram uma doação conjunta de R$ 7,0 milhões [hoje R$ 16,3 milhões] à sua ONG. Naquela oportunidade participaram do jantar, dentre outros, o empresário Luiz Nascimento, Presidente da Camargo Corrêa, aliás, conforme noticiou o Portal 247, o IFHC recebeu, novamente, da empresa Camargo Corrêa a bagatela de R$ 1,7 milhão em 2011.
A propósito, vale ressaltar, reforçando a tese da partidarização midiática, que depois de deflagrada a investigação contra o Instituto Lula, a revista Época teve a cara de pau de retirar do seu site a referida matéria.
Com essas reportagens e diante da caradura da revista Época fica claro que essa investigação contra o Instituto e contra o ex-presidente Lula tem um único condão: tentar impedir a sua candidatura em 2018, ou ao menos, desgastar a sua imagem perante o povo brasileiro.
Frente a tudo isso e diante da irrefutável politização das investigações perguntamos, aos “ínclitos” Delegados da PF, aos “nobres” Parlamentares da CPI e à Revista Época: por que o IFHC que recebeu quase quatro vezes mais recursos da empresa Camargo Corrêa do que o Instituto Lula não está sendo investigado? Qual a diferença entre os dois institutos? O presidente do IFHC será convocado pela CPI? Por que a revista Época retirou do seu site a matéria “FHC passa o chapéu”? Com a palavra as autoridades e a “mídia nativa”!
terça-feira, 2 de junho de 2015
FIFA, CBF E GLOBO, TUDO A VER..!
Por: Odilon de Mattos Filho
Certamente, o ano de 2015 será lembrado, negativamente, na história da FIFA. No dia 27 de maio o mundo foi sacudido com a bombástica notícia das prisões de sete cartolas do futebol mundial, incluindo, os ex-presidentes da CBF, José Maria Marin e Ricardo Teixeira e o jornalista/empresário José Hawilla, dono da empresa Traffic.
Certamente, o ano de 2015 será lembrado, negativamente, na história da FIFA. No dia 27 de maio o mundo foi sacudido com a bombástica notícia das prisões de sete cartolas do futebol mundial, incluindo, os ex-presidentes da CBF, José Maria Marin e Ricardo Teixeira e o jornalista/empresário José Hawilla, dono da empresa Traffic.
O
escândalo que está sendo chamado de “Fifagate” foi fruto de uma operação
desencadeada pelo FBI após longa investigação sobre uma rede de corrupção que
atuava dentro da FIFA com a participação de Presidentes e funcionários de
algumas Confederações e de empresas privadas que burlaram o fisco e praticaram
lavagem de dinheiro em território estadunidense.
A
imprensa brasileira repercutiu o caso e como sempre, de forma hipócrita, em
especial, os veículos de comunicação das Organizações Globo, pois, sabemos que
a Rede Globo tem vários contratos milionários com a CBF via empresa de J. Hawilla para transmissão de jogos da Seleção
Brasileira e da Copa Brasil. O caso mais emblemático de um possível
envolvimento da Rede Globo no “Fifagate” pode está relacionado com uma de suas
empresas, a “Globo Overseas B.V” citada em um processo da Receita Federal por
corrupção e lavagem de dinheiro em negociatas dos direitos de transmissão da
Copa de 2002.
Outro
fato que mostra a forte ligação da “TV Prateada” com os cartolas da CBF é
demonstrado por um dos Diretores da emissora, Marcelo Campos Pinto que durante
a festa de encerramento do Campeonato Paulista de 2015, fez um caloroso
discurso de baba-ovo: “...Presidente
Marin, em nome do grupo Globo, em meu nome, eu gostaria de agradecer todo o
carinho, toda a atenção com a qual o senhor sempre nos brindou, sempre aberto a
discutir os temas que interessam ao futebol brasileiro, dos quais me permito
destacar, o novo formato da Copa do Brasil (grifo nosso)...Presidente,
o senhor inscreveu o seu nome na história do futebol, tendo sucedido um grande
presidente, que foi Ricardo Teixeira...” É muita cara de pau ou realmente está
sendo verdadeiro?
Como
não poderia ser diferente, o caso chegou à Polícia Federal que durante 15 anos,
segundo o jornal Folha de S. Paulo, já instaurou 13 inquéritos sobre a gestão
do futebol brasileiro, e parece que agora, somente agora, surge o primeiro
indiciado, o senhor Ricardo Teixeira, acusado de lavagem de dinheiro, evasão
de divisas e falsidade ideológica. Segundo informações do Portal R7, em quatro
anos, o ex-presidente da CBF movimentou mais R$
460 milhões.
É
sabido que Ricardo Teixeira é a principal peça dessa engrenagem de corrupção na
CBF e ele é considerado o homem bomba que pode destruir, inclusive, a Rede
Globo. Segundo o jornalista
Luiz Carlos Azenha, “João Havelange e Ricardo Teixeira entregaram o futebol
brasileiro às grandes corporações globais do ramo e lucraram com o negócio,
Teixeira é um dos únicos envolvidos capaz de revelar, por exemplo, como a Globo
ganhava direitos de transmissão de jogos mesmo com ofertas inferiores à dos
concorrentes e, consequentemente, como era feita a distribuição de propinas.
Sem
dúvidas de que estamos diante do maior caso de corrupção do futebol mundial. Esperamos
que a Justiça dos EUA puna, exemplarmente, os envolvidos e que sirva de exemplo
para que a Justiça do Brasil possa agir com o mesmo rigor no sentido de
investigar, julgar e punir, dentro do processo legal, TODOS os envolvidos nesse
mafioso episódio que tomou conta do esporte mais popular da Terra.
E
mesmo que seja paradoxal, o momento de mudanças é esse, afinal, os Chineses nos
ensinam que a palavra crise possui dois ideogramas: um representa perigo e o outro simboliza oportunidade.
Que essa seja a oportunidade para darmos o pontapé inicial nas transformações
que o futebol brasileiro tanta necessita e aguarda. Com a palavra as autoridades
brasileiras!
quinta-feira, 28 de maio de 2015
OPOSIÇÃO LEGALIZA A CORRUPÇÃO NO BRASIL....!
COMO SE SABE A
GÊNESE DA CORRUPÇÃO ESTÁ NO FINANCIAMENTO PRIVADO DAS CAMPANHAS POLÍTICAS. ONTEM,
DIA 27/05/2015, OS DEPUTADOS PODERIAM TER COLOCADO UM FIM NESSA HISTÓRIA, MAS
AO CONTRÁRIO, LEGALIZARAM ESSA ROUBALHEIRA. VEJA ABAIXO QUAIS OS PARTIDOS QUE VOTARAM
A FAVOR E CONTRA A CONTINUIDADE DA CORRUPÇÃO E O BRILHANTE TEXTO DO DEPUTADO FEDERAL JEAN WYLLYS (PSOL/RJ):
PARTIDOS QUE VOTARAM A FAVOR DA CORRUPÇÃO:
PSDB
PMDB
PP
PSD
DEM
PTB
PR
PRB
Solidariedade
PSC
PHS
PEN
PTN
PMN
PRP
PSDC
PRTB
PTC
PSL
PTdoB
Observação: O PSB ficou em cima do
muro e liberou a bancada para votar como quisesse. De 30 votos, 16 votaram a
favor da continuidade da corrupção.
PARTIDOS QUE VOTARAM CONTRA A CORRUPÇÃO:
PT
PDT (exceto dois deputados)
PSOL
PPS
De Jean Wyllys, no instagram:
A força da grana suja e as tenebrosas transações venceram essa batalha, infelizmente.
Apesar de ter sido derrotado ontem, Cunha fez de tudo para conseguir o que queria. Atropelando o regimento interno da Câmara, os acordos feitos publicamente no plenário sobre a pauta de votações e a civilidade política mínima (que desde sua chegada ao Trono não existe mais), o presidente da Casa, que se acha imperador, colocou em votação pela segunda vez o financiamento empresarial de campanha, e dessa vez conseguiu. Um “segundo turno” para reverter o resultado do primeiro, mesmo que isso seja uma aberração institucional, porque já era matéria vencida.
E, por incrível que pareça, o placar da votação mudou. Quer dizer, deputados que ontem tinham votado NÃO à constitucionalização da corrupção, hoje votaram SIM. Por que será?
Os hipócritas do PSDB e do DEM, que gostam tanto de bater panela “contra os corruptos”, votaram em bloco a favor da corrupção institucionalizada. Porque o que foi aprovado é isso. Financiamento empresarial de partidos significa privatização da política para que as empresas, as corporações econômicas, o poder do dinheiro mande e desmande. Empresa não doa, faz investimento, e recebe em troca muito mais do que investiu. Não é por acaso que 255 dos atuais 513 deputados federais receberam para suas campanhas dinheiro das empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato.
O Congresso deu as costas à população, mais uma vez, em defesa de obscuros interesses.
O financiamento empresarial da política prejudica sua vida cotidiana, porque quando o Estado serve aos interesses daqueles que pagaram as milionárias campanhas dos candidatos, os interesses do povo ficam relegados. E porque as enormes quantias de dinheiro que eles investem fazem com que seja muito difícil que os candidatos independentes do poder econômico (e, portanto, com campanhas pobres) se elejam.
Não deixemos essa aberração contra a democracia passar.
Proteste, reclame, mobilize-se, faça barulho, manifeste-se nas redes e nas ruas.
Diga não à contra-reforma de Cunha!
terça-feira, 26 de maio de 2015
“O ÓDIO CEGA. O ÓDIO DESUMANIZA!”
Por: Odilon de Mattos Filho
A Constituição Federal garantiu a todos nós direitos que são pilares da democracia e substanciais à manifestação humana, como, por exemplo, a liberdade de pensamento e de expressão. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, esses direitos possuem limites. Aliás, nesse sentido o ilustre Promotor de Justiça, Clever Vasconcelos nos ensina: “...a liberdade de pensamento é um direito inerente à pessoa humana, reconhecido e assegurado na ordem constitucional vigente...Todavia, assim como tantos outros direitos fundamentais, a liberdade de pensamento não constitui direito absoluto. Ao contrário, encontra limites nos demais direitos da personalidade consagrados pela CF/88l como a dignidade da pessoa humana, a honra, a imagem, entre outros...”, conforme consagrado na jurisprudência pátria e na boa doutrina.
A Constituição Federal garantiu a todos nós direitos que são pilares da democracia e substanciais à manifestação humana, como, por exemplo, a liberdade de pensamento e de expressão. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, esses direitos possuem limites. Aliás, nesse sentido o ilustre Promotor de Justiça, Clever Vasconcelos nos ensina: “...a liberdade de pensamento é um direito inerente à pessoa humana, reconhecido e assegurado na ordem constitucional vigente...Todavia, assim como tantos outros direitos fundamentais, a liberdade de pensamento não constitui direito absoluto. Ao contrário, encontra limites nos demais direitos da personalidade consagrados pela CF/88l como a dignidade da pessoa humana, a honra, a imagem, entre outros...”, conforme consagrado na jurisprudência pátria e na boa doutrina.
Mas malgrado esses ensinamentos, lamentavelmente, o que estamos
assistindo nesses últimos meses, especialmente, após a vitória da Presidenta
Dilma na eleição de 2014, é um acinte a esses direitos constitucionais.
Uma parcela da sociedade, composta pela elite conservadora e incentivada
pela mídia, resolveu a sair do armário, ou seja, assumiu o seu papel de uma
direita reacionária e fascista. Evidente que não estamos falando das
manifestações de ruas, mas sim, da intolerância, do ódio e da vingança pessoal contra
a Presidenta Dilma, o ex-presidente Lula, o PT, seus filiados, simpatizantes, e
até mesmo contra pessoas que são pegas lendo
revistas independentes, como, por exemplo, a “Carta Capital”, ou simplesmente, que
estejam utilizando alguma peça de roupa na cor vermelha.
Em fevereiro deste ano o ex-ministro Guido Mantega levou sua
esposa ao Hospital Albert Einstein onde está fazendo
tratamento contra um câncer, quando chegaram à cafetaria do Hospital o Ministro
foi xingado por um grupo de pessoas que estava no recinto, inclusive, por uma
médica que gritou: “vai para o SUS...vai para Cuba seu FDP”.
Depois deste
episódio o agredido foi o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha que se
encontrava em um restaurante na cidade de São Paulo e fora provocado por um
empresário falido e picareta que além de demonstrar o seu ódio mostrou total
desconhecimento sobre a saúde pública do Brasil e sobre o Programa “Mais
Médico”. Aliás, também em um restaurante de São Paulo, o Ministro Jaques
Wagner, que é judeu foi vítima de intolerância religiosa.
Poucos meses depois, mais uma vez o ex-ministro
Guido Mantega foi hostilizado, desta feita em um restaurante paulista, nessa
ocasião o Ministro tentou se defender, mas os agressores não o deixaram falar e
começaram a vaiá-lo.
Outros exemplos de intolerância, lamentavelmente, já
estão se tornando rotineiros, até mesmo contra simples cidadãos. No dia 27/05/2015,
o comerciante Elbio de Freitas Flores viajava de Porto de Alegre para Brasília.
Quando o avião aterrissou na Capital do país, ainda dentro da aeronave, um
grupo de pessoas do Movimento fascista “Brasil Livre” interpelou o comerciante chamando-o
de bolivariano pelo simples fato de está lendo a revista “Carta Capital”,
dizendo ainda, que a “revista é idiota e lida somente por idiotas”.
Outro caso dessa baixaria patrocinada pela elite fascista
do Brasil, envolveu, por ironia do destino, um membro da família do colunista
global Ricardo Noblat, que, aliás, é um dos semeadores desse ódio. No dia
17/03/2015, seu filho Guga Noblat estava passando próximo ao MASP juntamente
com a filha de colo e sua esposa, quando foi surpreendido por um grupo de
manifestante anti-PT que o agrediu porque estava usando uma camisa vermelha com
o símbolo da marca “All Star” que é uma
estrela.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
BRASIL, UMA "GELEIA GERAL"!
Por: Odilon de Mattos Filho
Não é novidade que a oposição raivosa com o apoio da mídia e de setores do MP, do Poder Judiciário e de um Congresso fisiológico está numa obstinada luta para derrubar o Governo Dilma e tentar inviabilizar o PT e as forças progressistas do país para futuras conquistas eleitorais. Para tanto, estão utilizando de todas as armas. Tenta-se inviabilizar o crescimento do país, criam-se factoides diariamente, rasga-se a Constituição Federal e tantas outras artimanhas possíveis e impossíveis.
Não é novidade que a oposição raivosa com o apoio da mídia e de setores do MP, do Poder Judiciário e de um Congresso fisiológico está numa obstinada luta para derrubar o Governo Dilma e tentar inviabilizar o PT e as forças progressistas do país para futuras conquistas eleitorais. Para tanto, estão utilizando de todas as armas. Tenta-se inviabilizar o crescimento do país, criam-se factoides diariamente, rasga-se a Constituição Federal e tantas outras artimanhas possíveis e impossíveis.
A nova manobra, dessa feita, é o casuísmo. Nesse último dia 05/05/2015, o Presidente da Câmara numa desesperada cartada fez um agrado aos Ministros do STF e ao mesmo tempo tentou atingir a Presidenta Dilma. Ele conseguiu aprovar em segunda votação a PEC nº 457/2005, conhecida como a PEC da Bengala, que aumenta de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória dos Ministros do STJ, STF e do TCU.
Essa PEC, que não passa de uma massagem nos egos de alguns Magistrados é também uma jogada da oposição que retira da Presidenta Dilma o possiblidade de indicar seis Ministros para STF até o fim do seu mandato.
Evidentemente que isso não significa como quer a mídia, mais uma derrota do governo. O ex-presidente Lula indicou oito Ministros para o STF e o resultado dessas indicações nós conhecemos: o absurdo julgamento de exceção na Ação Penal 470. Portanto, quem perde com a aprovação dessa emenda não é o governo, mais sim à democracia e o Poder Judiciário.
Na verdade o que está em jogo com essa Emenda é o fim da possibilidade da oxigenação dos Tribunais Superiores e o casuísmo da medida, pois, mais uma vez, se muda as regras do jogo durante o campeonato.
Aliás, nesse sentido a Associação dos Magistrados Brasileiros se manifestou: “...A aprovação dessa proposta terá como consequência a criação de “feudos” nos tribunais brasileiros, impedindo a oxigenação do Judiciário. O que houve hoje representa algo extremamente grave para o país, desestrutura o Poder Judiciário e impede o avanço da democratização nas Cortes. Esse modelo não reflete as necessidades e a democracia que a sociedade brasileira espera do Congresso Nacional. Nós não compreendemos essa postura”.
Nesse mesmo diapasão o Professor de Direito, Paulo Emílio Dantas Nazaré, preleciona: “...A nomeação de novos juristas em substituição aos Ministros e Desembargadores aposentados compulsoriamente promove o benfazejo encontro de diferentes gerações, interligando o novo e o velho, o reformador e o conservador, o utópico e o experimentado...Considerando que a sociedade contemporânea carrega a marca do pluralismo, torna-se imprescindível que o Poder Judiciário substitua seu monólogo abstrato e formalista por um discurso que efetivamente reative um canal de comunicação e intercâmbio valorativo entre os Palácios de Justiça e a comunidade... A “PEC da Bengala”, nesse sentido, está na contramão da modernidade e da legitimação democrática do Poder Judiciário brasileiro”.
E realmente, assiste razão ao Professor Paulo Emílio. Fala-se muito da necessidade de uma Reforma Política para por fim à corrupção e possibilitar o surgimento de novas lideranças trazendo novos ares à Política brasileira, no entanto, essa premissa não vale ao Poder Judiciário, pois, o mesmo não consegue desapegar da estabilidade das tradições, muitas delas anacrônicas, e da vaidade de alguns Magistrados que querem perpetuar em seus cargos para manter o poder e o status social.
E é neste conturbado contexto que vive o Poder Judiciário! O Processo que trata da Operação Lava-jato, por exemplo, que deveria ser paradigma no combate à corrupção foi politizado e está criando, em tese, anomalias jurídicas só vista na AP 470. Um Juiz de primeiro grau tem o poder de paralisar obras pelo país afora causando desemprego e enormes prejuízos; Esse mesmo Juiz decreta prisão preventiva de um investigado por mais de cinco meses, o que claramente fere o “Princípio da Razoabilidade” norteador dessa medida; O mesmo Magistrado homologa uma "colaboração premiada" de um réu que já descumprira um acordo anterior; Depoimentos em “colaboração premiada” que são sigilosos (Art. 7º da Lei 12.850/2013) são vazados seletivamente sem oposição das autoridades judiciais e do MPF, e agora para fechar com chave-de-ouro o Poder Judiciário foi presenteado pelo Congresso Nacional com uma “bengala” (PEC nº457/2005) para tentar manter-se de pé até o fim dessa geleia geral jurídica. Viva o Brasil!
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